Terça-feira, 26 de Outubro, 2021
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A Imprensa de proximidade poderá salvar o futuro do jornal em papel - concluiu Dinis de Abreu em conferência proferida em Macau

Em conferência a convite do jornal Tribuna de Macau, realizada no salão nobre do Clube Militar, o presidente do Clube Português de Imprensa, Dinis de Abreu, fez uma reflexão sobre “O papel que a Imprensa está a perder”  - um título “deliberadamente ambíguo”, como reconheceu. Citou os dados mais recentes sobre o anunciado fim do jornal impresso, fez a leitura comparada de vários casos concretos, em Portugal como noutros países, e guardou a esperança no futuro do papel para uma Imprensa de proximidade e de comunidades locais, “com um público-alvo bem definido, decerto mais exigente, porque também mais informado”.

É incontornável, neste caso, começar pelas más notícias, e Dinis de Abreu apresentou uma chegada da Suíça, segundo a qual o último jornal a ser impresso naquele país será publicado em 2021. Um estudo divulgado por Le Temps, de Lausanne, propõe-nos este prazo de quatro anos, temendo-se que o fim dos diários impressos “não seja um cenário irrealista, tanto mais que o parque industrial começa a dar sinais de envelhecimento, sendo pouco provável a substituição das rotativas, perante uma improvável amortização do investimento”.  

Outro estudo mais recente, elaborado pela consultora norte-americana Future Exploration Network, sobre estratégias de media, fala sobre nós e “prevê para 2028 o fim dos jornais generalistas portugueses em papel”. Dinis de Abreu comenta: 

“Comparativamente com o relatório suíço, com o qual abrimos esta exposição, a Imprensa escrita em Portugal, pelo menos em previsão, terá uma sobrevida superior à da Suíça. Previsões são previsões, como na meteorologia. O certo, porém, é que os dados disponíveis das vendas de jornais em banca não auguram tal longevidade. As tiragens são exíguas e mesmo aqueles jornais que têm resistido melhor à erosão  – casos do Expresso, Correio da Manhã ou Jornal de Notícias, do Porto -  já conheceram melhores dias.”  

 

Como primeiras respostas sobre as causas desta tendência, o orador começou por mencionar o aparecimento dos meios exclusivamente digitais e a Imprensa de circulação gratuita; em muitos casos em simultâneo:

 

“Há claramente a tentação por parte dos editores de, ao lamentarem a fuga de leitores, responsabilizarem a Imprensa gratuita e a concorrência de meios digitais que não colocam entraves ao acesso irrestrito aos seus conteúdos editoriais. É um facto que os consumidores continuam relutantes em aderir às assinaturas pagas. E reagem com distanciamento ou, até, acrimónia quando assim não sucede.”


 

“Por causa disso, os editores clássicos procuram contornar a tendência, oferecendo versões em aberto, mas com limitações de acesso a temas e a colunistas mais populares, que ficam reservados aos assinantes. Mas a questão central que se coloca é como contrariar a deserção de leitores de jornais, seduzidos pela facilidade de um click ou de um deslizar de dedos no telemóvel ou tablet.

 

Este processo conduziu a uma mudança nos hábitos da leitura de notícias, que todos conhecemos, assim como vemos as suas consequências:

 

“À instantaneidade soma-se a overdose  de informação e opinião a que o cidadão está sujeito, com relevo para os meios audiovisuais, plataformas de redes sociais e, muito acessoriamente, da Imprensa.

As influentes redes sociais, gigantes como o Facebook, Youtube, Twitter  - ou poderosos motores de busca como a Google -,  disputam o mercado publicitário, já não apenas à Imprensa escrita, mas aos jornais electrónicos, às televisões e rádios, sujeitas a uma considerável sangria nas suas audiências e proveitos.”

 

“Assiste-se a uma mudança rápida de paradigma, ditada não apenas pela evolução tecnológica, mas, igualmente, pelo perfil dos conteúdos e  sua distribuição massificada  através de diferentes suportes.”

 

Dinis de Abreu admitiu, adiante, que “seria de esperar que a resposta dos jornais se tornasse mais ágil e criativa; verifica-se, todavia, que os grande títulos de Imprensa ganharam em passividade e rotina o que perderam em capacidade de se reinventarem, investindo na reportagem e na investigação jornalística.”

 

E introduziu neste ponto o exemplo positivo da Imprensa de proximidade:

 

“Curiosamente, tem sido na chamada Imprensa regional, nos pequenos jornais destinados a comunidades locais, que se têm revelado os fenómenos mais criativos e inovadores. A cultura de proximidade aguçará, talvez, o engenho e a arte.” 

“Depois, há uma rica e polícroma paleta de jornais que acompanham a diáspora e  se publicam em língua portuguesa, constituindo um traço de união fundamental entre comunidades que partilham o mesmo idioma e a mesma cultura. É uma imprensa que vive da comunidade e para a comunidade.  E que reflecte e partilha os sucessos ou os insucessos dos seus compatriotas.”  

 

Situou neste espaço a Tribuna de Macau, como “salutar exemplo desse espírito empreendedor, contando no seu activo com mais de três décadas de publicação, atravessando realidades políticas  distintas”.

 

Mais adiante, sintetizou todos estes dados numa questão com dois sentidos:

 

“E desembocamos numa dúvida fulcral: poderá a sobrevivência da Imprensa depender dessa cultura de proximidade que é o segredo, afinal, da Imprensa regional, local ou comunitária?... Estarão condenados, a prazo, os grandes títulos generalistas, sacrificados ao altar do digital ?”

 

E acrescentou:

 

“A independência editorial é inseparável do equilíbrio financeiro das empresas. Com vendas diminutas e fracas receitas publicitárias não há milagres. E as administrações sentem-se compelidas a reduzir custos, ficando também mais expostas a influências exteriores nefastas, estranhas à verdade do jornalismo.”

 

Recordou, a seguir, casos recentes de grandes jornais de referência, como o britânico The Independent e o espanhol El País, em que o primeiro já suspendeu a sua edição em papel, e o segundo fez o anúncio de que caminha nessa direcção, em carta aberta do director à redacção.

 

Citou igualmente o estudo divulgado, em finais de 2011, nos EUA, sob o título “Is America at a digital turning point?”, que antevê “o desaparecimento de muitos títulos de referência; segundo indica, com excepção do The New York Times, The Washington Post, The Wall Street Journal e USA Today, vingarão somente  os jornais locais que decidirem mudar a sua estratégia de negócios”.

 

O “ponto de viragem” descrito neste estudo assenta na constatação de meia dúzia de factos:

 

-  a avalancha informativa;

-  a questão da credibilidade online;
-  a obsolescência dos desktops e a sua substituição pelos tablets;
-  a implantação do trabalho contínuo (24 horas, sete dias por semana);
-  o fim do hábito de ler jornais matutinos;
-  a incógnita da política via Internet;

-  e a mudança dos hábitos de compra de bens de consumo.

 

É a partir daqui que Dinis de Abreu desenvolve a proposta enunciada no título da conferência:

 

“O futuro do papel passa pela Imprensa escrita como nicho de mercado, com um público-alvo bem definido, decerto mais exigente, porque também mais informado. Uma Imprensa mais personalizada, baseada talvez no conceito: se a Internet é universal, porque não há-de a Imprensa ser local?”

“Conhecem-se experiências muito curiosas, viabilizadas por uma nova geração de rotativas digitais com aptidões de que não dispunham as convencionais.” (...)

 

“O jornal do futuro, admitem alguns, quererá personalizar os conteúdos e a publicidade. Fiéis a um princípio simples: se o leitor está interessado no que se passa algures no mundo, está muito mais desejoso de conhecer o que aconteceu à sua porta, ou no seu bairro.”

 

“O e-book não matou o livro, o cd não matou o vinil, a televisão não matou o cinema, a Internet não vai destruir a Imprensa. Mas causam mossa…”


 

Sobre a sustentabilidade dos media e a questão sempre delicada do apoio do Estado, recordou dois exemplos, um com mais anos, e outro mais recente, ambos no caso português e referentes, cada um deles, a dois meios de comunicação:

 

“Nesse particular, conheci de perto duas realidades distintas: o Diário de Noticias, nacionalizado a seguir ao 25 de Abril, ficando integrado no sector público até aos anos 90, altura em que foi reprivatizado; e a RTP, enquanto empresa estatal, que como tal continua.”

 

“Em ambos os casos as pressões exercidas pelo poder político não foram figuras de estilo nem de ficção, com governos de diferentes quadrantes politico-partidários. É costume dizer-se que ‘não há almoços grátis’. E em política, os governos, independentemente de serem de esquerda ou de direita, não prescindem de influenciar os media.”

 

O segundo exemplo é sobre a experiência dos chamados “nativos digitais”:

 

“A migração de jornais e jornalistas para o digital tem sido uma constante. Há experiências bem sucedidas e outras que já ficaram pelo caminho. Dois exemplos recentes em Portugal: o Observador, como projecto editorial bem sucedido, exclusivamente em suporte digital, oferece uma linha editorial ágil e inovadora. Em contrapartida, o Diário Digital, que foi pioneiro dos jornais electrónicos, ficou pelo caminho e deixou de estar online ao fim de 17 anos. No dealbar do ano 2.000 chegou a empregar 80 jornalistas.”

 

“Não foi a única experiência digital a soçobrar. É legítimo, pois, concluir que nem o digital é um suporte blindado à prova da pulverização de títulos, de portais, sites e blogs que disputam o espaço público, nem os jornais impressos estarão inexoravelmente condenados à agonia.”

 

Pelo meio, Dinis de Abreu recordou também terceiras vias, como fundações de direito privado sem fins lucrativos, ou taxas sobre publicidade nos audiovisuais ou, agora, sobre os conteúdos dos motores de busca  - e citou mais um exemplo da nossa experiência:

 

“Recordo que em Portugal, durante vários anos, houve a cobrança de uma taxa, pouco mais do que simbólica, sobre a publicidade publicada ou transmitida, que revertia a favor de um fundo da Caixa dos Jornalistas. A taxa foi suficiente para garantir uma Caixa de Jornalistas superavitária. Mas caiu em desuso e foi  extinta, bem como a Caixa, que era um das raras instituições que apoiavam eficazmente os jornalistas, designadamente na doença.” (...)

 

“Os media estão a mudar e nós com eles. Dei aulas numa universidade privada, durante cinco anos, na área  das Ciências de Comunicação, como professor convidado e gerindo duas cadeiras nucleares. Pude aperceber-me que havia  alunos  que não sabiam sequer o que era o telégrafo, e o papel que desempenhou para os  jornalistas destacados para a frente na Guerra da Secessão nos Estados Unidos. Em contrapartida, sabiam tudo- ou quase tudo - sobre as últimas novidades dos telemóveis ou tablets topo de gama que usavam.” (...)

 

Citou depois dados do Bareme Internet da Marktest, segundo os quais “o hábito de ler notícias no telemóvel ou no tablet quadruplicou em quatro anos”:

“Os dados de 2016 do Bareme indicam que 3,6 milhões de indivíduos, com 15 e mais anos, residentes em Portugal Continental, têm o hábito de ler notícias através do tablet ou telemóvel, valor que corresponde a 41,7% do universo. São os jovens até 24 anos que mais preferem ler notícias no tablet ou no telemóvel  - 76,1% dos jovens entre os 15 e os 24 anos -, enquanto os cidadãos de idade avançada o fazem menos: apenas 4,4% dos indivíduos com mais de 64 anos.”

Outro estudo, este de âmbito europeu, o Eurobarómetro, acrescenta a estes novos hábitos “uma tendência que os editores tardam em compreender e contrariar; quando procuram conteúdos editoriais online, a maior parte dos europeus prefere não pagar e não se registar”. (...)  “Verificou-se, no estudo desenvolvido pela Comissão Europeia, que  77% dos inquiridos dão prioridade a serviços  gratuitos, enquanto  54% orientam a sua escolha para os sites noticiosos que não impliquem o registo prévio para acederem aos conteúdos.”

 

A terminar, Dinis de Abreu recordou a sua experiência de jornalista enviado a Pequim e como era, nesse tempo, a transmissão de reportagem:

 

“Quando visitei Pequim pela primeira vez, como jornalista, nos alvores dos anos 80, precisei dos bons ofícios de um teletipista no hotel para enviar o meu texto para o jornal, via telex. E gastei uma noite nisso, porque o homem, embora diligente, mal dominava os caracteres ocidentais. Quando voltei, alguns anos depois, já podia utilizar o telemóvel em directo com a redacção. As ‘autoestradas da informação’ aceleraram o ritmo do mundo e tornaram-no mais próximo – e mais acanhado. (...) O reverso da medalha é a overdose de informação a que estamos diariamente expostos e a falta de tempo para reflectirmos sobre o que vemos e ouvimos.” 

 

“Essa ‘bolha de informação’ afectou, até, os media de referência, como aconteceu nos Estados Unidos, que se aperceberam da armadilha em que caíram, ao confrontarem-se com o estilo truculento e imprevisível de Donald Trump.” (...)

 

E concluiu:

 

“Volto ao princípio: o papel que a Imprensa está a perder. É um titulo deliberadamente ambíguo. Mas, se a Imprensa quiser sobreviver em papel  - e assegurar alguma influência num futuro dominado por gadgets electrónicos - terá de fazer por isso.”

 

“E não duvido de que, na primeira linha desse futuro, estará uma Imprensa de proximidade, um jornalismo local e hiperlocal que, como reconhecia recentemente o prestigiado jornal britânico The Guardian, é uma parte muito importante do puzzle democrático. Aposta, por isso, em criar parcerias com os media e os repórteres locais, que têm uma boa rede de contactos e que podem dizer o que  é importante nas suas comunidades.” (...)

 

 

“O papel terá a importância que lhe soubermos dar. É esse o formidável desafio.”

 

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O director do C.P.I. falou no Salão Nobre do Clube Militar de Macau  - instituição prestigiada e de referência criada durante a administração portugesa -  no contexto da comemoração dos 35 anos do jornal Tribuna de Macau

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Jornal finlandês troca "cadeados" por "diamantes" para atrair assinantes Ver galeria

Com a era digital, vários jornais passaram a apostar nos conteúdos “online”, recorrendo às “paywalls” para obter receitas.

Este novo modelo de negócio foi introduzido um pouco por toda a Europa, incluindo na Finlândia, onde o jornal “Helsingin Sanomat” conta com a subscrição de 48% de todos os assinantes de produtos noticiosos do país.

Conforme apontou Hanaa Tameez num artigo publicado no “Nieman Lab”, o "Helsingin Sanomat” foi fundado em 1889, quando a Finlândia ainda integrava o Império Russo. Agora, este jornal é detido pelo Grupo Sanoma, que controla 40 outras marcas mediáticas naquele país.

Em 2016, continuou Tameez, os editores do “Helsingin Sanomat” chegaram à conclusão de que a “paywall” não estava a obter os resultados esperados.

Por isso mesmo, os responsáveis por aquela publicação começaram a analisar o tipo de conteúdos que deveriam ser exclusivos para subscritores e, em vez de os assinalarem com um “cadeado”, passaram a identificá-los através de um “diamante”.

“O símbolo do cadeado passou a ser reconhecido mundialmente enquanto um identificador da ‘Paywall’”, disse o editor-executivo, Kaius Niemi, em entrevista para o “Nieman Lab”. “Sentimos, contudo, que o cadeado não simboliza valor acrescentado no jornalismo, ou ‘storytelling’ avançado. Por outro lado, acaba por ter uma conotação negativa, já que fecha a porta a um potencial subscritor. Os diamantes, por sua vez, ilustram o trabalho árduo dedicado a cada história”.

Graças a estas iniciativas, a equipa editorial daquele jornal finlandês percebeu que estava a apostar em temáticas que não chamavam a atenção dos leitores, e decidiram investir em artigos sobre sociedade, cultura e “lifestyle”.

Relatório aponta prioridade para o jornalismo isento e objectivo Ver galeria

As audiências valorizam a imparcialidade no jornalismo, e justificam a convicção de que os artigos noticiosos e as colunas de opinião devem ser, claramente, distinguidas, aponta o estudo The Relevance Of Impartial News In A Polarised World, encomendado pela Universidade de Oxford.

De acordo com este relatório -- que contou com 52 participantes, provenientes da Alemanha, do Brasil, dos Estados Unidos e do Reino Unido -- a informação objectiva e a contextualização devem estar no centro de qualquer formato noticioso.

Neste sentido, os participantes do estudo alertaram para o facto de as peças noticiosas e as colunas de opinião não serem facilmente identificáveis em formatos “online”, ao contrário do que acontece nas publicações em formato de papel.

“As audiências valorizam a opinião como um suplemento dos factos, mas, na sua generalidade, querem que a informação objectiva seja estabelecida em primeiro lugar. O público preocupa-se, também, com a mistura destes dois formatos”.

Os jornais assumem-se, assim, como a fonte noticiosa mais fiável, embora alguns leitores mais jovens considerem que estas publicações transmitem “ideais conservadores”, com os quais não se identificam.

Por outro lado, os participantes afirmam que as redes sociais não são boas fontes noticiosas, já que os seus algoritmos dão prioridade aos artigos de opinião, sem que estes estejam identificados como tal.

“Nas redes sociais, torna-se difícil distinguir entre notícias e a opinião, devido à falta de pistas. Algumas pessoas consideram que isto é um problema”, indica o relatório. “Alguns temem que o conteúdo de opinião esteja a contaminar as notícias. Outros assumem, simplesmente, que a opinião é uma característica inerente a estas plataformas”.

O Clube


Conhecidas as propostas do governo para o Orçamento de Estado, verifica-se que o sector dos media continua a ser o “parente pobre”, sem atrair medidas de reanimação capazes de corrigirem e de equilibrarem o plano inclinado em que se encontra a maioria das empresas jornalísticas, já periclitantes antes de serem fortemente flageladas pela pandemia.
O Sindicato dos Jornalistas lamenta-o e estranha que o OE ignore “completamente as dificuldades da comunicação social”. As associações do sector, como é o caso do CPI, certamente não menos.
O documento é omisso em medidas de apoio, que possam contribuir para inverter o declínio das vendas de jornais e revistas, sem pôr em causa a independência das publicações.
O bom jornalismo não precisa de ser subsidiado, mas implica redacções ágeis e com capacidade de resposta, que não dependam das redes sociais para medirem a realidade.
Com as contas no “vermelho”, as empresas editoriais não dispõem , contudo, de meios nem de condições propícias ao investimento, por exemplo, na reportagem de investigação.
Os jornalistas saem cada vez menos e a pandemia, com o teletrabalho, mais acentuou esse défice de contacto com o exterior.
É impossível não concordar com o SJ quando este defende várias medidas, como a criação de um voucher de 20 euros por agregado familiar para assinaturas ou compra de jornais e revistas, o desconto do IVA de produtos de media no IRS e a oferta de jornais ou de uma assinatura digital a todos os jovens que completem 18 anos.
Salva-se apenas a digitalização, a única que tem verbas disponíveis no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR). É importante. Mas não é exclusivamente por aí que se salvam os media em sérias dificuldades, que lutam pela sobrevivência. E que são um pilar da democracia. Eis um debate urgente ao qual nos associamos.


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Opinião
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O que une radicais de direita e de esquerda
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Venham mais 40!...
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