Terça-feira, 22 de Agosto, 2017
Media

O emprego na imprensa da União Europeia caiu mais de metade em 15 anos

Está em curso uma revolução na industria jornalística com origem na internet.

De acordo com estudos divulgados, as redacções têm vindo a ser condicionadas nos seus recursos humanos.

Conforme refere o site electrónico media-tics, em artigo assinado por Miriam Garcimartin, em vez de multiplicar o número de empregos, as redacções mostram-se cada vez mais minguadas, com os jornais generalistas ameaçados de fecho e com o despedimento maciço de colaboradores.

Os jornalistas que conseguiram salvar o seu emprego converteram-se em trabalhadores multitarefa, desdobrando-se pelas redes sociais, enquanto escrevem artigos em qualquer plataforma, incluindo conteúdos audiovisuais.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema bastará referir que nos últimos 15 anos a indústria dos editores de imprensa, na União Europeia, perdeu mais de metade do número de empregados, passando de 411.800 para 173.709.

Pelo contrário, os media afectos à internet e aos portais passaram a contar com 66.634 postos de trabalho em 2007, primeiro ano em que há estatísticas, chegando a 206.396 em Setembro de 2016.

Estes números são adiantados pelo Bureau Labor Statistics da EU  que acaba de tornar públicos os dados sobre o emprego na indústria da informação entre Janeiro de 2001 e Setembro de 2016.

Este sector compreende os meios de comunicação tradicionais (jornais, revistas e livros) assim como os meios digitais.

Entretanto, noutros meios de comunicação, os níveis de emprego não se alteraram tanto como na imprensa. A televisão manteve-se bastante estável.

No caso da imprensa, desde o primeiro trimestre de 2001 ao terceiro trimestre de 2016 o número de empresas operacionais na indústria da imprensa reduziu-se de 9.310 para 7.623, ou seja, menos 18,1%.

Por seu lado, desde o primeiro trimestre de 2007 ao terceiro trimestre de 2016, o número de empresas afectas à indústria de publicação na internet e nos motores de busca aumentou de 5.532 para 13.924, isto é, mais 150%.

 

 

 

Connosco
Como a prometida liberdade em “rede social” nos trouxe à ditadura das notícias falsas Ver galeria

A história de como a Internet, depois de ter prometido dar voz e libertação a todos os marginalizados, desembocou na presente ditadura das fake news em “rede social”, é uma longa teia de ilusões aceitáveis e de equívocos pouco inocentes. O jornalista Marcelo Rech, presidente do Fórum Mundial de Editores, desfia esta narrativa num artigo extenso, mas de leitura indispensável. É melhor percebermos como chegámos até aqui. E, se pudermos, mantendo a atitude que ele escolheu como título  -  “Uma chance para o optimismo”.

Este artigo é o terceiro da série sobre o tema “Da pós-verdade ao risco da pós-imprensa”, no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Dois anos de notícias falsas, com duas plataformas chamadas à responsabilidade Ver galeria

A chamada “era de ouro das notícias falsas” não tem mais de dois anos, e está hoje bem documentada, pelo que vale a pena rever a sua história. É este o tema de um artigo do jornalista Nelson de Sá, da Folha de S. Paulo, que descreve o que se passou com o “duopólio” Google-Facebook  -  a sua inicial desvalorização do problema, as tentativas de auto-justificação, as primeiras medidas de controlo e o reconhecimento de que a estrutura de financiamento das grandes plataformas está edificada para premiar o que é “viral”, não o que é verdadeiro.

O Clube


O Clube Português de Imprensa fecha em Agosto para férias. E este site também. A partir de 31 de Julho e até 27 de Agosto não serão feitas as habituais actualizações diárias.

Em vésperas de fazermos esta pausa, e à semelhança do que já aconteceu no Verão passado, queremos agradecer aos jornalistas (e aos não jornalistas) pela sua preferência e que têm contribuído com as suas visitas regulares para alargar a audiência deste espaço, lançado há  menos de dois anos, com objectivo de constituir uma alternativa de informação e de reflexão sobre os jornalismo e os jornalistas, sem receio de problematizar as questões que hoje se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, tanto  às empresas editoriais como aos profissionais do sector.

São esses os conteúdos que privilegiamos, a par da cobertura das actividades do Clube, desde os ciclos de jantares-debate, em parceria com o CNC-Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o Jornal Tribuna de Macau; e ao Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, instituído pelo CNC, em conjunto com o CPI e a Europa Nostra .

No regresso prometemos mais novidades no Clube e no site. Boas Férias!   


ver mais >
Opinião
Ser Jornalista
Dinis de Abreu

O jornalismo vive dias difíceis. O avanço no digital não compensa os jornais que fecham e as redacções que reduzem os quadros. Criou-se um sentimento de precariedade no oficio de jornalsita que ameaça a sua independência. Ou pior: que o coloca numa grande dependência perante as incertezas.

Uma comunicação mal comunicada
Francisco Sarsfield Cabral
A tragédia dos incêndios florestal tem evidenciado uma preocupante desorganização no seu combate. Essa desorganização também se manifesta no campo da comunicação social. A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) anunciou há dias que passaria a concentrar a informação sobre os fogos em dois “briefings” diários na sua sede em Carnaxide – um de manhã, outro...
Dados os muitos terabytes de prosa – sólidamente negativa – com que os media globais saudaram a decisão do presidente Trump, anunciada em discurso na Casa Branca no passado dia 1 de Junho, de retirar os EUA. do Acordo de Paris, seria de esperar uma cobertura exaustiva do tema, ou seja, que nenhum aspecto ou complexidade dessa terrível ameaça para a saúde do planeta escapasse à atenção dos “opinion leaders”, em...
Num livro colectivo acabado de publicar, simultaneamente, em treze línguas e em dezenas de países espalhados pelo mundo inteiro, cuja versão francesa se intitula, significativamente, L’âge de la Régression: Pourquoi nous vivons un tournant historique[1], Appadurai disserta sobre o «sentimento de cansaço» que, na sua opinião domina a esfera pública. Sentimento de cansaço relativamente à forma de fazer...
Fim de semana alucinante, sábado épico, jornada inédita. Muito se tem chamado a este 13 de maio, dia de Fátima, do Santo Padre, do anjo Vitória e do arcanjo Sobral. As notícias, as reportagens, os diretos. O frenesim tem sido imenso. Aliás já começou há uns dias. Amanhã, depois do nascer do sol, era bom que houvesse alguma reflexão sobre o que se passou. Será que tanta agitação na...
Agenda
01
Set
IFA
09:00 @ Berlim, Alemanha
04
Set
11
Set
Jornalismo de Investigação
09:00 @ Cenjor,Lisboa