Quarta-feira, 14 de Novembro, 2018
Media

O emprego na imprensa da União Europeia caiu mais de metade em 15 anos

Está em curso uma revolução na industria jornalística com origem na internet.

De acordo com estudos divulgados, as redacções têm vindo a ser condicionadas nos seus recursos humanos.

Conforme refere o site electrónico media-tics, em artigo assinado por Miriam Garcimartin, em vez de multiplicar o número de empregos, as redacções mostram-se cada vez mais minguadas, com os jornais generalistas ameaçados de fecho e com o despedimento maciço de colaboradores.

Os jornalistas que conseguiram salvar o seu emprego converteram-se em trabalhadores multitarefa, desdobrando-se pelas redes sociais, enquanto escrevem artigos em qualquer plataforma, incluindo conteúdos audiovisuais.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema bastará referir que nos últimos 15 anos a indústria dos editores de imprensa, na União Europeia, perdeu mais de metade do número de empregados, passando de 411.800 para 173.709.

Pelo contrário, os media afectos à internet e aos portais passaram a contar com 66.634 postos de trabalho em 2007, primeiro ano em que há estatísticas, chegando a 206.396 em Setembro de 2016.

Estes números são adiantados pelo Bureau Labor Statistics da EU  que acaba de tornar públicos os dados sobre o emprego na indústria da informação entre Janeiro de 2001 e Setembro de 2016.

Este sector compreende os meios de comunicação tradicionais (jornais, revistas e livros) assim como os meios digitais.

Entretanto, noutros meios de comunicação, os níveis de emprego não se alteraram tanto como na imprensa. A televisão manteve-se bastante estável.

No caso da imprensa, desde o primeiro trimestre de 2001 ao terceiro trimestre de 2016 o número de empresas operacionais na indústria da imprensa reduziu-se de 9.310 para 7.623, ou seja, menos 18,1%.

Por seu lado, desde o primeiro trimestre de 2007 ao terceiro trimestre de 2016, o número de empresas afectas à indústria de publicação na internet e nos motores de busca aumentou de 5.532 para 13.924, isto é, mais 150%.

 

 

 

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Agravam-se as ameças sobre os jornalistas na Europa Ver galeria

Jornalistas queimados em efígie, insultados e ameaçados, desacreditados pelos dirigentes dos seus próprios países. Processados, assaltados, alvo de ameaças de violação ou de morte, e em vários casos efectivamente assassinados. É este, hoje, o ambiente em que trabalham muitos jornalistas na Europa.

A organização Index on Censorship, com o apoio da Federação Europeia de Jornalistas, reuniu no relatório Mapping Media Freedom mais de três mil episódios de situações deste tipo, registadas desde Maio de 2004. A informação recolhida apresenta os jornalistas e os media onde trabalham como alvos de dirigentes políticos, empresas e mesmo o público em geral  -  mas algumas tendências principais são destacadas e apontadas neste trabalho. O objectivo é fornecer indicações úteis aos legisladores e a quantos desejem continuar a defender o ambiente favorável a uma Imprensa independente e pluralista.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

O Clube

Bettany Hughes, inglesa, historiadora, autora e também editora e apresentadora de programas de televisão e de rádio, é a vencedora do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018.

O Prémio pretende homenagear a personalidade excecional de Hughes, demonstrada repetidamente na sua maneira de comunicar o passado de forma popular e entusiasmante.

A cerimónia de atribuição do prémio terá lugar no dia 15 de novembro 2018 na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.


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