Terça-feira, 22 de Agosto, 2017
Media

Para António Guterres são necessários lideres que defendam uma Imprensa livre

António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas, proferiu uma mensagem em defesa da liberdade de Imprensa e dos jornalistas, que “vão aos lugares mais perigosos dar voz aos que não têm voz”  e “sofrem assassínio de carácter, agressão sexual, detenções, injúrias e até mesmo a morte”. Apelou também “ao fim de todos os ataques contra os jornalistas, porque uma Imprensa livre promove a paz e a justiça para todos”.

As suas palavras foram gravadas para o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que é celebrado a 3 de Maio, e podem ser escutadas aqui.

O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa foi proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1993, para celebrar os seus princípios fundamentais, avaliar o estado em que se encontra por todo o mundo, defender os meios de comunicação dos ataques contra a sua independência e prestar tributo aos jornalistas que perderam a vida no exercício da profissão.

 

Em 2017, as cerimónias principais decorrem em Jakarta, organizadas em parceria pela UNESCO, o Governo e o Conselho de Imprensa da Indonésia, com destaque para a entrega do Prémio World Press Freedom Prize “Guillermo Cano”  - que evoca a memória do jornalista colombiano com este nome, assassinado diante da sede do seu jornal, El Espectador, em Bogotá, na Colômbia, em Dezembro de 1986.

 
Em Lisboa, o Sindicato dos Jornalistas, a Casa da Imprensa e a Associação Portuguesa de Imprensa organizam um debate para reflectir sobre a atual moldura penal das agressões contra jornalistas.


Na sequência dos recentes casos de agressões contra repórteres em exercício de funções e da iniciativa do Conselho de Redacção da RTP de entregar, na Assembleia da República, uma proposta que defende o agravamento da pena a aplicar a esses crimes, as três organizações consideram fundamental ouvir especialistas jurídicos e jornalistas sobre o tema.

O debate realiza-se na Casa da Imprensa, contando com Tiago Rodrigues Bastos (advogado, do Gabinete Jurídico do SJ), Carlos Barbosa da Cruz (advogado e administrador da Cofina), João Porfírio (fotojornalista Sol/i) e Carla Castelo (do Conselho de Redacção da SIC).

 

Mais informação no site da UNESCO

Connosco
Como a prometida liberdade em “rede social” nos trouxe à ditadura das notícias falsas Ver galeria

A história de como a Internet, depois de ter prometido dar voz e libertação a todos os marginalizados, desembocou na presente ditadura das fake news em “rede social”, é uma longa teia de ilusões aceitáveis e de equívocos pouco inocentes. O jornalista Marcelo Rech, presidente do Fórum Mundial de Editores, desfia esta narrativa num artigo extenso, mas de leitura indispensável. É melhor percebermos como chegámos até aqui. E, se pudermos, mantendo a atitude que ele escolheu como título  -  “Uma chance para o optimismo”.

Este artigo é o terceiro da série sobre o tema “Da pós-verdade ao risco da pós-imprensa”, no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Dois anos de notícias falsas, com duas plataformas chamadas à responsabilidade Ver galeria

A chamada “era de ouro das notícias falsas” não tem mais de dois anos, e está hoje bem documentada, pelo que vale a pena rever a sua história. É este o tema de um artigo do jornalista Nelson de Sá, da Folha de S. Paulo, que descreve o que se passou com o “duopólio” Google-Facebook  -  a sua inicial desvalorização do problema, as tentativas de auto-justificação, as primeiras medidas de controlo e o reconhecimento de que a estrutura de financiamento das grandes plataformas está edificada para premiar o que é “viral”, não o que é verdadeiro.

O Clube


O Clube Português de Imprensa fecha em Agosto para férias. E este site também. A partir de 31 de Julho e até 27 de Agosto não serão feitas as habituais actualizações diárias.

Em vésperas de fazermos esta pausa, e à semelhança do que já aconteceu no Verão passado, queremos agradecer aos jornalistas (e aos não jornalistas) pela sua preferência e que têm contribuído com as suas visitas regulares para alargar a audiência deste espaço, lançado há  menos de dois anos, com objectivo de constituir uma alternativa de informação e de reflexão sobre os jornalismo e os jornalistas, sem receio de problematizar as questões que hoje se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, tanto  às empresas editoriais como aos profissionais do sector.

São esses os conteúdos que privilegiamos, a par da cobertura das actividades do Clube, desde os ciclos de jantares-debate, em parceria com o CNC-Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o Jornal Tribuna de Macau; e ao Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, instituído pelo CNC, em conjunto com o CPI e a Europa Nostra .

No regresso prometemos mais novidades no Clube e no site. Boas Férias!   


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Opinião
Ser Jornalista
Dinis de Abreu

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Uma comunicação mal comunicada
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A tragédia dos incêndios florestal tem evidenciado uma preocupante desorganização no seu combate. Essa desorganização também se manifesta no campo da comunicação social. A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) anunciou há dias que passaria a concentrar a informação sobre os fogos em dois “briefings” diários na sua sede em Carnaxide – um de manhã, outro...
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