Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019
Media

Euronews reinventa-se e adopta plataformas multimedia

A cadeia pan-europeia Euronews reinventa a sua oferta de radiofusão e do digital, e vai acabar com o tradicional multiplex, que será substituído por 12 edições assentes em diferentes plataformas multimédia.

Esta mudança pretende responder às expectativas das audiências nacionais e, de acordo com artigo publicado em Le Figaro, cada edição terá independência editorial e apresentará temas específicos.

Com a criação do Euronews World, que será lançado até ao fim do ano, a empresa apresenta uma estratégia inovadora, que permite -  num mundo com excesso de informação –  personalizar a oferta que é dirigida ao público, aos anunciantes e aos operadores.
Reforçar a missão de divulgar conteúdos sobre assuntos internacionais é, também, um objectivo na renovação do canal.

Os jornalistas de todos os continentes poderão participar no Euronews World : “este será a montra do nosso multiculturalismo”, referiu em conferência de imprensa, Michael Peters, presidente do canal.

 

As diferentes edições, que vão permitir a difusão de conteúdos adaptados a diferentes públicos, não significam que o canal se vá transformar num serviço de notícias locais; tornar-se-á, provavelmente, num canal de noticias internacional, que oferece conteúdos glocal.

 

Para além da emissão de conteúdos comuns, desenvolvidos para todas as edições, os jornalistas locais podem produzir notícias específicas, mais próximas do seu público, ficando esse conteúdo disponível para todas as outras edições, o que permite criar uma rede entre o editorial e o público.

 

Por outro lado, todas as fontes de informação serão combinadas para fornecer conteúdos mais completos.
 

Leia aqui na íntegra o artigo do Le Figaro.

 

Connosco
Portugal entre os que menos pagam por jornalismo na Internet Ver galeria

“Em Portugal, o número de consumidores de notícias que pagam por jornalismo online baixou 2% em relação ao ano passado. Hoje são apenas 7% o total de leitores pagantes. Se considerarmos apenas os que têm uma assinatura recorrente, o número desce para 5%”, refere João Pedro Pereira, num artigo do jornal Público, intitulado “Quem Paga o Poder”.

O colunista lembra que após a massificação da Internet, ocorrida na década de 90, do século passado, começaram as quebras nas vendas de jornais e revistas. Os números do Instituto Nacional de Estatística, revelam que o número total de exemplares vendidos caiu 40% entre 2011 e 2017.

A grande quebra nas vendas de jornais foi acompanhada da redução, também drástica do segmento da publicidade, que, segundo o mesmo Instituto, caiu 41% entre 2008 e 2017.
O dilema dos conteúdos pagos como resposta à quebra de receitas Ver galeria

 

Num contexto de crise, o conteúdo pago ganha maior relevo, sendo considerado um mal necessário por muitos órgãos de comunicação social.  Mas será que é possível haver qualidade nos textos patrocinados? Esta é a questão levantada por Lívia Souza Vieira, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

A professora de jornalismo, cita The  New York Times e a revista The Atlantic, como exemplos de duas publicações de referência, onde esse passo para a qualidade parece ter sido dado.

O primeiro, quando publicou uma peça paga pela Netflix, sobre as particularidades do sistema prisional feminino, integrado numa campanha da série televisiva, “Orange is the new black”, que teve a vantagem de abordar um tema normalmente esquecido pelas agendas.

No segundo caso, salienta-se o facto de a publicação ter revisto e actualizado as regras e procedimentos para publicação de conteúdos pagos.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
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