Quinta-feira, 18 de Julho, 2019
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Projecto de directiva comunitária contestado pelos maiores jornais europeus

Mais de três dezenas das editoras dos maiores jornais de referência na Europa assinaram uma carta aberta dirigida ao Parlamento e ao Conselho Europeu, contestando as novas regras de privacidade online, que, segundo afirmam, darão mais poder ao Google e ao Facebook na competição pela publicidade digital. O projecto de regulamento apresentado pela Comissão Europeia pretende alterar a norma do “consentimento prévio” da aceitação dos cookies em cada entrada no site procurado pelo internauta, substituindo-a por uma decisão inicial à entrada no navegador, válida a partir daí para todos os sites visitados.

Segundo Le Figaro-Médias, que aqui citamos, “esta futura directiva daria a cada internauta a possibilidade de decidir, desde a sua primeira conexão, o nível de protecção que deseja para o conjunto dos sites que vai visitar a seguir; dito de outro modo, em vez de escolher site por site, como está em uso, ele decidiria uma vez por todas aceitar ou não os cookies, estes ficheiros invisíveis que entram no computador para seguir o percurso de conexões dos internautas”. 

Os editores de jornais alertam para um efeito secundário previsível desta medida, supostamente benéfica para os utentes da Internet:  

“Com efeito, ela arrisca-se a colocar nas mãos de alguns grupos, como Google e o seu navegador Chrome, as preferências de conexão dos internautas. Por outro lado, estes mesmos gigantes das tecnologias serão poupados por esta medida, visto que os seus utentes já estão conectados em permanência nos seus sites, como é o caso no Facebook, ou ainda no Google, com o Gmail. Quanto aos editores da Imprensa, vão perder a sua relação directa com os leitores.” 

“Se, como resultado destas propostas, os editores de notícias não conseguissem oferecer publicidade relevante aos nossos leitores, tal reduziria a nossa capacidade de competir com a capacidade das plataformas digitais dominantes nas receitas de publicidade digital, acabando por prejudicar a nossa capacidade de investir em jornalismo de alta qualidade em toda a Europa”, explicam na missiva  - aqui citada do Jornal de Negócios

Representantes de mais de 30 publicações, incluindo The Daily Mail, The Guardian, Financial Times, Die Zeit e os jornais franceses Le Monde, Le Figaro, Les Échos, Libération, Le Parisien, La Croix e L’Humanité, dirigiram ao Parlamento e ao Conselho Europeu a carta aberta aqui reproduzida. 


Mais informação em Le Figaro, Le Monde e Jornal de Negócios

Connosco
Confirma-se que as más notícias são as que correm mais depressa Ver galeria

Todos ouvimos alguma vez dizer, no início da profissão, que a aterragem segura de mil aviões não é notícia, mas o despenhamento de um só já passa a ser.
A classificação do que é “noticiável” teve sempre alguma preferência por esse lado negativo: “a guerra mais do que a paz, os crimes mais do que a segurança, o conflito mais do que o acordo”.

“Sabemos hoje que nem sempre a audiência segue estas escolhas; muitos encaram os noticiários como pouco mais do que uma fonte de irritação, impotência, ansiedade, stress  e um geral negativismo.”

Sabemos também que cresce a percentagem dos que já se recusam a “consumir” a informação jornalística dominante por terem esta mesma sensação.  

A reflexão inicial é de Joshua Benton, fundador e director do Nieman Journalism Lab, na Universidade de Harvard.

As questões “que incomodam” no Festival Internacional de Jornalismo Ver galeria

Jornalistas e gilets jaunes  tiveram, em Couthures, o seu frente-a-frente de revisão da matéria dada. Terminado o quarto Festival Internacional de Jornalismo, o jornal  Le Monde, seu organizador, conta agora, numa série de reportagens, o que se passou neste evento de Verão nas margens do rio Garonne  - e um dos pontos altos foi uma espécie de “Prós e Contras”, incluindo a sua grande-repórter Florence Aubenas, que encontrou a agressividade das ruas em Dezembro de 2018, mais Céline Pigalle, que chefia a redacção do canal BFM-TV, especialmente detestado pelos manifestantes, e do outro lado seis representantes assumidos do movimento, da região de Marmande.

O debate foi vivo, e a confrontação verbal, por vezes, agressiva. Houve também um esforço de esclarecimento e momentos de auto-crítica.  Depois do “julgamento” final, uma encenação com acusadores (o público), réus (os jornalistas), alguns reconhecendo-se culpados com “circunstâncias atenuantes”, outros assumindo o risco de “prisão perpétua”, a conclusão de uma participante:

“Ficam muito bem as boas decisões durante o Festival. Só que vocês vão esquecer durante onze meses, e voltam iguais para o ano que vem. Mas eu volto também e fico agradecida.”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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“Fake news”, ontem e hoje
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Ago
Composição Fotográfica
09:00 @ Cenjor,Lisboa
21
Ago
Edinburgh TV Festival
09:00 @ Edinburgo, Escócia
27
Ago
Digital Broadcast Media Convention
09:00 @ Lagos, Nigéria
16
Set