Sexta-feira, 16 de Novembro, 2018
Media

Para António Guterres são necessários lideres que defendam uma Imprensa livre

António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas, proferiu uma mensagem em defesa da liberdade de Imprensa e dos jornalistas, que “vão aos lugares mais perigosos dar voz aos que não têm voz”  e “sofrem assassínio de carácter, agressão sexual, detenções, injúrias e até mesmo a morte”. Apelou também “ao fim de todos os ataques contra os jornalistas, porque uma Imprensa livre promove a paz e a justiça para todos”.

As suas palavras foram gravadas para o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que é celebrado a 3 de Maio, e podem ser escutadas aqui.

O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa foi proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1993, para celebrar os seus princípios fundamentais, avaliar o estado em que se encontra por todo o mundo, defender os meios de comunicação dos ataques contra a sua independência e prestar tributo aos jornalistas que perderam a vida no exercício da profissão.

 

Em 2017, as cerimónias principais decorrem em Jakarta, organizadas em parceria pela UNESCO, o Governo e o Conselho de Imprensa da Indonésia, com destaque para a entrega do Prémio World Press Freedom Prize “Guillermo Cano”  - que evoca a memória do jornalista colombiano com este nome, assassinado diante da sede do seu jornal, El Espectador, em Bogotá, na Colômbia, em Dezembro de 1986.

 
Em Lisboa, o Sindicato dos Jornalistas, a Casa da Imprensa e a Associação Portuguesa de Imprensa organizam um debate para reflectir sobre a atual moldura penal das agressões contra jornalistas.


Na sequência dos recentes casos de agressões contra repórteres em exercício de funções e da iniciativa do Conselho de Redacção da RTP de entregar, na Assembleia da República, uma proposta que defende o agravamento da pena a aplicar a esses crimes, as três organizações consideram fundamental ouvir especialistas jurídicos e jornalistas sobre o tema.

O debate realiza-se na Casa da Imprensa, contando com Tiago Rodrigues Bastos (advogado, do Gabinete Jurídico do SJ), Carlos Barbosa da Cruz (advogado e administrador da Cofina), João Porfírio (fotojornalista Sol/i) e Carla Castelo (do Conselho de Redacção da SIC).

 

Mais informação no site da UNESCO

Connosco
Bettany Hugues, Prémio Europeu Helena Vaz da Silva a comunicar história e património cultural Ver galeria

A historiadora britânica Bettany Hugues, que recebeu este ano o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, sublinhou a importância da memória em toda a actividade humana, mesmo quando se trata de criar um mundo novo. Reconhecida, tanto a nível académico como no da divulgação científica pela televisão, explicou o seu percurso nesta direcção, que “não foi fácil”, como disse, e terminou com um voto pela “paz e a vida, e ao futuro poderoso da Cultura e da herança”.

Guilherme d’Oliveira Martins, anfitrião da cerimónia, na qualidade de administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentou Bettany Hugues como “uma historiadora que dedicou os últimos vinte cinco anos à comunicação do passado”, não numa visão retrospectiva, mas sim com “uma leitura dinâmica das raízes, da História, do tempo, das culturas, dos encontros e desencontros, numa palavra: da complexidade”.

Graça Fonseca, ministra da Cultura, evocou a figura de Helena Vaz da Silva pelo seu “contributo de excepção para a cultura portuguesa, quer enquanto jornalista e escritora, quer na sua vertente mais institucional”, como Presidente da Comissão Nacional da UNESCO e à frente do Centro Nacional de Cultura.

Para Dinis de Abreu, que interveio na sua qualidade de Presidente do Clube Português de Imprensa, Bettany Hughes persegue, afinal, um objectivo em tudo idêntico ao que um dia Helena Vaz da Silva atribuiu aos seus escritos, resumindo-os como “pequenas pedras que vou semeando”:

“Sabe bem evocar o seu exemplo, numa época instável e amiúde caótica, onde a responsabilidade se dilui por entre sombras e vazios, ocupados por populismos e extremismos, de esquerda e de direita, que vicejam e agravam as incertezas” – disse.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


ver mais >
Opinião
O jornalismo estará a render-se à subjetividade, rainha e senhora de certas redes sociais. As ‘fake news’ e o futuro dos media foram dos temas mais falados na edição de 2018, da Web Summit. Usadas como arma de arremesso político e de intoxicação, as notícias falsas são uma praga. Invadem o espaço público, distorcem os factos, desviam a atenção, comprometem a reflexão. E pelo caminho...
As notícias falsas e a internet
Francisco Sarsfield Cabral
As redes sociais são, hoje, a principal fonte de informação, se não mesmo a única, para imensa gente. O combate às “fake news” tem que ser feito, não pela censura, mas pela consciencialização dos utilizadores da net. Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil graças à utilização maciça das redes sociais. A maioria dos jornais brasileiros de referência não o apoiou, o...
1.Segundo um estudo da Marktest sobre a utilização que os portugueses fazem das redes sociais 65.9% dos inquiridos referem o Facebook, 16.4% indicam o Instagram, 8.3% oWhatsApp, 4% o Youtube e 5.4% outras redes. O estudo sublinha que esta predominância do Facebook não é transversal a toda a população: “Entre os jovens utilizadores de redes sociais, os resultados de 2018 mostram uma inversão das redes visitadas com mais...
Há cerca de um ano, António Barreto  costumava assinar uma assertiva coluna de opinião no Diário de Noticias, entretanto desaparecida como outras, sem deixar rasto. Numa delas,  reconhecia ser “simplesmente desmoralizante. Ver e ouvir os serviços de notícias das três ou quatro estações de televisão” . E comentava, a propósito,  que  “a vulgaridade é sinal de verdade. A...