Quinta-feira, 4 de Junho, 2020
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Estudo britânico aponta redes sociais como factor de risco na saúde mental dos jovens

Quatro das cinco mais populares redes sociais são nocivas à saúde mental dos jorvens, segundo um estudo realizado por duas organizações britânicas de saúde pública. Instagram foi considerada como tendo o impacto mais negativo, por aprofundar nos jovens “sentimentos de desajustamento e ansiedade”. Também Facebook, Snapchat e Twitter foram consideradas nocivas; só o YouTube foi avaliado como tendo impacto positivo.

O estudo incidiu sobre uma amostra de quase 1.500 jovens entre os 14 e os 24 anos, tendo concluído que as quatro plataformas citadas têm efeito negativo porque “podem exacerbar as preocupações com a autoimagem física de crianças e jovens, e agravam o assédio [bullying, no original], problemas de sono e sentimentos de ansiedade, depressão e solidão”. 

“Estas conclusões vêm no seguimento de uma crescente preocupação, entre políticos, organizações de saúde, médicos, instituições de assistência e pais, sobre o facto de haver jovens em sofrimento causado por mensagens de assédio sexual [sexting], cyberbullying e o agravamento, pelas redes sociais, de sentimentos de repulsa de si mesmo e mesmo o risco de chegarem ao suicídio”. 

“É curioso ver Instagram e Snapchat classificadas como as piores para a saúde e o bem-estar. Ambas as plataformas são muito centradas sobre a imagem, e parece que podem induzir sentimentos de desajustamente e ansiedade nos jovens”  - afirmou Shirley Cramer, directora da Royal Society for Public Health, a organização que conduziu o estudo, em colaboração com o Young Health Movement

Em sua opinião, são necessárias medidas fortes “para fazer com que as redes sociais sejam menos este ‘Oeste selvagem’, no que toca à súde e bem-estar dos jovens”. 

“As empresas das redes sociais deviam apresentar uma imagem de alerta para prevenir os jovens de que estão a usá-las demasiado, enquanto o Instagram e plataformas semelhantes deviam alertar os utentes sempre que mostrem fotografias de pessoas que foram digitalmente manipuladas”  - disse ainda. 

Mas o Prof. Simon Wessely, presidente do Royal College of Psychiatrists, foi de opinião que estas conslusões eram demasiado simplistas e responsabilizavam incorrectamente as redes sociais: 

“Estou certo de que as redes sociais têm o seu papel na infelicidade, mas têm tantos benefícios como factores negativos. Precisamos de ensinar as crianças a lidarem com todos os aspectos das redes sociais, bons e maus, e de as preparar para um mundo cada vez mais digitalizado. Há o perigo real de condenarmos o meio pela mensagem.” (...) 

A Primeira-Ministra Theresa May, que fez da saúde mental infantil uma das suas prioridades, sublinhou os efeitos nocivos das redes sociais no seu discurso sobre uma “sociedade partilhada”, em Janeiro de 2017, tendo afirmado: 

“Sabemos que o uso das redes sociais nos traz mais preocupações e desafios. Em 2014, um pouco acima de um em cada dez jovens disse que já tinha sido alvo de cyberbullying, por telefone ou pela Internet.” 

 

Mais informação no artigo de Denis Campbell, editor de Saúde do diário The Guardian

Connosco
O paradoxo no Brasil entre a ética jornalística e a ética empresarial Ver galeria

Os jornalistas brasileiros estão a ser confrontados com novos obstáculos, impostos à profissão pela Covid-19. É o caso teletrabalho,  que veio alterar, profundamente, o “modus operandi” das redacções e da investigação jornalística. 

Há, contudo, outras questões, ainda mais preocupantes, a serem discutidas por estes profissionais, como é o caso da ética jornalística, reiterou Silvia Meirelles Leite num artigo publicado na revista “objETHOS” e reproduzido no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

De acordo com a autora, enquanto os jornalistas continuam a desempenhar as suas funções e a manter a população informada, as empresas detentoras dos “media” têm de garantir apoios financeiros.

Isto leva a que, não raramente, a televisão pública seja obrigada a suprimir certas peças jornalísticas. Caso contrário, este serviço deixaria de receber financiamento governamental.

A cobertura do coronavírus reforçou a credibilidade jornalística Ver galeria

A pandemia de Covid-19 afectou praticamente todos os sectores da sociedade e influenciou a vida dos cidadãos, um pouco por todo o mundo.

Assim, os jornalistas têm vindo a assumir um papel essencial, mantendo a  população informada sobre os impactos da doença, bem como sobre as suas mutações.

Desta forma, os “media” tradicionais voltaram a merecer a atenção e “lealdade” do público, que deixou de informar-se através das redes sociais que são, tendencialmente, uma plataforma de desinformação,

considerou o jornalista Michel Ribeiro num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Perante a actual crise sanitária, recorda o autor, o jornalismo televisivo conquistou uma audiência significativa e os jornais “online” registaram um tráfego sem precedentes. Da mesma forma, mais consumidores decidiram assinar fontes de informação fidedignas e ouvir rádio para se manterem informados.

O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


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Opinião
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O paradoxo mediático
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Agenda
15
Jun
Jornalismo Empreendedor
18:30 @ Cenjor
17
Jun
Congresso Mundial de "Media"
10:00 @ Saragoça
18
Jun
Stereo and Immersive Media 2020
09:30 @ Universidade Lusófona
22
Jun
15
Out
II Conferência Internacional - História do Jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas