Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019
Media

Dispositivos móveis ganham terreno na consulta de noticias

Os hábitos de leitura estão a mudar. De acordo com a Marktest, 41% das páginas dos sites auditados foram acedidas através de equipamentos móveis.

Estes dados constam do painel Netscope, referente a Março, que evidencia uma progressão continuada dos dispositivos electrónicos para consulta de noticias.

Segundo o mesmo estudo, 59% do tráfego auditado foi gerado por PC’s (desktop ou portáteis) e 41% por equipamentos móveis.

No conjunto dos equipamentos utilizados, verificou-se que os acessos por smartphone representaram 35% do consumo mensal, enquanto os tablet foram responsáveis por 6% dos pageviews.

Em comparação com o mês homólogo do ano anterior, os smartphones foram os equipamentos que mais quota ganharam, cerca de 11 pontos percentuais, tendo os tablet aumentado um ponto percentual e os PC’s perdido 12 pontos percentuais no mesmo período.

Confirma-se, deste modo, uma tendência que tem vindo a ganhar terreno e que constitui um desafio à criatividade dos editores e explica, também, o declínio sentido pela Imprensa em suporte de papel.

 

Connosco
Portugal entre os que menos pagam por jornalismo na Internet Ver galeria

“Em Portugal, o número de consumidores de notícias que pagam por jornalismo online baixou 2% em relação ao ano passado. Hoje são apenas 7% o total de leitores pagantes. Se considerarmos apenas os que têm uma assinatura recorrente, o número desce para 5%”, refere João Pedro Pereira, num artigo do jornal Público, intitulado “Quem Paga o Poder”.

O colunista lembra que após a massificação da Internet, ocorrida na década de 90, do século passado, começaram as quebras nas vendas de jornais e revistas. Os números do Instituto Nacional de Estatística, revelam que o número total de exemplares vendidos caiu 40% entre 2011 e 2017.

A grande quebra nas vendas de jornais foi acompanhada da redução, também drástica do segmento da publicidade, que, segundo o mesmo Instituto, caiu 41% entre 2008 e 2017.
O dilema dos conteúdos pagos como resposta à quebra de receitas Ver galeria

 

Num contexto de crise, o conteúdo pago ganha maior relevo, sendo considerado um mal necessário por muitos órgãos de comunicação social.  Mas será que é possível haver qualidade nos textos patrocinados? Esta é a questão levantada por Lívia Souza Vieira, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

A professora de jornalismo, cita The  New York Times e a revista The Atlantic, como exemplos de duas publicações de referência, onde esse passo para a qualidade parece ter sido dado.

O primeiro, quando publicou uma peça paga pela Netflix, sobre as particularidades do sistema prisional feminino, integrado numa campanha da série televisiva, “Orange is the new black”, que teve a vantagem de abordar um tema normalmente esquecido pelas agendas.

No segundo caso, salienta-se o facto de a publicação ter revisto e actualizado as regras e procedimentos para publicação de conteúdos pagos.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
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