Quarta-feira, 17 de Julho, 2019
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Estudo britânico aponta redes sociais como factor de risco na saúde mental dos jovens

Quatro das cinco mais populares redes sociais são nocivas à saúde mental dos jorvens, segundo um estudo realizado por duas organizações britânicas de saúde pública. Instagram foi considerada como tendo o impacto mais negativo, por aprofundar nos jovens “sentimentos de desajustamento e ansiedade”. Também Facebook, Snapchat e Twitter foram consideradas nocivas; só o YouTube foi avaliado como tendo impacto positivo.

O estudo incidiu sobre uma amostra de quase 1.500 jovens entre os 14 e os 24 anos, tendo concluído que as quatro plataformas citadas têm efeito negativo porque “podem exacerbar as preocupações com a autoimagem física de crianças e jovens, e agravam o assédio [bullying, no original], problemas de sono e sentimentos de ansiedade, depressão e solidão”. 

“Estas conclusões vêm no seguimento de uma crescente preocupação, entre políticos, organizações de saúde, médicos, instituições de assistência e pais, sobre o facto de haver jovens em sofrimento causado por mensagens de assédio sexual [sexting], cyberbullying e o agravamento, pelas redes sociais, de sentimentos de repulsa de si mesmo e mesmo o risco de chegarem ao suicídio”. 

“É curioso ver Instagram e Snapchat classificadas como as piores para a saúde e o bem-estar. Ambas as plataformas são muito centradas sobre a imagem, e parece que podem induzir sentimentos de desajustamente e ansiedade nos jovens”  - afirmou Shirley Cramer, directora da Royal Society for Public Health, a organização que conduziu o estudo, em colaboração com o Young Health Movement

Em sua opinião, são necessárias medidas fortes “para fazer com que as redes sociais sejam menos este ‘Oeste selvagem’, no que toca à súde e bem-estar dos jovens”. 

“As empresas das redes sociais deviam apresentar uma imagem de alerta para prevenir os jovens de que estão a usá-las demasiado, enquanto o Instagram e plataformas semelhantes deviam alertar os utentes sempre que mostrem fotografias de pessoas que foram digitalmente manipuladas”  - disse ainda. 

Mas o Prof. Simon Wessely, presidente do Royal College of Psychiatrists, foi de opinião que estas conslusões eram demasiado simplistas e responsabilizavam incorrectamente as redes sociais: 

“Estou certo de que as redes sociais têm o seu papel na infelicidade, mas têm tantos benefícios como factores negativos. Precisamos de ensinar as crianças a lidarem com todos os aspectos das redes sociais, bons e maus, e de as preparar para um mundo cada vez mais digitalizado. Há o perigo real de condenarmos o meio pela mensagem.” (...) 

A Primeira-Ministra Theresa May, que fez da saúde mental infantil uma das suas prioridades, sublinhou os efeitos nocivos das redes sociais no seu discurso sobre uma “sociedade partilhada”, em Janeiro de 2017, tendo afirmado: 

“Sabemos que o uso das redes sociais nos traz mais preocupações e desafios. Em 2014, um pouco acima de um em cada dez jovens disse que já tinha sido alvo de cyberbullying, por telefone ou pela Internet.” 

 

Mais informação no artigo de Denis Campbell, editor de Saúde do diário The Guardian

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A classificação do que é “noticiável” teve sempre alguma preferência por esse lado negativo: “a guerra mais do que a paz, os crimes mais do que a segurança, o conflito mais do que o acordo”.

“Sabemos hoje que nem sempre a audiência segue estas escolhas; muitos encaram os noticiários como pouco mais do que uma fonte de irritação, impotência, ansiedade, stress  e um geral negativismo.”

Sabemos também que cresce a percentagem dos que já se recusam a “consumir” a informação jornalística dominante por terem esta mesma sensação.  

A reflexão inicial é de Joshua Benton, fundador e director do Nieman Journalism Lab, na Universidade de Harvard.

As questões “que incomodam” no Festival Internacional de Jornalismo Ver galeria

Jornalistas e gilets jaunes  tiveram, em Couthures, o seu frente-a-frente de revisão da matéria dada. Terminado o quarto Festival Internacional de Jornalismo, o jornal  Le Monde, seu organizador, conta agora, numa série de reportagens, o que se passou neste evento de Verão nas margens do rio Garonne  - e um dos pontos altos foi uma espécie de “Prós e Contras”, incluindo a sua grande-repórter Florence Aubenas, que encontrou a agressividade das ruas em Dezembro de 2018, mais Céline Pigalle, que chefia a redacção do canal BFM-TV, especialmente detestado pelos manifestantes, e do outro lado seis representantes assumidos do movimento, da região de Marmande.

O debate foi vivo, e a confrontação verbal, por vezes, agressiva. Houve também um esforço de esclarecimento e momentos de auto-crítica.  Depois do “julgamento” final, uma encenação com acusadores (o público), réus (os jornalistas), alguns reconhecendo-se culpados com “circunstâncias atenuantes”, outros assumindo o risco de “prisão perpétua”, a conclusão de uma participante:

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O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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