Sexta-feira, 22 de Março, 2019
Media

Lucros da Cofina recuam no primeiro trimestre do ano

Os lucros da Cofina, que engloba o Correio da Manhã e o canal CMTV, recuaram no primeiro trimestre, fixando-se em 648 mil euros, o que que equivale a uma perda percentual de 35,4%.

No período homólogo de 2016 o Grupo tinha atingido o milhão de euros de resultados. Em comunicado enviado à CMVM, a Cofina informa que o período em análise foi “caracterizado por um decréscimo das receitas totais”.

De acordo com o site electrónico “Meios & Publicidade, ao analisar as receitas do Grupo, nota-se que “a maior descida em volume foi a das receitas de circulação, que passaram de 12,6 milhões de euros para 11,1 milhões, enquanto a descida das receitas de produtos de marketing alternativo representa uma redução de cerca de 400 mil euros ao passar dos 3,5 milhões de euros para aproximadamente 3,1 milhões. A descida das receitas publicitárias foi pouco significativa, fixando-se em 6,38 milhões de euros que comparam com 6,41 milhões no primeiro trimestre de 2016”.

Por   segmentos, verifica-se que “o mais castigado continua a ser o das revistas, que vê agravado o EBITDA negativo de -373 mil euros registado no primeiro trimestre de 2016 para -538 mil euros, uma quebra na ordem dos 44,2%. Situação que se deve a uma queda de 21,9% nas receitas operacionais, de 4,1 milhões de euros para 3,2 milhões, a que nem um corte de 16,4% nos custos operacionais, que passam de 4,5 milhões de euros para 3,8 milhões, conseguiu fazer face”.

No comunicado enviado à CMVM, a Cofina sublinha que “no âmbito do processo de reorganização foi encerrada a edição impressa da revista semanal Flash (mantendo-se a edição online apenas), o que implicou custos não recorrentes e menos receitas comparativamente com o período homólogo do ano anterior”.

Embora menos afectado, o segmento de jornais também não apresenta resultados animadores. O EBITDA fixou-se nos 2,9 milhões de euros, uma descida de 11,7% face aos 3,3 milhões registados em igual período do ano anterior. (…) O único sinal positivo vem das receitas publicitárias, que cresceram 2% para se fixarem nos 15,2 milhões de euros, que se comparam com 14,5 milhões nos primeiros três meses de 2016.

Sublinhe-se, entretanto, que os resultados do segmento de jornais incluem os resultados do canal CMTV.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Connosco
O jornalismo entre os "apóstolos da certeza" e a "política da dúvida" Ver galeria

Há uma grande diferença entre um jornalismo “de elite” e aquele que vive dependente do clickbait. Há uma grande diferença, temporal, entre o que se faz hoje e o que se fazia há poucos anos  - tratando-se de tecnologia digital, “o que aconteceu há cinco anos é história”. E há uma grande diferença entre entender o que está a acontecer aos jornalistas e entender o que os jornalistas acham que lhes está a acontecer.

A reflexão inicial é de C.W. Anderson, que se define como um etnógrafo dedicado a estudar o modo como o jornalismo está a mudar com o tempo. Foi co-autor, com Emily Bell e Clay Shirky, do Relatório do Jornalismo Pós-Industrial, em 2012, na Universidade de Columbia. O seu trabalho mais recente é Apóstolos da Certeza: Jornalismo de Dados e a Política da Dúvida, livro em que analisa como a ideia de jornalismo de dados mudou ao longo do tempo.

Cidadão dos EUA, C.W. Anderson é hoje professor na Escola de Jornalismo da Universidade de Leeds, no Reino Unido. A entrevista que aqui citamos foi publicada no Farol Jornalismo, do Medium, e reproduzida no Obervatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Onde os jornalistas revelam uma relação de amor-e-ódio com gravadores Ver galeria

Há jornalistas que fazem questão de dizer que nunca gravaram uma entrevista. Há os que não dispensam o seu gravador de som. Há os que gravam e “filmam” com o telemóvel, explicando que só o vídeo acrescenta a expressão facial.

Há os que são mesmo opostos ao uso do gravador, e explicam porquê. E há os que decidem em que casos se deve levar um gravador  - cuja simples presença pode alterar a disponibilidade do entrevistado.

Há os que se gabam da sua velocidade de escrita e memória do que foi dito, e há os que consideram os que fazem isto como desleixados ou demasiado confiantes. E, finalmente, há situações em que, até por lei [por exemplo nos EUA], não se pode gravar nem filmar nem fotografar.

Matthew Kassel, um freelancer com obra publicada em The New York Times e The Wall Street Journal, interessou-se por esta questão e reuniu os depoimentos de 18 jornalistas sobre os vários lados da questão.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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