Terça-feira, 22 de Agosto, 2017
Prémio

“World Press Photo” em Lisboa mostra o melhor do fotojornalismo

Está em Lisboa, podendo ser visitada no Museu de Etnologia, a exposição World Press Photo, que reune mais de centena e meia das imagens mais impressionantes obtidas por fotojornalistas de todo o mundo, durante o ano de 2016. Entre elas encontra-se a que venceu o prémio na categoria de reportagem, a do assassínio do Embaixador da Rússia na Turquia, cuja classificação dividiu o próprio júri do concurso.

“Polémica no momento em que aconteceu, em Dezembro de 2016 (devia ou não ser mostrada?), voltou a gerar controvérsia durante as reuniões dos nove jurados do World Press Photo. Cinco membros votaram a favor e entre eles não estava o presidente do júri, o fotógrafo Stuart Franklin, que escreveu um artigo de opinião justificando e demarcando-se da escolha, que é obrigatório relembrar agora”, conforme notícia do DN – Media, que aqui citamos. 

"É a imagem de um assassinato, com o assassino e o morto, ambos na mesma fotografia, e moralmente é tão problemático como publicar um terrorista a decapitar a vítima". 

"É um assunto delicado", concorda a curadora Suzan van den Berg, frisando que a divergência de opiniões não é assunto novo dentro da organização não lucrativa que é a World Press Photo, sediada na Holanda. 

Algumas das imagens mais marcantes vêm de fotojornalistas de países mais citados como locais da tragédia do que como pátria dos que deste modo dão testemunho dela: 

“Filipinas, Roménia e Síria. Até 2017, nenhum fotógrafo destes três países tinha vencido um prémio de fotojornalismo. Este ano, à boleia da actualidade, um filipino captou o que se passa na prisão mais sobrelotada de Manila, um romeno esteve na fronteira com a Grécia e com os seus refugiados e dois fotógrafos sírios captaram, divulgaram, o que se passa ‘à porta de casa’, nas palavras de Suzan van den Berg, curadora da exposição World Press Photo  - até 22 de Maio na galeria de exposições temporárias do Museu Nacional de Etnologia, em Lisboa.

 

Mais informação no DN – Media, que indica o local exacto, os horários de abertura e os preços de acesso à exposição.

Connosco
Como a prometida liberdade em “rede social” nos trouxe à ditadura das notícias falsas Ver galeria

A história de como a Internet, depois de ter prometido dar voz e libertação a todos os marginalizados, desembocou na presente ditadura das fake news em “rede social”, é uma longa teia de ilusões aceitáveis e de equívocos pouco inocentes. O jornalista Marcelo Rech, presidente do Fórum Mundial de Editores, desfia esta narrativa num artigo extenso, mas de leitura indispensável. É melhor percebermos como chegámos até aqui. E, se pudermos, mantendo a atitude que ele escolheu como título  -  “Uma chance para o optimismo”.

Este artigo é o terceiro da série sobre o tema “Da pós-verdade ao risco da pós-imprensa”, no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Dois anos de notícias falsas, com duas plataformas chamadas à responsabilidade Ver galeria

A chamada “era de ouro das notícias falsas” não tem mais de dois anos, e está hoje bem documentada, pelo que vale a pena rever a sua história. É este o tema de um artigo do jornalista Nelson de Sá, da Folha de S. Paulo, que descreve o que se passou com o “duopólio” Google-Facebook  -  a sua inicial desvalorização do problema, as tentativas de auto-justificação, as primeiras medidas de controlo e o reconhecimento de que a estrutura de financiamento das grandes plataformas está edificada para premiar o que é “viral”, não o que é verdadeiro.

O Clube


O Clube Português de Imprensa fecha em Agosto para férias. E este site também. A partir de 31 de Julho e até 27 de Agosto não serão feitas as habituais actualizações diárias.

Em vésperas de fazermos esta pausa, e à semelhança do que já aconteceu no Verão passado, queremos agradecer aos jornalistas (e aos não jornalistas) pela sua preferência e que têm contribuído com as suas visitas regulares para alargar a audiência deste espaço, lançado há  menos de dois anos, com objectivo de constituir uma alternativa de informação e de reflexão sobre os jornalismo e os jornalistas, sem receio de problematizar as questões que hoje se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, tanto  às empresas editoriais como aos profissionais do sector.

São esses os conteúdos que privilegiamos, a par da cobertura das actividades do Clube, desde os ciclos de jantares-debate, em parceria com o CNC-Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o Jornal Tribuna de Macau; e ao Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, instituído pelo CNC, em conjunto com o CPI e a Europa Nostra .

No regresso prometemos mais novidades no Clube e no site. Boas Férias!   


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