Sexta-feira, 22 de Março, 2019
Prémio

“World Press Photo” em Lisboa mostra o melhor do fotojornalismo

Está em Lisboa, podendo ser visitada no Museu de Etnologia, a exposição World Press Photo, que reune mais de centena e meia das imagens mais impressionantes obtidas por fotojornalistas de todo o mundo, durante o ano de 2016. Entre elas encontra-se a que venceu o prémio na categoria de reportagem, a do assassínio do Embaixador da Rússia na Turquia, cuja classificação dividiu o próprio júri do concurso.

“Polémica no momento em que aconteceu, em Dezembro de 2016 (devia ou não ser mostrada?), voltou a gerar controvérsia durante as reuniões dos nove jurados do World Press Photo. Cinco membros votaram a favor e entre eles não estava o presidente do júri, o fotógrafo Stuart Franklin, que escreveu um artigo de opinião justificando e demarcando-se da escolha, que é obrigatório relembrar agora”, conforme notícia do DN – Media, que aqui citamos. 

"É a imagem de um assassinato, com o assassino e o morto, ambos na mesma fotografia, e moralmente é tão problemático como publicar um terrorista a decapitar a vítima". 

"É um assunto delicado", concorda a curadora Suzan van den Berg, frisando que a divergência de opiniões não é assunto novo dentro da organização não lucrativa que é a World Press Photo, sediada na Holanda. 

Algumas das imagens mais marcantes vêm de fotojornalistas de países mais citados como locais da tragédia do que como pátria dos que deste modo dão testemunho dela: 

“Filipinas, Roménia e Síria. Até 2017, nenhum fotógrafo destes três países tinha vencido um prémio de fotojornalismo. Este ano, à boleia da actualidade, um filipino captou o que se passa na prisão mais sobrelotada de Manila, um romeno esteve na fronteira com a Grécia e com os seus refugiados e dois fotógrafos sírios captaram, divulgaram, o que se passa ‘à porta de casa’, nas palavras de Suzan van den Berg, curadora da exposição World Press Photo  - até 22 de Maio na galeria de exposições temporárias do Museu Nacional de Etnologia, em Lisboa.

 

Mais informação no DN – Media, que indica o local exacto, os horários de abertura e os preços de acesso à exposição.

Connosco
O jornalismo entre os "apóstolos da certeza" e a "política da dúvida" Ver galeria

Há uma grande diferença entre um jornalismo “de elite” e aquele que vive dependente do clickbait. Há uma grande diferença, temporal, entre o que se faz hoje e o que se fazia há poucos anos  - tratando-se de tecnologia digital, “o que aconteceu há cinco anos é história”. E há uma grande diferença entre entender o que está a acontecer aos jornalistas e entender o que os jornalistas acham que lhes está a acontecer.

A reflexão inicial é de C.W. Anderson, que se define como um etnógrafo dedicado a estudar o modo como o jornalismo está a mudar com o tempo. Foi co-autor, com Emily Bell e Clay Shirky, do Relatório do Jornalismo Pós-Industrial, em 2012, na Universidade de Columbia. O seu trabalho mais recente é Apóstolos da Certeza: Jornalismo de Dados e a Política da Dúvida, livro em que analisa como a ideia de jornalismo de dados mudou ao longo do tempo.

Cidadão dos EUA, C.W. Anderson é hoje professor na Escola de Jornalismo da Universidade de Leeds, no Reino Unido. A entrevista que aqui citamos foi publicada no Farol Jornalismo, do Medium, e reproduzida no Obervatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Onde os jornalistas revelam uma relação de amor-e-ódio com gravadores Ver galeria

Há jornalistas que fazem questão de dizer que nunca gravaram uma entrevista. Há os que não dispensam o seu gravador de som. Há os que gravam e “filmam” com o telemóvel, explicando que só o vídeo acrescenta a expressão facial.

Há os que são mesmo opostos ao uso do gravador, e explicam porquê. E há os que decidem em que casos se deve levar um gravador  - cuja simples presença pode alterar a disponibilidade do entrevistado.

Há os que se gabam da sua velocidade de escrita e memória do que foi dito, e há os que consideram os que fazem isto como desleixados ou demasiado confiantes. E, finalmente, há situações em que, até por lei [por exemplo nos EUA], não se pode gravar nem filmar nem fotografar.

Matthew Kassel, um freelancer com obra publicada em The New York Times e The Wall Street Journal, interessou-se por esta questão e reuniu os depoimentos de 18 jornalistas sobre os vários lados da questão.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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