Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Fórum

Projecto de directiva comunitária contestado pelos maiores jornais europeus

Mais de três dezenas das editoras dos maiores jornais de referência na Europa assinaram uma carta aberta dirigida ao Parlamento e ao Conselho Europeu, contestando as novas regras de privacidade online, que, segundo afirmam, darão mais poder ao Google e ao Facebook na competição pela publicidade digital. O projecto de regulamento apresentado pela Comissão Europeia pretende alterar a norma do “consentimento prévio” da aceitação dos cookies em cada entrada no site procurado pelo internauta, substituindo-a por uma decisão inicial à entrada no navegador, válida a partir daí para todos os sites visitados.

Segundo Le Figaro-Médias, que aqui citamos, “esta futura directiva daria a cada internauta a possibilidade de decidir, desde a sua primeira conexão, o nível de protecção que deseja para o conjunto dos sites que vai visitar a seguir; dito de outro modo, em vez de escolher site por site, como está em uso, ele decidiria uma vez por todas aceitar ou não os cookies, estes ficheiros invisíveis que entram no computador para seguir o percurso de conexões dos internautas”. 

Os editores de jornais alertam para um efeito secundário previsível desta medida, supostamente benéfica para os utentes da Internet:  

“Com efeito, ela arrisca-se a colocar nas mãos de alguns grupos, como Google e o seu navegador Chrome, as preferências de conexão dos internautas. Por outro lado, estes mesmos gigantes das tecnologias serão poupados por esta medida, visto que os seus utentes já estão conectados em permanência nos seus sites, como é o caso no Facebook, ou ainda no Google, com o Gmail. Quanto aos editores da Imprensa, vão perder a sua relação directa com os leitores.” 

“Se, como resultado destas propostas, os editores de notícias não conseguissem oferecer publicidade relevante aos nossos leitores, tal reduziria a nossa capacidade de competir com a capacidade das plataformas digitais dominantes nas receitas de publicidade digital, acabando por prejudicar a nossa capacidade de investir em jornalismo de alta qualidade em toda a Europa”, explicam na missiva  - aqui citada do Jornal de Negócios

Representantes de mais de 30 publicações, incluindo The Daily Mail, The Guardian, Financial Times, Die Zeit e os jornais franceses Le Monde, Le Figaro, Les Échos, Libération, Le Parisien, La Croix e L’Humanité, dirigiram ao Parlamento e ao Conselho Europeu a carta aberta aqui reproduzida. 


Mais informação em Le Figaro, Le Monde e Jornal de Negócios

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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