Quinta-feira, 19 de Outubro, 2017
Media

Estudo nos EUA revela quais são as tendências prévias à assinatura de publicações

Os modelos possíveis de assinatura da Imprensa, em particular em suporte digital, constituem uma das matérias que têm dividido os editores.

A questão que se coloca e que foi objecto de um estudo realizado por uma plataforma de instituições americanas, entre as quais o  American Press Institute, é quais são as motivações de quem está disposto a pagar por uma assinatura.

Como refere o site electrónico da AEDEAsociación de Editores de Diarios Españoles, decerto, muitos jornalistas já se interrogaram alguma vez sobre isso.

A resposta, porém, não é das mais fáceis e representa uma das chaves para o futuro do jornalismo. A sua importância pode, aliás, medir-se através do estudo em causa - The Media Insight Project -, cuja metodologia assentou, primeiro, numa análise qualitativa.

O inquérito abrangeu todo o território envolvendo a amostra 2.199 adultos americanos, realizado entre 16 de Fevereiro e 20 de Março de 2017.

Os resultados indicaram que mais de metade dos adultos americanos (53%) subscreveram algum canal de noticias; e, aproximadamente, metade desse segmento elegeu um jornal.

Há ainda um dado muito revelador, que contrasta com o que estamos habituados a ouvir sobre a população jovem. Entre os adultos que não completaram os 35 anos, quase quatro em cada 10 paga para estar informado.

As razões apontadas para assinar uma publicação noticiosa são, resumidamente, as seguintes:

- a cobertura destacada de um tema específico por uma determinada publicação;

- amigos e família que são subscritores dessa publicação;

- descontos e promoções.

 

Entre os jovens, segundo o mesmo estudo, a motivação mais frequente para a assinatura de um jornal, consiste em poder apoiar a missão de organizações ou empresas jornalisticas.

Muitos deles, contudo, indicam como motivação mais frequente para a assinatura, o facto de terem descoberto uma nova fonte de informação, através das redes sociais.

Em geral, nota-se um desejo de serem cidadãos informados e responsáveis.

Claro que, há sempre muitos assinantes que o são, devido à incidência do seu interesse num tema tratado com profundidade e excelência.

Finalmente, o mesmo estudo revela que dois em 10 inquiridos admitem vir a ser assinantes de algum meio informativo no futuro.

 

Leia aqui na íntegra estudo sobre Paying for news: Why people subscribe and what it says about the future of journalism

 

Connosco
“Floriram por Pessanha as rosas bravas, 150 anos depois” - a reportagem vencedora do Prémio de Jornalismo da Lusofonia Ver galeria

Um trabalho sobre Camilo Pessanha, no âmbito das comemorações  dos 150 anos do nascimento do poeta, assinado pela jornalista Sílvia Gonçalves ,  no jornal “Ponto Final” , foi distinguido com o Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído em parceria pelo Clube Português de Imprensa e pelo Jornal Tribuna de Macau.

Trata-se de uma reportagem com o título “Floriram por Pessanha  as rosas bravas, 150 anos depois”  que o júri, escolheu por unanimidade, realçando “a originalidade da abordagem e a forma como foi construída a narrativa” , reconhecendo que o texto “não se limitou a ser evocativo dos 150 anos de Camilo Pessanha,  contribuindo para o conhecimento do poeta e da sua relação estreita com a lusofonia”.

Isabel Mota abre em Outubro novo ciclo de jantares-debate Ver galeria

O novo ciclo de jantares-debate,  promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o  Grémio Literário, vai subordinar-se ao tema genérico “O estado do Estado;  Estado, Sociedade, Opções” e arranca no próximo dia 23 de Outubro, tendo Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, como oradora convidada.

Isabel Maria de Lucena Vasconcelos Cruz de Almeida Mota, de seu nome completo, nasceu em Lisboa, teve uma educação tradicional, uma adolescência pacata e  passou dois anos em Moçambique,  onde o pai foi colocado em missão.

Licenciou-se em Economia e Finanças, foi assistente no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa e  conselheira na Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia, em Bruxelas, tendo representado  Portugal em várias organizações multilaterais.

O Clube

O cineasta alemão Wim Wenders foi distinguido com o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, pelo seu contributo para a história multicultural da Europa e dos ideais europeus. Ao ser informado da decisão, Wim Wenders declarou que “a Europa é uma utopia em curso, construída, mais do que por qualquer outra coisa, pelo seu legado cultural”. A cerimónia de entrega do Prémio  - instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura, em cooperação com a “Europa Nostra” e o Clube Português de Imprensa -  terá lugar em 24 de Outubro de 2017, na Fundação Calouste Gulbenkian.


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