Quarta-feira, 18 de Julho, 2018
Media

Jornal brasileiro “Gazeta do Povo” adopta modelo misto em papel e digital

O jornal brasileiro Gazeta do Povo passou a fazer parte do clube de títulos que abandonaram a impressão em papel.

Esta decisão foi tomada tendo em conta a redução do número de leitores, com base no desenvolvimento de um novo modelo, susceptível de dar garantias da sustentabilidade do negócio. Assim, os responsáveis do jornal decidiram que havia chegado o momento de apostar na edição digital e móvel.

Segundo referiu ao Centro Knight, Guilherme Pereira director do Grupo GRPCom – Grupo Paranense de Comunicação, proprietário da Gazeta do Povo, as medidas tomadas para impulsionar o negócio digital, reduziram os custos fixos, e aumentaram a margem de lucro da versão impressa.

Por seu lado, o Centro Knight para o jornalismo as Américas, refere que a Gazeta investiu cerca de 7 milhões de dólares em tecnologia, para renovar os equipamentos, ao mesmo tempo que encerrava as instalações de impressão, optando pelo outsourcing, mais económico.

Mas, a Gazeta do Povo vai manter uma edição impressa, distribuída semanalmente aos sábados. Nesta versão, mais parecida com uma revista, poderemos encontrar uma análise mais aprofundada das informações que foram notícia ao longo da semana.

Há alguns meses atrás, Mário Garcia, um dos maiores especialistas em design de jornais, assegurava que o futuro da imprensa passava pela edição em papel ao fim de semana; e o presidente do Grupo GRPCom acredita que mantendo uma ligação com o negócio tradicional, os leitores se habituarão, pouco a pouco, ao novo modelo.

A intenção do Grupo GRPCom é que a Gazeta do Povo consiga inverter a situação actual, e que 70% das receitas sejam provenientes da publicidade e 30% dos leitores.

Aliás, o periódico conseguiu que 92% dos seus subscritores tivessem mantido a subscrição semanal, quando se passou ao digital. A previsão era de 60 %, apenas.

Antes do processo de mudança, havia 18  mil  subscritores no digital e 44 mil no papel. O objectivo é alcançar os 50 mil digitais no final de Junho e 300 mil no termo de 2018.

Actualmente, a Gazeta do Povo é o primeiro periódico do Brasil a ser feito originalmente para plataformas móveis e os jornalistas que ali trabalham publicam os seus artigos directamente na aplicação Méthode Memo, o que permite a divulgação imediata de informação.

Connosco
CPI e "Tribuna de Macau" instituem Prémios de Ensaio e de Jornalismo da Lusofonia Ver galeria

O Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído há um ano por iniciativa do jornal Tribuna de Macau, em parceria com o Clube Português de Imprensa, com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares e o apoio do JL – Jornal de Artes, Letras e Ideias, reparte-se, nesta sua segunda edição, por dois: um aberto a textos originais, que passa a designar-se o Prémio Ensaio da Lusofonia, e outro que mantém o título de Prémio de Jornalismo da Lusofonia, destinado a textos já publicados, em suporte papel ou digital.

Mantém-se o espírito original de distinguir trabalhos “no quadro do desejado aprofundamento de todos os aspectos ligados à Língua Portuguesa, com relevo para a singularidade do posicionamento de Macau no seu papel de plataforma de ligação entre países de Língua Oficial Portuguesa”.

Jornalismo "ao vivo" em festival de Verão de "Le Monde" Ver galeria

Um festival de Verão sem estrondo de altifalantes, sem música de “fogo-de-artifício”, todo baseado na palavra, na conversa em grupo ou no diálogo directo com os jornalistas presentes. Durante o fim-de-semana de 13 a 15 de Julho, cerca de 4500 inscritos animaram a terceira edição do Festival Internacional de Jornalismo organizado pelo grupo Le Monde na localidade de Couthures, em França, à beira do rio Garonne. A aldeia não chega aos 400 habitantes, mas mais de 100 voluntários ajudaram a fazer funcionar, durante três dias, um encontro de muitos debates. Como disse Gilles van Kote, jornalista de Le Monde, a intenção era precisamente a de que tudo pudesse ser posto em questão, “sem tabus”.

O Clube
O CPI – Clube Português de Imprensa voltou a participar no Prémio  Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura,  em cooperação com a Europa Nostra, a principal organização europeia de defesa do património,  que o CNC representa em Portugal.   O Prémio foi atribuído, este ano,  à...

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Opinião
Público: uma tradição manchada
Francisco Sarsfield Cabral
No início do corrente mês de julho os leitores do diário “Público” foram surpreendidos pela notícia de que o seu diretor, o prestigiado jornalista David Dinis, se havia demitido. Por aquilo que veio a saber-se através da comunicação social e de afirmações da administradora do jornal Cristina Soares – que é a única informação que possuo – a demissão de D. Dinis ficou a...
Ao ler no centenário “Diário de Noticias” a noticia da extinção formal da sua edição em papel, de Segunda–Feira a Sábado , a partir de Julho, fica a saber-se que o seu actual director, o  jornalista Ferreira Fernandes, entrou em “oito cafés(…) a caminho do cinema S. Jorge onde decorreu a apresentação do novo jornal” e só “contou três pessoas a ler o jornal em...
Boa ideia, Pedro
Manuel Falcão
Trabalhei um pouco mais de dois anos literalmente lado a lado com o Pedro Rolo Duarte no Se7e, dividíamos a direcção. Partilhávamos uma sala onde todos os dias fabricávamos ideias para fazer ressuscitar o jornal e agitar as águas, que era uma coisa que nos entretinha bastante. Foram dois anos de intensas e produtivas discussões, de muita criatividade e de várias crises - e sempre nos apoiámos mutuamente dos ataques que...
O optimismo de Centeno
Luís Queirós
"A economia da zona Euro cresce há 20 trimestres consecutivos", disse Mário Centeno no Grémio Literário, na palestra, proferida no passado dia 22 de Maio passado, integrada no ciclo que ali decorre subordinado ao tema  "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções", uma iniciativa do Clube de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e com o Grémio Literário. O Ministro das Finanças de Portugal e presidente do...
Em meados do séc. XVIII, os parisienses que quisessem manter-se “au courant” àcerca do andamento da Guerra dos Sete Anos (iniciada em 1756) não tinham muitas escolhas. Se fizessem parte, dentre os 600 mil habitantes da capital francesa, da minoria que sabia ler – menos de metade dos homens e uma quarta parte das mulheres – e também estivessem entre os poucos privilegiados que podiam dar-se ao luxo de comprar um jornal, tinham três...
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