Sexta-feira, 16 de Novembro, 2018
Prémio

“World Press Photo” em Lisboa mostra o melhor do fotojornalismo

Está em Lisboa, podendo ser visitada no Museu de Etnologia, a exposição World Press Photo, que reune mais de centena e meia das imagens mais impressionantes obtidas por fotojornalistas de todo o mundo, durante o ano de 2016. Entre elas encontra-se a que venceu o prémio na categoria de reportagem, a do assassínio do Embaixador da Rússia na Turquia, cuja classificação dividiu o próprio júri do concurso.

“Polémica no momento em que aconteceu, em Dezembro de 2016 (devia ou não ser mostrada?), voltou a gerar controvérsia durante as reuniões dos nove jurados do World Press Photo. Cinco membros votaram a favor e entre eles não estava o presidente do júri, o fotógrafo Stuart Franklin, que escreveu um artigo de opinião justificando e demarcando-se da escolha, que é obrigatório relembrar agora”, conforme notícia do DN – Media, que aqui citamos. 

"É a imagem de um assassinato, com o assassino e o morto, ambos na mesma fotografia, e moralmente é tão problemático como publicar um terrorista a decapitar a vítima". 

"É um assunto delicado", concorda a curadora Suzan van den Berg, frisando que a divergência de opiniões não é assunto novo dentro da organização não lucrativa que é a World Press Photo, sediada na Holanda. 

Algumas das imagens mais marcantes vêm de fotojornalistas de países mais citados como locais da tragédia do que como pátria dos que deste modo dão testemunho dela: 

“Filipinas, Roménia e Síria. Até 2017, nenhum fotógrafo destes três países tinha vencido um prémio de fotojornalismo. Este ano, à boleia da actualidade, um filipino captou o que se passa na prisão mais sobrelotada de Manila, um romeno esteve na fronteira com a Grécia e com os seus refugiados e dois fotógrafos sírios captaram, divulgaram, o que se passa ‘à porta de casa’, nas palavras de Suzan van den Berg, curadora da exposição World Press Photo  - até 22 de Maio na galeria de exposições temporárias do Museu Nacional de Etnologia, em Lisboa.

 

Mais informação no DN – Media, que indica o local exacto, os horários de abertura e os preços de acesso à exposição.

Connosco
Bettany Hugues, Prémio Europeu Helena Vaz da Silva a comunicar história e património cultural Ver galeria

A historiadora britânica Bettany Hugues, que recebeu este ano o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, sublinhou a importância da memória em toda a actividade humana, mesmo quando se trata de criar um mundo novo. Reconhecida, tanto a nível académico como no da divulgação científica pela televisão, explicou o seu percurso nesta direcção, que “não foi fácil”, como disse, e terminou com um voto pela “paz e a vida, e ao futuro poderoso da Cultura e da herança”.

Guilherme d’Oliveira Martins, anfitrião da cerimónia, na qualidade de administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentou Bettany Hugues como “uma historiadora que dedicou os últimos vinte cinco anos à comunicação do passado”, não numa visão retrospectiva, mas sim com “uma leitura dinâmica das raízes, da História, do tempo, das culturas, dos encontros e desencontros, numa palavra: da complexidade”.

Graça Fonseca, ministra da Cultura, evocou a figura de Helena Vaz da Silva pelo seu “contributo de excepção para a cultura portuguesa, quer enquanto jornalista e escritora, quer na sua vertente mais institucional”, como Presidente da Comissão Nacional da UNESCO e à frente do Centro Nacional de Cultura.

Para Dinis de Abreu, que interveio na sua qualidade de Presidente do Clube Português de Imprensa, Bettany Hughes persegue, afinal, um objectivo em tudo idêntico ao que um dia Helena Vaz da Silva atribuiu aos seus escritos, resumindo-os como “pequenas pedras que vou semeando”:

“Sabe bem evocar o seu exemplo, numa época instável e amiúde caótica, onde a responsabilidade se dilui por entre sombras e vazios, ocupados por populismos e extremismos, de esquerda e de direita, que vicejam e agravam as incertezas” – disse.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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Opinião
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As notícias falsas e a internet
Francisco Sarsfield Cabral
As redes sociais são, hoje, a principal fonte de informação, se não mesmo a única, para imensa gente. O combate às “fake news” tem que ser feito, não pela censura, mas pela consciencialização dos utilizadores da net. Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil graças à utilização maciça das redes sociais. A maioria dos jornais brasileiros de referência não o apoiou, o...
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