null, 17 de Dezembro, 2017
Fórum

Projecto de directiva comunitária contestado pelos maiores jornais europeus

Mais de três dezenas das editoras dos maiores jornais de referência na Europa assinaram uma carta aberta dirigida ao Parlamento e ao Conselho Europeu, contestando as novas regras de privacidade online, que, segundo afirmam, darão mais poder ao Google e ao Facebook na competição pela publicidade digital. O projecto de regulamento apresentado pela Comissão Europeia pretende alterar a norma do “consentimento prévio” da aceitação dos cookies em cada entrada no site procurado pelo internauta, substituindo-a por uma decisão inicial à entrada no navegador, válida a partir daí para todos os sites visitados.

Segundo Le Figaro-Médias, que aqui citamos, “esta futura directiva daria a cada internauta a possibilidade de decidir, desde a sua primeira conexão, o nível de protecção que deseja para o conjunto dos sites que vai visitar a seguir; dito de outro modo, em vez de escolher site por site, como está em uso, ele decidiria uma vez por todas aceitar ou não os cookies, estes ficheiros invisíveis que entram no computador para seguir o percurso de conexões dos internautas”. 

Os editores de jornais alertam para um efeito secundário previsível desta medida, supostamente benéfica para os utentes da Internet:  

“Com efeito, ela arrisca-se a colocar nas mãos de alguns grupos, como Google e o seu navegador Chrome, as preferências de conexão dos internautas. Por outro lado, estes mesmos gigantes das tecnologias serão poupados por esta medida, visto que os seus utentes já estão conectados em permanência nos seus sites, como é o caso no Facebook, ou ainda no Google, com o Gmail. Quanto aos editores da Imprensa, vão perder a sua relação directa com os leitores.” 

“Se, como resultado destas propostas, os editores de notícias não conseguissem oferecer publicidade relevante aos nossos leitores, tal reduziria a nossa capacidade de competir com a capacidade das plataformas digitais dominantes nas receitas de publicidade digital, acabando por prejudicar a nossa capacidade de investir em jornalismo de alta qualidade em toda a Europa”, explicam na missiva  - aqui citada do Jornal de Negócios

Representantes de mais de 30 publicações, incluindo The Daily Mail, The Guardian, Financial Times, Die Zeit e os jornais franceses Le Monde, Le Figaro, Les Échos, Libération, Le Parisien, La Croix e L’Humanité, dirigiram ao Parlamento e ao Conselho Europeu a carta aberta aqui reproduzida. 


Mais informação em Le Figaro, Le Monde e Jornal de Negócios

Connosco
Novo presidente da ERC abstém-se de comentar “dossier” Altice - TVI Ver galeria

Tomou posse, na Assembleia da República, o novo Conselho Regulador da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, tendo como presidente o juiz-conselheiro Sebastião Póvoas. Instado pelos jornalistas a pronunciar-se sobre a questão sensível da compra da Media Capital pela Altice, o magistrado afirmou: “Eu não conheço os dossiers, tomei agora posse; são dossiers complexos e eu venho de uma área em que só nos pronunciamos depois de ler, consultar, ouvir e estudar, e é assim que vou fazer.” O parecer que competia à ERC tornar público, sobre esta matéria, não chegou a ser dado por falta de acordo entre os três membros que estavam em funções até agora.

Sobre a “decadência das redacções”, a dúvida de ser jornalista Ver galeria

“A decadência das redações e a diminuição do número de alunos cursando jornalismo apontam na direção da extinção da profissão de repórter?” A pergunta é do jornalista brasileiro Carlos Wagner, que compara a situação que encontrou há 40 anos, quando começou a sua carreira de repórter de investigação, com aquela que hoje enfrentam os novos candidatos. Para a geração dos seus pais (a mãe opunha-se a que ele seguisse este caminho), “os jornalistas tinham fama de bêbados, boémios, comunistas e de ‘língua de lavadeira’.” Mas “a preocupação dos pais da geração de repórteres que entra na faculdade no próximo ano é se ainda existirá a profissão quando o filho acabar o curso”. No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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03
Jan
Produção de Televisão
09:00 @ Cenjor,Lisboa
03
Jan
04
Jan
CES 2017
09:00 @ Munique,Alemanha