Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019
Media

Federação Europeia vota por unanimidade apoio aos jornalistas mexicanos

A assembleia anual da Federação Europeia de Jornalistas, realizada em Bucareste, votou por unanimidade uma moção de solidariedade urgente para com os jornalistas mexicanos, exigindo ao governo daquele país que ponha fim à impunidade dos assassinos. A moção foi proposta pelos representantes espanhóis (FAPE – Federación de Asociaciones de Periodistas de España) e franceses (SNJ – Syndicat National des Journalistes) e prontamente apoiada por toda a assembleia.

O crime mais recente aconteceu no Estado de Sinaloa, onde desconhecidos dispararam, à luz do dia, contra Javier Valdez, do semanário Río Doce, autor de muitos trabalhos de reportagem e de vários livros tendo como tema a violência ligada ao narcotráfico. 

Segundo notícia da APM  - com a qual mantemos um acordo de parceria -  esta tomada de posição “tem um carácter relevante e inédito, já que alarga o seu âmbito de actuação além do continente europeu”, o que compete em primeiro lugar à Federação Internacional de Jornalistas. 

Esta já fizera, em devido tempo, a sua própria condenação do crime e apelo ao castigo dos culpados, mas, apesar disso, “os jornalistas europeus, conscientes da gravidade do caso mexicano, decidiram dar este passo”. 

A assembleia da FEJ começou com um minuto de silêncio em memória de Javier Valdez e de todos os jornalistas assassinados, sendo também recordadas as mortes, neste ano de 2017, de três jornalistas na Ucrânia e na Rússia.

 

 

Mais informação na Asociación de La Prensa de Madrid

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Portugal entre os que menos pagam por jornalismo na Internet Ver galeria

“Em Portugal, o número de consumidores de notícias que pagam por jornalismo online baixou 2% em relação ao ano passado. Hoje são apenas 7% o total de leitores pagantes. Se considerarmos apenas os que têm uma assinatura recorrente, o número desce para 5%”, refere João Pedro Pereira, num artigo do jornal Público, intitulado “Quem Paga o Poder”.

O colunista lembra que após a massificação da Internet, ocorrida na década de 90, do século passado, começaram as quebras nas vendas de jornais e revistas. Os números do Instituto Nacional de Estatística, revelam que o número total de exemplares vendidos caiu 40% entre 2011 e 2017.

A grande quebra nas vendas de jornais foi acompanhada da redução, também drástica do segmento da publicidade, que, segundo o mesmo Instituto, caiu 41% entre 2008 e 2017.
O dilema dos conteúdos pagos como resposta à quebra de receitas Ver galeria

 

Num contexto de crise, o conteúdo pago ganha maior relevo, sendo considerado um mal necessário por muitos órgãos de comunicação social.  Mas será que é possível haver qualidade nos textos patrocinados? Esta é a questão levantada por Lívia Souza Vieira, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

A professora de jornalismo, cita The  New York Times e a revista The Atlantic, como exemplos de duas publicações de referência, onde esse passo para a qualidade parece ter sido dado.

O primeiro, quando publicou uma peça paga pela Netflix, sobre as particularidades do sistema prisional feminino, integrado numa campanha da série televisiva, “Orange is the new black”, que teve a vantagem de abordar um tema normalmente esquecido pelas agendas.

No segundo caso, salienta-se o facto de a publicação ter revisto e actualizado as regras e procedimentos para publicação de conteúdos pagos.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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