Quinta-feira, 18 de Julho, 2019
Media

“Le Monde” adapta o seu site às exigências dos dispositivos móveis

O diário francês Le Monde anuncia, em editorial, uma reformulação do seu site destinado aos dispositivos móveis, com o objectivo de tornar a respectiva consulta mais “rápida, clara e confortável”. O texto, assinado pelo director, Jérôme Fenoglio, resume a história recente do investimento feito no digital, congratulando-se pelo facto de Lemonde.fr  ter sido o primeiro site generalista a ultrapassar, em Janeiro, o número simbólico dos dez milhões de visitantes únicos.

Essa história conta como o jornal procurou acompanhar a grande velocidade de difusão dos novos hábitos de leitura. Aquando da última eleição presidencial, em 2012, pouco menos de 20% dos leitores consultavam Le Monde em aparelhos móveis. Neste mês de Março, o debate entre os cinco principais candidatos e as análises subsequentes foram seguidas “três vezes mais num écran móvel do que num computador”. 

Curiosamente, o editorial sublinha a diferença entre a “leitura confortável” do jornal, quando se fazia no escritório, portanto num computador, e a “leitura mais permanente, e por vezes mais acrobática”, que se faz hoje num smartphone

Repartindo-se os leitores entre os que utilizam a aplicação móvel do Le Monde (com 31 milhões de visitas mensais) e aqueles, cada vez mais numerosos, que aterram no site Internet móvel (com 54 milhões de visitas mensais), onde chegam pelas redes sociais e pelos motores de busca, foi sobre este último que o jornal decidiu começar a remodelação. 

Nestes termos, a prioridade passou a ser a rapidez de acesso e de consumo. O texto insiste na necessidade de tornar a consulta “o mais acessível possível” e, ao mesmo tempo, de “compreensão imediata”. Outro parágrafo sublinha o esforço tecnológico para reduzir o tempo de carregamento das páginas. 

“Esta rapidez e esta clareza são essenciais na hora em que o nosso modelo é sacudido pelos dois gigantes da Internet que são Google e Facebook. É vital que o nosso site seja capaz de mostrar um nível de navegação à altura daquilo que os nossos leitores encontram algures na Web, na hora em que esses dois gigantes afirmam o seu domínio e procuram captar o essencial do mercado publicitário.” (...)

 

O editorial de Jérôme Fenoglio, na íntegra, em Le Monde

Connosco
Confirma-se que as más notícias são as que correm mais depressa Ver galeria

Todos ouvimos alguma vez dizer, no início da profissão, que a aterragem segura de mil aviões não é notícia, mas o despenhamento de um só já passa a ser.
A classificação do que é “noticiável” teve sempre alguma preferência por esse lado negativo: “a guerra mais do que a paz, os crimes mais do que a segurança, o conflito mais do que o acordo”.

“Sabemos hoje que nem sempre a audiência segue estas escolhas; muitos encaram os noticiários como pouco mais do que uma fonte de irritação, impotência, ansiedade, stress  e um geral negativismo.”

Sabemos também que cresce a percentagem dos que já se recusam a “consumir” a informação jornalística dominante por terem esta mesma sensação.  

A reflexão inicial é de Joshua Benton, fundador e director do Nieman Journalism Lab, na Universidade de Harvard.

As questões “que incomodam” no Festival Internacional de Jornalismo Ver galeria

Jornalistas e gilets jaunes  tiveram, em Couthures, o seu frente-a-frente de revisão da matéria dada. Terminado o quarto Festival Internacional de Jornalismo, o jornal  Le Monde, seu organizador, conta agora, numa série de reportagens, o que se passou neste evento de Verão nas margens do rio Garonne  - e um dos pontos altos foi uma espécie de “Prós e Contras”, incluindo a sua grande-repórter Florence Aubenas, que encontrou a agressividade das ruas em Dezembro de 2018, mais Céline Pigalle, que chefia a redacção do canal BFM-TV, especialmente detestado pelos manifestantes, e do outro lado seis representantes assumidos do movimento, da região de Marmande.

O debate foi vivo, e a confrontação verbal, por vezes, agressiva. Houve também um esforço de esclarecimento e momentos de auto-crítica.  Depois do “julgamento” final, uma encenação com acusadores (o público), réus (os jornalistas), alguns reconhecendo-se culpados com “circunstâncias atenuantes”, outros assumindo o risco de “prisão perpétua”, a conclusão de uma participante:

“Ficam muito bem as boas decisões durante o Festival. Só que vocês vão esquecer durante onze meses, e voltam iguais para o ano que vem. Mas eu volto também e fico agradecida.”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


ver mais >
Opinião
Um relatório recente sobre os princípios de actuação mais frequentes dos maiores publishers digitais dá algumas indicações que vale a pena ter em conta. O estudo “Digital Publishers Report”, divulgado pelo site Digiday, analisa as práticas de uma centena de editores e destaca alguns factores que, na sua opinião, permitem obter os melhores resultados. O estudo estima que as receitas provenientes de conteúdo digital...
E lá se foi mais um daqueles Artistas geniais que tornam a existência humana mais suportável… Guillermo Mordillo era um daqueles raríssimos autores que não precisam de palavras para nos revelarem os aspectos mais evidentes, e também os mais escondidos, das nossas vidas – os alegres, os menos alegres, os cómicos, os ridículos, até os trágicos -- com um traço redondo, que dava aos seus bonecos uma vivacidade...
Sejam de direita ou de esquerda, há uma verdadeira inflação de políticos no activo - ou supostamente retirados - ,  “vestidos” de comentadores residentes nas televisões, com farto proveito. Alguns deles acumulam mesmo os “plateaux” com os microfones  da rádio ou as colunas de jornais, demonstrando  uma invejável capacidade de desdobramento. O objectivo comum a todos é, naturalmente,  pastorearem...
“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
Lançar notícias falsas sobre adversários políticos ou outros existe há séculos. Mas a internet deu às mentiras uma capacidade de difusão nunca antes vista.  Divulgar no espaço público notícias falsas (“fake news”) é hoje um problema que, com razão, preocupa muita gente. Mas não se pode considerar que este seja um problema novo. Claro que a internet e as redes sociais proporcionam...
Agenda
01
Ago
Composição Fotográfica
09:00 @ Cenjor,Lisboa
21
Ago
Edinburgh TV Festival
09:00 @ Edinburgo, Escócia
27
Ago
Digital Broadcast Media Convention
09:00 @ Lagos, Nigéria
16
Set