Quinta-feira, 19 de Outubro, 2017
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Estudo britânico aponta redes sociais como factor de risco na saúde mental dos jovens

Quatro das cinco mais populares redes sociais são nocivas à saúde mental dos jorvens, segundo um estudo realizado por duas organizações britânicas de saúde pública. Instagram foi considerada como tendo o impacto mais negativo, por aprofundar nos jovens “sentimentos de desajustamento e ansiedade”. Também Facebook, Snapchat e Twitter foram consideradas nocivas; só o YouTube foi avaliado como tendo impacto positivo.

O estudo incidiu sobre uma amostra de quase 1.500 jovens entre os 14 e os 24 anos, tendo concluído que as quatro plataformas citadas têm efeito negativo porque “podem exacerbar as preocupações com a autoimagem física de crianças e jovens, e agravam o assédio [bullying, no original], problemas de sono e sentimentos de ansiedade, depressão e solidão”. 

“Estas conclusões vêm no seguimento de uma crescente preocupação, entre políticos, organizações de saúde, médicos, instituições de assistência e pais, sobre o facto de haver jovens em sofrimento causado por mensagens de assédio sexual [sexting], cyberbullying e o agravamento, pelas redes sociais, de sentimentos de repulsa de si mesmo e mesmo o risco de chegarem ao suicídio”. 

“É curioso ver Instagram e Snapchat classificadas como as piores para a saúde e o bem-estar. Ambas as plataformas são muito centradas sobre a imagem, e parece que podem induzir sentimentos de desajustamente e ansiedade nos jovens”  - afirmou Shirley Cramer, directora da Royal Society for Public Health, a organização que conduziu o estudo, em colaboração com o Young Health Movement

Em sua opinião, são necessárias medidas fortes “para fazer com que as redes sociais sejam menos este ‘Oeste selvagem’, no que toca à súde e bem-estar dos jovens”. 

“As empresas das redes sociais deviam apresentar uma imagem de alerta para prevenir os jovens de que estão a usá-las demasiado, enquanto o Instagram e plataformas semelhantes deviam alertar os utentes sempre que mostrem fotografias de pessoas que foram digitalmente manipuladas”  - disse ainda. 

Mas o Prof. Simon Wessely, presidente do Royal College of Psychiatrists, foi de opinião que estas conslusões eram demasiado simplistas e responsabilizavam incorrectamente as redes sociais: 

“Estou certo de que as redes sociais têm o seu papel na infelicidade, mas têm tantos benefícios como factores negativos. Precisamos de ensinar as crianças a lidarem com todos os aspectos das redes sociais, bons e maus, e de as preparar para um mundo cada vez mais digitalizado. Há o perigo real de condenarmos o meio pela mensagem.” (...) 

A Primeira-Ministra Theresa May, que fez da saúde mental infantil uma das suas prioridades, sublinhou os efeitos nocivos das redes sociais no seu discurso sobre uma “sociedade partilhada”, em Janeiro de 2017, tendo afirmado: 

“Sabemos que o uso das redes sociais nos traz mais preocupações e desafios. Em 2014, um pouco acima de um em cada dez jovens disse que já tinha sido alvo de cyberbullying, por telefone ou pela Internet.” 

 

Mais informação no artigo de Denis Campbell, editor de Saúde do diário The Guardian

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Licenciou-se em Economia e Finanças, foi assistente no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa e  conselheira na Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia, em Bruxelas, tendo representado  Portugal em várias organizações multilaterais.

O Clube

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