Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

Para António Guterres são necessários lideres que defendam uma Imprensa livre

António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas, proferiu uma mensagem em defesa da liberdade de Imprensa e dos jornalistas, que “vão aos lugares mais perigosos dar voz aos que não têm voz”  e “sofrem assassínio de carácter, agressão sexual, detenções, injúrias e até mesmo a morte”. Apelou também “ao fim de todos os ataques contra os jornalistas, porque uma Imprensa livre promove a paz e a justiça para todos”.

As suas palavras foram gravadas para o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que é celebrado a 3 de Maio, e podem ser escutadas aqui.

O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa foi proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1993, para celebrar os seus princípios fundamentais, avaliar o estado em que se encontra por todo o mundo, defender os meios de comunicação dos ataques contra a sua independência e prestar tributo aos jornalistas que perderam a vida no exercício da profissão.

 

Em 2017, as cerimónias principais decorrem em Jakarta, organizadas em parceria pela UNESCO, o Governo e o Conselho de Imprensa da Indonésia, com destaque para a entrega do Prémio World Press Freedom Prize “Guillermo Cano”  - que evoca a memória do jornalista colombiano com este nome, assassinado diante da sede do seu jornal, El Espectador, em Bogotá, na Colômbia, em Dezembro de 1986.

 
Em Lisboa, o Sindicato dos Jornalistas, a Casa da Imprensa e a Associação Portuguesa de Imprensa organizam um debate para reflectir sobre a atual moldura penal das agressões contra jornalistas.


Na sequência dos recentes casos de agressões contra repórteres em exercício de funções e da iniciativa do Conselho de Redacção da RTP de entregar, na Assembleia da República, uma proposta que defende o agravamento da pena a aplicar a esses crimes, as três organizações consideram fundamental ouvir especialistas jurídicos e jornalistas sobre o tema.

O debate realiza-se na Casa da Imprensa, contando com Tiago Rodrigues Bastos (advogado, do Gabinete Jurídico do SJ), Carlos Barbosa da Cruz (advogado e administrador da Cofina), João Porfírio (fotojornalista Sol/i) e Carla Castelo (do Conselho de Redacção da SIC).

 

Mais informação no site da UNESCO

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


ver mais >
Opinião
Sobre a liberdade de expressão em Portugal
Francisco Sarsfield Cabral
O caso da participação num programa matinal da TVI de um racista, já condenado e tendo cumprido pena de prisão, Mário Machado, suscitou polémica. Ainda bem, porque as questões em causa são importantes. Mas, como é costume, o debate rapidamente derivou para um confronto entre a esquerda indignada por se ter dado tempo de antena a um criminoso fascista e a direita defendendo a liberdade de expressão e a dualidade de...
O panorama dos media
Manuel Falcão
Se olharmos para o top dos programas mais vistos na televisão generalista em 2018 vemos um claro domínio das transmissões desportivas, seguidas a grande distância pelos reality shows e, ainda mais para trás, pelas telenovelas. No entanto as transmissões televisivas produzem apenas picos de audiência e contribuem relativamente pouco para as médias e para planos continuados. O dilema das televisões generalistas está na...
Informar ou depender…
Dinis de Abreu
O título deste texto corresponde a um livro publicado nos anos 70 por Francisco Balsemão, numa altura em que já se ‘contavam espingardas’ para pôr termo ao Estado Novo, como veio a acontecer com o derrube de Marcello Caetano, em 25 de Abril de 74.  A obra foi polémica à época e justamente considerada um ‘grito de alma’, assinada por quem começara a sua vida profissional num jornal controlado pela família...
Há, na ideia de uma comunicação social estatizada ou ajudada pelo governo, uma contradição incontornável: como pode a imprensa depender da entidade que mais se queixa da imprensa? Uma parte da comunicação social portuguesa – televisão, rádio, imprensa escrita — é deficitária, está endividada e admite “problemas de tesouraria”. Mas acima desse, há outro problema, mais grave:...
O jornalismo estará a render-se à subjetividade, rainha e senhora de certas redes sociais. As ‘fake news’ e o futuro dos media foram dos temas mais falados na edição de 2018, da Web Summit. Usadas como arma de arremesso político e de intoxicação, as notícias falsas são uma praga. Invadem o espaço público, distorcem os factos, desviam a atenção, comprometem a reflexão. E pelo caminho...