null, 21 de Julho, 2019
Jantares-debate

Nuno Crato defendeu em palestra a exigência como grande lição do Ensino

No mais recente jantar-debate do ciclo sobre o tema “Que Portugal na Europa, que futuro para a União?”  - realizado numa parceria do CPI – Clube Português de Imprensa com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário -  Nuno Crato afirmou que, “das poucas coisas que se sabem sobre Educação e desenvolvimento da Economia, há um factor decisivo para o progresso das nações, e esse factor é a Educação dos jovens, é a formação da força de trabalho”. O seu apelo final é que se mantenha o nível de exigência de metas e programas, de avaliação dos resultados obtidos e de autonomia das escolas para se organizarem neste sentido.

Nuno Crato começou pelo reconhecimento de que Portugal “melhorou significativamente nas últimas décadas”, e que isso foi reconhecido pelos instrumentos internacionais de medida:

 

“Tenho imenso gosto em poder dizer-vos que em 2015, na altura em que saíram os resultados do inquérito PISA, que se dirige a todos os alunos de 15 anos e, ainda em 2015, os resultados do inquérito TIMSS, que se dirige, na parte que subscrevemos, aos alunos do 4º ano de escolaridade, nós obtivémos, em ambos os casos, os nossos melhores resultados de sempre.”

 

“Devemos estar orgulhosos disso. Todos aqueles que contribuíram para a Educação, seja como pais, como alunos, como professores, sobretudo os professores, ou como ministros da Educação, todos nós portugueses devemos estar orgulhosos de termos chegado a estes lugares.”

 

Sublinhou especialmente que, no TIMSS, “os nossos alunos ultrapassaram os finlandeses, que é algo que quem está ligado à Educação não acreditaria, alguma vez, que fosse possível…”

 

Também na avaliação do PISA, “o que se passou foi que nós, pela primeira vez desde sempre, ultrapassámos a média da OCDE”.

 

Nuno Crato citou ainda outros dados sobre o progresso do Ensino em Portugal, nos últimos anos, nas áreas do abandono escolar precoce, das taxas de retenção e outras. E acrescentou:

 

“Outra coisa que se torna muito clara dos estudos da economia da Educação é o seguinte: Não basta pôr as crianças na escola. O que de facto conta é o que aprenderam enquanto estiveram na escola. (...)  Quando falamos da escolaridade versus desenvolvimento económico, não vemos relação nenhuma. Mas quando falamos dos resultados em conhecimento, medidos por todos esses estudos internacionais, nós vemos uma relação muito directa entre o que os jovens sabem e como a população se desenvolve, como o país se desenvolve.”

 

O orador defendeu como factores de progresso, entre outros, o facto de se ter passado a fazer a divulgação dos resultados das escolas, permitindo a comparação entre elas, os exames e aferições em matérias em que não eram realizados e o estabelecimento dos sete anos de Inglês obrigatórios.

 

Como síntese dos elementos fundamentais para conseguir que o sistema funcione, na Educação, defendeu que haja “programas e metas exigentes”, e que nesses programas estejam estabelecidas prioridades.

 

“Se há coisas que nós sabemos fazer, que é ter bons programas de Matemática e de Português, bons programas de História, Geografia e Ciências, bons programas de Inglês, ensinar os nossos jovens a saber isso, avaliar, estimulá-los, se nós sabemos fazer isso, o resto vem por acréscimo.”

 

A concluir, afirmou:

 

“Eu diria que a grande lição destes anos, e não são os últimos quatro ou cinco, são os últimos vinte anos, é: Caminho de maior exigência, caminho de maior avaliação, sempre focar nos resultados, para saber onde se chega, e o resto soma-se.”

 

Connosco
A formação académica do jornalismo profisional em debate Ver galeria

A FAPE – Federación de Asociaciones de Periodistas de España, que reune mais de 19 mil associados, declarou em Junho de 2019 que vai deixar de admitir nesta qualidade jornalistas que não estejam habilitados com um título académico de jornalismo, mesmo que estejam exercendo a profissão. O seu presidente, Nemesio Rodriguez, disse a eldiario.es  que o objectivo era “valorizar o título de jornalista e resolver o problema da intrusão”.

Uma consequência inesperada, entre várias críticas chegadas, foi a desvinculação, da sua pertença à FAPE, decidida pela AECC – Asociación Española de Comunicación Científica, cujos profissionais, especializados na comunicação científica, detêm maioritariamente outras licenciaturas. O seu presidente, Antonio Calvo, declarou que não fazia sentido “continuar a pertencer a uma associação onde não podem entrar metade dos nossos sócios”.

Este episódio reacendeu um debate que se alarga à própria vocação das associações de jornalistas. Sobre ambas as questões, e outras relacionadas, a  Red Ética da FNPI – Fundación Gabriel García Márquez para el Nuevo Periodismo Iberoamericano  organizou um tweet-debate marcado para 18 de Julho, de cujas conclusões daremos conta quando forem publicadas.

Apelo de investigadores contra "fake news" em divulgação científica Ver galeria

Será que a ciência é “distorcida” pelos media, por incapacidade de fazerem uma divulgação rigorosa, ou por qualquer outro motivo?
É para responder a este problema que o colectivo denominado NoFakeScience, composto por duas dezenas de cientistas e especialistas na divulgação de ciência, redigiu e publica no diário francês L’Opinion um texto que apela a um “trabalho de mãos dadas” entre jornalistas e cientistas. Juntaram-se a eles outros 230 grandes nomes da investigação, de todo o mundo, perfazendo assim um total de 250 signatários deste apelo.

“Nesta hora em que a desconfiança nos media e nas instituições chega ao extremo, apelamos a um questionamento profundo de toda a cadeia de informação, para que os temas de natureza científica possam ser restituídos a todos sem deformação sensacionalista nem ideológica, e para que a confiança possa ser, a longo prazo, restaurada entre os cientistas, os meios de comunicação e os cidadãos”  -  afirma o primeiro parágrafo do texto.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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“Fake news”, ontem e hoje
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Ago
Composição Fotográfica
09:00 @ Cenjor,Lisboa
21
Ago
Edinburgh TV Festival
09:00 @ Edinburgo, Escócia
27
Ago
Digital Broadcast Media Convention
09:00 @ Lagos, Nigéria
04
Set
Infocomm China
09:00 @ Chengdu, Sichuan Province, China