Quarta-feira, 16 de Agosto, 2017
Media

Estudo nos EUA revela quais são as tendências prévias à assinatura de publicações

Os modelos possíveis de assinatura da Imprensa, em particular em suporte digital, constituem uma das matérias que têm dividido os editores.

A questão que se coloca e que foi objecto de um estudo realizado por uma plataforma de instituições americanas, entre as quais o  American Press Institute, é quais são as motivações de quem está disposto a pagar por uma assinatura.

Como refere o site electrónico da AEDEAsociación de Editores de Diarios Españoles, decerto, muitos jornalistas já se interrogaram alguma vez sobre isso.

A resposta, porém, não é das mais fáceis e representa uma das chaves para o futuro do jornalismo. A sua importância pode, aliás, medir-se através do estudo em causa - The Media Insight Project -, cuja metodologia assentou, primeiro, numa análise qualitativa.

O inquérito abrangeu todo o território envolvendo a amostra 2.199 adultos americanos, realizado entre 16 de Fevereiro e 20 de Março de 2017.

Os resultados indicaram que mais de metade dos adultos americanos (53%) subscreveram algum canal de noticias; e, aproximadamente, metade desse segmento elegeu um jornal.

Há ainda um dado muito revelador, que contrasta com o que estamos habituados a ouvir sobre a população jovem. Entre os adultos que não completaram os 35 anos, quase quatro em cada 10 paga para estar informado.

As razões apontadas para assinar uma publicação noticiosa são, resumidamente, as seguintes:

- a cobertura destacada de um tema específico por uma determinada publicação;

- amigos e família que são subscritores dessa publicação;

- descontos e promoções.

 

Entre os jovens, segundo o mesmo estudo, a motivação mais frequente para a assinatura de um jornal, consiste em poder apoiar a missão de organizações ou empresas jornalisticas.

Muitos deles, contudo, indicam como motivação mais frequente para a assinatura, o facto de terem descoberto uma nova fonte de informação, através das redes sociais.

Em geral, nota-se um desejo de serem cidadãos informados e responsáveis.

Claro que, há sempre muitos assinantes que o são, devido à incidência do seu interesse num tema tratado com profundidade e excelência.

Finalmente, o mesmo estudo revela que dois em 10 inquiridos admitem vir a ser assinantes de algum meio informativo no futuro.

 

Leia aqui na íntegra estudo sobre Paying for news: Why people subscribe and what it says about the future of journalism

 

Connosco
Modos de combater a vigilância electrónica sobre jornalistas e as suas fontes Ver galeria

Jornalistas que tenham de trabalhar em ambientes autoritários tendem a ser alvo de vigilância electrónica. Muitos acabam por se adaptar e aceitá-la como um risco indesejado, mas inevitável na sua profissão. Ou podem tentar combatê-la. “Afinal de contas, ela ameaça a sua segurança, bem como das suas fontes, e constitui um ataque à liberdade de Imprensa e de expressão.” A reflexão é do jornalista mexicano Jorge Luis Sierra, perito em segurança digital, que adianta alguns conselhos práticos para casos destes. 

A avalancha da Internet atropelou a nossa capacidade de lidar com tantos dados Ver galeria

A grande revolução nas rotinas e normas do jornalismo foi-nos imposta, não pelo computador, mas pela Internet, quando “a avalancha informativa e as redes sociais virtuais atropelaram a capacidade das redacções processarem informações; (...) o volume cresceu em tal magnitude que se tornaram incapazes de lidar com tantos dados, factos e eventos”.

A “curadoria de notícias”, que parecia inerente ao trabalho de qualquer jornalista, tornou-se mais necessária do que nunca, mas, “como actividade lucrativa, só funciona em nichos especializados de informação”. É esta a reflexão de Carlos Castilho, ex-assessor da União Europeia para projectos de comunicação na América Central e membro da direcção do Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


O Clube Português de Imprensa fecha em Agosto para férias. E este site também. A partir de 31 de Julho e até 27 de Agosto não serão feitas as habituais actualizações diárias.

Em vésperas de fazermos esta pausa, e à semelhança do que já aconteceu no Verão passado, queremos agradecer aos jornalistas (e aos não jornalistas) pela sua preferência e que têm contribuído com as suas visitas regulares para alargar a audiência deste espaço, lançado há  menos de dois anos, com objectivo de constituir uma alternativa de informação e de reflexão sobre os jornalismo e os jornalistas, sem receio de problematizar as questões que hoje se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, tanto  às empresas editoriais como aos profissionais do sector.

São esses os conteúdos que privilegiamos, a par da cobertura das actividades do Clube, desde os ciclos de jantares-debate, em parceria com o CNC-Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o Jornal Tribuna de Macau; e ao Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, instituído pelo CNC, em conjunto com o CPI e a Europa Nostra .

No regresso prometemos mais novidades no Clube e no site. Boas Férias!   


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Opinião
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