Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

Jornais concorrentes unem-se contra as “notícias falsas”

As novas necessidades de “verificação de factos”, tornadas mais urgentes pela proliferação de notícias falsas na Internet, estão a vencer as barreiras da concorrência natural que existe entre jornais. Na Noruega, dois tablóides rivais entraram em diálogo sobre este ponto, decidiram partilhar um projecto comum e convidaram a estação pública de rádio e televisão como terceiro elemento de uma parceria. Esta estação e duas fundações norueguesas reuniram o capital necessário para dar início ao projecto.

A urgência de um instrumento eficaz de prova de factos vem com a aproximação das eleições parlamentares de Setembro, “devido aos avisos do Brexit, das eleições americanas e dos receios relacionados com as notícias falsas na Europa”. 

Segundo o Público, que aqui citamos, o ponto de partida foi o Verdens Gang, um diário tablóide pertencente ao grupo Schibsted, que envolveu no projecto o Dagbladet, o segundo maior jornal semelhante. 

O produto desta colaboração será um site “totalmente dedicado à verificação de factos”, a lançar brevemente, sob a designação de Faktisk  - “que significa ‘verdadeiramente’ ou ‘factualmente’ em norueguês”. 

Outro desenvolvimento desta iniciativa é escapar à dependência das grandes plataformas e optar por sistemas de programação que não sejam de sua propriedade: 

“O Faktisk está a ignorar aquilo que as plataformas dominantes como o Facebook poderão querer fornecer em termos de verificação de factos e formou a sua própria empresa, com uma equipa própria de editores, repórteres/verificadores de factos e programadores.” 

“Jari Bakken, um programador da VG que actualmente trabalha a tempo inteiro para o Faktisk, está a construir um novo CMS (Sistema de Gestão de Conteúdo) para lidar com o trabalho (com o apoio de outros programadores iniciais). Todo o trabalho de programação vai ser feito recorrendo a open source.”

 

Mais informação no Público

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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