Quinta-feira, 18 de Julho, 2019
Media

Jornal brasileiro “Gazeta do Povo” adopta modelo misto em papel e digital

O jornal brasileiro Gazeta do Povo passou a fazer parte do clube de títulos que abandonaram a impressão em papel.

Esta decisão foi tomada tendo em conta a redução do número de leitores, com base no desenvolvimento de um novo modelo, susceptível de dar garantias da sustentabilidade do negócio. Assim, os responsáveis do jornal decidiram que havia chegado o momento de apostar na edição digital e móvel.

Segundo referiu ao Centro Knight, Guilherme Pereira director do Grupo GRPCom – Grupo Paranense de Comunicação, proprietário da Gazeta do Povo, as medidas tomadas para impulsionar o negócio digital, reduziram os custos fixos, e aumentaram a margem de lucro da versão impressa.

Por seu lado, o Centro Knight para o jornalismo as Américas, refere que a Gazeta investiu cerca de 7 milhões de dólares em tecnologia, para renovar os equipamentos, ao mesmo tempo que encerrava as instalações de impressão, optando pelo outsourcing, mais económico.

Mas, a Gazeta do Povo vai manter uma edição impressa, distribuída semanalmente aos sábados. Nesta versão, mais parecida com uma revista, poderemos encontrar uma análise mais aprofundada das informações que foram notícia ao longo da semana.

Há alguns meses atrás, Mário Garcia, um dos maiores especialistas em design de jornais, assegurava que o futuro da imprensa passava pela edição em papel ao fim de semana; e o presidente do Grupo GRPCom acredita que mantendo uma ligação com o negócio tradicional, os leitores se habituarão, pouco a pouco, ao novo modelo.

A intenção do Grupo GRPCom é que a Gazeta do Povo consiga inverter a situação actual, e que 70% das receitas sejam provenientes da publicidade e 30% dos leitores.

Aliás, o periódico conseguiu que 92% dos seus subscritores tivessem mantido a subscrição semanal, quando se passou ao digital. A previsão era de 60 %, apenas.

Antes do processo de mudança, havia 18  mil  subscritores no digital e 44 mil no papel. O objectivo é alcançar os 50 mil digitais no final de Junho e 300 mil no termo de 2018.

Actualmente, a Gazeta do Povo é o primeiro periódico do Brasil a ser feito originalmente para plataformas móveis e os jornalistas que ali trabalham publicam os seus artigos directamente na aplicação Méthode Memo, o que permite a divulgação imediata de informação.

Connosco
Confirma-se que as más notícias são as que correm mais depressa Ver galeria

Todos ouvimos alguma vez dizer, no início da profissão, que a aterragem segura de mil aviões não é notícia, mas o despenhamento de um só já passa a ser.
A classificação do que é “noticiável” teve sempre alguma preferência por esse lado negativo: “a guerra mais do que a paz, os crimes mais do que a segurança, o conflito mais do que o acordo”.

“Sabemos hoje que nem sempre a audiência segue estas escolhas; muitos encaram os noticiários como pouco mais do que uma fonte de irritação, impotência, ansiedade, stress  e um geral negativismo.”

Sabemos também que cresce a percentagem dos que já se recusam a “consumir” a informação jornalística dominante por terem esta mesma sensação.  

A reflexão inicial é de Joshua Benton, fundador e director do Nieman Journalism Lab, na Universidade de Harvard.

As questões “que incomodam” no Festival Internacional de Jornalismo Ver galeria

Jornalistas e gilets jaunes  tiveram, em Couthures, o seu frente-a-frente de revisão da matéria dada. Terminado o quarto Festival Internacional de Jornalismo, o jornal  Le Monde, seu organizador, conta agora, numa série de reportagens, o que se passou neste evento de Verão nas margens do rio Garonne  - e um dos pontos altos foi uma espécie de “Prós e Contras”, incluindo a sua grande-repórter Florence Aubenas, que encontrou a agressividade das ruas em Dezembro de 2018, mais Céline Pigalle, que chefia a redacção do canal BFM-TV, especialmente detestado pelos manifestantes, e do outro lado seis representantes assumidos do movimento, da região de Marmande.

O debate foi vivo, e a confrontação verbal, por vezes, agressiva. Houve também um esforço de esclarecimento e momentos de auto-crítica.  Depois do “julgamento” final, uma encenação com acusadores (o público), réus (os jornalistas), alguns reconhecendo-se culpados com “circunstâncias atenuantes”, outros assumindo o risco de “prisão perpétua”, a conclusão de uma participante:

“Ficam muito bem as boas decisões durante o Festival. Só que vocês vão esquecer durante onze meses, e voltam iguais para o ano que vem. Mas eu volto também e fico agradecida.”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


ver mais >
Opinião
Um relatório recente sobre os princípios de actuação mais frequentes dos maiores publishers digitais dá algumas indicações que vale a pena ter em conta. O estudo “Digital Publishers Report”, divulgado pelo site Digiday, analisa as práticas de uma centena de editores e destaca alguns factores que, na sua opinião, permitem obter os melhores resultados. O estudo estima que as receitas provenientes de conteúdo digital...
E lá se foi mais um daqueles Artistas geniais que tornam a existência humana mais suportável… Guillermo Mordillo era um daqueles raríssimos autores que não precisam de palavras para nos revelarem os aspectos mais evidentes, e também os mais escondidos, das nossas vidas – os alegres, os menos alegres, os cómicos, os ridículos, até os trágicos -- com um traço redondo, que dava aos seus bonecos uma vivacidade...
Sejam de direita ou de esquerda, há uma verdadeira inflação de políticos no activo - ou supostamente retirados - ,  “vestidos” de comentadores residentes nas televisões, com farto proveito. Alguns deles acumulam mesmo os “plateaux” com os microfones  da rádio ou as colunas de jornais, demonstrando  uma invejável capacidade de desdobramento. O objectivo comum a todos é, naturalmente,  pastorearem...
“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
Lançar notícias falsas sobre adversários políticos ou outros existe há séculos. Mas a internet deu às mentiras uma capacidade de difusão nunca antes vista.  Divulgar no espaço público notícias falsas (“fake news”) é hoje um problema que, com razão, preocupa muita gente. Mas não se pode considerar que este seja um problema novo. Claro que a internet e as redes sociais proporcionam...
Agenda
01
Ago
Composição Fotográfica
09:00 @ Cenjor,Lisboa
21
Ago
Edinburgh TV Festival
09:00 @ Edinburgo, Escócia
27
Ago
Digital Broadcast Media Convention
09:00 @ Lagos, Nigéria
16
Set