null, 17 de Dezembro, 2017
Media

Estudo nos EUA revela quais são as tendências prévias à assinatura de publicações

Os modelos possíveis de assinatura da Imprensa, em particular em suporte digital, constituem uma das matérias que têm dividido os editores.

A questão que se coloca e que foi objecto de um estudo realizado por uma plataforma de instituições americanas, entre as quais o  American Press Institute, é quais são as motivações de quem está disposto a pagar por uma assinatura.

Como refere o site electrónico da AEDEAsociación de Editores de Diarios Españoles, decerto, muitos jornalistas já se interrogaram alguma vez sobre isso.

A resposta, porém, não é das mais fáceis e representa uma das chaves para o futuro do jornalismo. A sua importância pode, aliás, medir-se através do estudo em causa - The Media Insight Project -, cuja metodologia assentou, primeiro, numa análise qualitativa.

O inquérito abrangeu todo o território envolvendo a amostra 2.199 adultos americanos, realizado entre 16 de Fevereiro e 20 de Março de 2017.

Os resultados indicaram que mais de metade dos adultos americanos (53%) subscreveram algum canal de noticias; e, aproximadamente, metade desse segmento elegeu um jornal.

Há ainda um dado muito revelador, que contrasta com o que estamos habituados a ouvir sobre a população jovem. Entre os adultos que não completaram os 35 anos, quase quatro em cada 10 paga para estar informado.

As razões apontadas para assinar uma publicação noticiosa são, resumidamente, as seguintes:

- a cobertura destacada de um tema específico por uma determinada publicação;

- amigos e família que são subscritores dessa publicação;

- descontos e promoções.

 

Entre os jovens, segundo o mesmo estudo, a motivação mais frequente para a assinatura de um jornal, consiste em poder apoiar a missão de organizações ou empresas jornalisticas.

Muitos deles, contudo, indicam como motivação mais frequente para a assinatura, o facto de terem descoberto uma nova fonte de informação, através das redes sociais.

Em geral, nota-se um desejo de serem cidadãos informados e responsáveis.

Claro que, há sempre muitos assinantes que o são, devido à incidência do seu interesse num tema tratado com profundidade e excelência.

Finalmente, o mesmo estudo revela que dois em 10 inquiridos admitem vir a ser assinantes de algum meio informativo no futuro.

 

Leia aqui na íntegra estudo sobre Paying for news: Why people subscribe and what it says about the future of journalism

 

Connosco
Novo presidente da ERC abstém-se de comentar “dossier” Altice - TVI Ver galeria

Tomou posse, na Assembleia da República, o novo Conselho Regulador da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, tendo como presidente o juiz-conselheiro Sebastião Póvoas. Instado pelos jornalistas a pronunciar-se sobre a questão sensível da compra da Media Capital pela Altice, o magistrado afirmou: “Eu não conheço os dossiers, tomei agora posse; são dossiers complexos e eu venho de uma área em que só nos pronunciamos depois de ler, consultar, ouvir e estudar, e é assim que vou fazer.” O parecer que competia à ERC tornar público, sobre esta matéria, não chegou a ser dado por falta de acordo entre os três membros que estavam em funções até agora.

Sobre a “decadência das redacções”, a dúvida de ser jornalista Ver galeria

“A decadência das redações e a diminuição do número de alunos cursando jornalismo apontam na direção da extinção da profissão de repórter?” A pergunta é do jornalista brasileiro Carlos Wagner, que compara a situação que encontrou há 40 anos, quando começou a sua carreira de repórter de investigação, com aquela que hoje enfrentam os novos candidatos. Para a geração dos seus pais (a mãe opunha-se a que ele seguisse este caminho), “os jornalistas tinham fama de bêbados, boémios, comunistas e de ‘língua de lavadeira’.” Mas “a preocupação dos pais da geração de repórteres que entra na faculdade no próximo ano é se ainda existirá a profissão quando o filho acabar o curso”. No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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09:00 @ Cenjor,Lisboa
03
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