Quinta-feira, 18 de Julho, 2019
Homenagem

Presidente recebeu jornais centenários preocupado com a crise na Imprensa

O Presidente da República condecorou a Associação Portuguesa de Imprensa com o título de membro honorário da Ordem do Mérito, numa cerimónia em que reuniu ainda os representantes de três dezenas de jornais portugueses com mais de cem anos de existência. Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que o seu gesto era um modo de, simbolicamente, agraciar o mérito, a tenacidade e a resistência de todos os que, diariamente, “permitem este milagre que é recriar a Imprensa em Portugal”.

No seu discurso, o Presidente manifestou preocupação pelas actuais condições de vida do sector, que são “cada vez mais limitativas”.

“Homenageio a vossa coragem, a vossa determinação, a vossa persistência, mas estou seriamente preocupado com o panorama da Imprensa em Portugal”, declarou.

 

Concretamente, Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se ao “peso esmagador da publicidade de grandes empresas multinacionais no que respeita à Imprensa electrónica”:

“Estamos a falar de 80% ou mais da publicidade detida por um número muito limitado de empresas multinacionais”, referiu, acrescentando que, num prazo muito curto, a situação “constitui um problema”.

 

“Sei que o Governo está atento a esse problema, que impõe [a necessidade de] medidas que permitam ir ao encontro das vossas aspirações e das vossas necessidades”, acrescentou.

 

Em resposta, o presidente da direcção da Associação Portuguesa de Imprensa, João Palmeiro, elogiou “a grandeza de alma do senhor Presidente, a sua visão em relação a este sector”.

João Palmeiro destacou ainda a presença, nesta cerimónia, do director-geral do Global Editors Network, Bertrand Pecquerie, e considerou que esta ocasião lhe permitiu perceber que “o Presidente da República Portuguesa sente e quer que a Imprensa em Portugal seja forte, livre e um pilar da democracia”.


Mais informação na notícia da Lusa, aqui citada

Connosco
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Todos ouvimos alguma vez dizer, no início da profissão, que a aterragem segura de mil aviões não é notícia, mas o despenhamento de um só já passa a ser.
A classificação do que é “noticiável” teve sempre alguma preferência por esse lado negativo: “a guerra mais do que a paz, os crimes mais do que a segurança, o conflito mais do que o acordo”.

“Sabemos hoje que nem sempre a audiência segue estas escolhas; muitos encaram os noticiários como pouco mais do que uma fonte de irritação, impotência, ansiedade, stress  e um geral negativismo.”

Sabemos também que cresce a percentagem dos que já se recusam a “consumir” a informação jornalística dominante por terem esta mesma sensação.  

A reflexão inicial é de Joshua Benton, fundador e director do Nieman Journalism Lab, na Universidade de Harvard.

As questões “que incomodam” no Festival Internacional de Jornalismo Ver galeria

Jornalistas e gilets jaunes  tiveram, em Couthures, o seu frente-a-frente de revisão da matéria dada. Terminado o quarto Festival Internacional de Jornalismo, o jornal  Le Monde, seu organizador, conta agora, numa série de reportagens, o que se passou neste evento de Verão nas margens do rio Garonne  - e um dos pontos altos foi uma espécie de “Prós e Contras”, incluindo a sua grande-repórter Florence Aubenas, que encontrou a agressividade das ruas em Dezembro de 2018, mais Céline Pigalle, que chefia a redacção do canal BFM-TV, especialmente detestado pelos manifestantes, e do outro lado seis representantes assumidos do movimento, da região de Marmande.

O debate foi vivo, e a confrontação verbal, por vezes, agressiva. Houve também um esforço de esclarecimento e momentos de auto-crítica.  Depois do “julgamento” final, uma encenação com acusadores (o público), réus (os jornalistas), alguns reconhecendo-se culpados com “circunstâncias atenuantes”, outros assumindo o risco de “prisão perpétua”, a conclusão de uma participante:

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O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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