Quinta-feira, 19 de Outubro, 2017
Media

Jornal brasileiro “Gazeta do Povo” adopta modelo misto em papel e digital

O jornal brasileiro Gazeta do Povo passou a fazer parte do clube de títulos que abandonaram a impressão em papel.

Esta decisão foi tomada tendo em conta a redução do número de leitores, com base no desenvolvimento de um novo modelo, susceptível de dar garantias da sustentabilidade do negócio. Assim, os responsáveis do jornal decidiram que havia chegado o momento de apostar na edição digital e móvel.

Segundo referiu ao Centro Knight, Guilherme Pereira director do Grupo GRPCom – Grupo Paranense de Comunicação, proprietário da Gazeta do Povo, as medidas tomadas para impulsionar o negócio digital, reduziram os custos fixos, e aumentaram a margem de lucro da versão impressa.

Por seu lado, o Centro Knight para o jornalismo as Américas, refere que a Gazeta investiu cerca de 7 milhões de dólares em tecnologia, para renovar os equipamentos, ao mesmo tempo que encerrava as instalações de impressão, optando pelo outsourcing, mais económico.

Mas, a Gazeta do Povo vai manter uma edição impressa, distribuída semanalmente aos sábados. Nesta versão, mais parecida com uma revista, poderemos encontrar uma análise mais aprofundada das informações que foram notícia ao longo da semana.

Há alguns meses atrás, Mário Garcia, um dos maiores especialistas em design de jornais, assegurava que o futuro da imprensa passava pela edição em papel ao fim de semana; e o presidente do Grupo GRPCom acredita que mantendo uma ligação com o negócio tradicional, os leitores se habituarão, pouco a pouco, ao novo modelo.

A intenção do Grupo GRPCom é que a Gazeta do Povo consiga inverter a situação actual, e que 70% das receitas sejam provenientes da publicidade e 30% dos leitores.

Aliás, o periódico conseguiu que 92% dos seus subscritores tivessem mantido a subscrição semanal, quando se passou ao digital. A previsão era de 60 %, apenas.

Antes do processo de mudança, havia 18  mil  subscritores no digital e 44 mil no papel. O objectivo é alcançar os 50 mil digitais no final de Junho e 300 mil no termo de 2018.

Actualmente, a Gazeta do Povo é o primeiro periódico do Brasil a ser feito originalmente para plataformas móveis e os jornalistas que ali trabalham publicam os seus artigos directamente na aplicação Méthode Memo, o que permite a divulgação imediata de informação.

Connosco
Relatório assinala em Espanha quebra do consumo de TV por assinatura Ver galeria

O consumo doméstico de televisão por assinatura em Espanha, no ano de 2016, foi de 14,5 euros por mês, por habitação, o que significa quase 21% do seu gasto total em tecnologias de informação e comunicação. Esta quantia é 6,5% inferior à de 2015, que se situava numa média de 15,4%. Os dados são do relatório La sociedad en red 2016, elaborado pelo Observatorio Nacional de las Tecnologías de la Sociedad de la Información (ONTSI).

As imagens e as palavras depois da tragédia Ver galeria

A tragédia causada pelos incêndios no centro e norte do País, neste domingo 15 de Outubro, já considerado “o pior dia do ano” em número de ocorrências (mais de 500), simultâneas ou consecutivas, é retratado nas primeiras páginas dos jornais de 17. Quase todos destacam os números das vítimas, somando as de agora às de Pedrógão. Os dois jornais que usam a mesma foto, de três mulheres junto de uma casa destruída, abraçando-se ao lado de uma menina, são também os que procuram as palavras fortes para caracterizar o ocorrido: “Imperdoável” (Correio da Manhã); “Cem mortes sem desculpa” (Jornal de Notícias). 

O Clube

Está formado o Júri que vai apreciar os trabalhos concorrentes ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído pelo Clube Português de Imprensa (CPI) e pelo Jornal Tribuna de Macau (JTM),  com o apoio da Fundação Jorge Álvares.

O Júri será presidido por Dinis de Abreu, em representação do CPI, e integrado pelos jornalistas José Rocha Diniz, fundador e administrador do Jornal Tribuna de Macau, José Carlos de Vasconcelos, director do JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares e por José António Silva Pires, também do CPI.


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