Sexta-feira, 15 de Dezembro, 2017
Media

O emprego na imprensa da União Europeia caiu mais de metade em 15 anos

Está em curso uma revolução na industria jornalística com origem na internet.

De acordo com estudos divulgados, as redacções têm vindo a ser condicionadas nos seus recursos humanos.

Conforme refere o site electrónico media-tics, em artigo assinado por Miriam Garcimartin, em vez de multiplicar o número de empregos, as redacções mostram-se cada vez mais minguadas, com os jornais generalistas ameaçados de fecho e com o despedimento maciço de colaboradores.

Os jornalistas que conseguiram salvar o seu emprego converteram-se em trabalhadores multitarefa, desdobrando-se pelas redes sociais, enquanto escrevem artigos em qualquer plataforma, incluindo conteúdos audiovisuais.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema bastará referir que nos últimos 15 anos a indústria dos editores de imprensa, na União Europeia, perdeu mais de metade do número de empregados, passando de 411.800 para 173.709.

Pelo contrário, os media afectos à internet e aos portais passaram a contar com 66.634 postos de trabalho em 2007, primeiro ano em que há estatísticas, chegando a 206.396 em Setembro de 2016.

Estes números são adiantados pelo Bureau Labor Statistics da EU  que acaba de tornar públicos os dados sobre o emprego na indústria da informação entre Janeiro de 2001 e Setembro de 2016.

Este sector compreende os meios de comunicação tradicionais (jornais, revistas e livros) assim como os meios digitais.

Entretanto, noutros meios de comunicação, os níveis de emprego não se alteraram tanto como na imprensa. A televisão manteve-se bastante estável.

No caso da imprensa, desde o primeiro trimestre de 2001 ao terceiro trimestre de 2016 o número de empresas operacionais na indústria da imprensa reduziu-se de 9.310 para 7.623, ou seja, menos 18,1%.

Por seu lado, desde o primeiro trimestre de 2007 ao terceiro trimestre de 2016, o número de empresas afectas à indústria de publicação na internet e nos motores de busca aumentou de 5.532 para 13.924, isto é, mais 150%.

 

 

 

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site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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