Quinta-feira, 17 de Janeiro, 2019
Media

O emprego na imprensa da União Europeia caiu mais de metade em 15 anos

Está em curso uma revolução na industria jornalística com origem na internet.

De acordo com estudos divulgados, as redacções têm vindo a ser condicionadas nos seus recursos humanos.

Conforme refere o site electrónico media-tics, em artigo assinado por Miriam Garcimartin, em vez de multiplicar o número de empregos, as redacções mostram-se cada vez mais minguadas, com os jornais generalistas ameaçados de fecho e com o despedimento maciço de colaboradores.

Os jornalistas que conseguiram salvar o seu emprego converteram-se em trabalhadores multitarefa, desdobrando-se pelas redes sociais, enquanto escrevem artigos em qualquer plataforma, incluindo conteúdos audiovisuais.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema bastará referir que nos últimos 15 anos a indústria dos editores de imprensa, na União Europeia, perdeu mais de metade do número de empregados, passando de 411.800 para 173.709.

Pelo contrário, os media afectos à internet e aos portais passaram a contar com 66.634 postos de trabalho em 2007, primeiro ano em que há estatísticas, chegando a 206.396 em Setembro de 2016.

Estes números são adiantados pelo Bureau Labor Statistics da EU  que acaba de tornar públicos os dados sobre o emprego na indústria da informação entre Janeiro de 2001 e Setembro de 2016.

Este sector compreende os meios de comunicação tradicionais (jornais, revistas e livros) assim como os meios digitais.

Entretanto, noutros meios de comunicação, os níveis de emprego não se alteraram tanto como na imprensa. A televisão manteve-se bastante estável.

No caso da imprensa, desde o primeiro trimestre de 2001 ao terceiro trimestre de 2016 o número de empresas operacionais na indústria da imprensa reduziu-se de 9.310 para 7.623, ou seja, menos 18,1%.

Por seu lado, desde o primeiro trimestre de 2007 ao terceiro trimestre de 2016, o número de empresas afectas à indústria de publicação na internet e nos motores de busca aumentou de 5.532 para 13.924, isto é, mais 150%.

 

 

 

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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