Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

“Le Monde” adapta o seu site às exigências dos dispositivos móveis

O diário francês Le Monde anuncia, em editorial, uma reformulação do seu site destinado aos dispositivos móveis, com o objectivo de tornar a respectiva consulta mais “rápida, clara e confortável”. O texto, assinado pelo director, Jérôme Fenoglio, resume a história recente do investimento feito no digital, congratulando-se pelo facto de Lemonde.fr  ter sido o primeiro site generalista a ultrapassar, em Janeiro, o número simbólico dos dez milhões de visitantes únicos.

Essa história conta como o jornal procurou acompanhar a grande velocidade de difusão dos novos hábitos de leitura. Aquando da última eleição presidencial, em 2012, pouco menos de 20% dos leitores consultavam Le Monde em aparelhos móveis. Neste mês de Março, o debate entre os cinco principais candidatos e as análises subsequentes foram seguidas “três vezes mais num écran móvel do que num computador”. 

Curiosamente, o editorial sublinha a diferença entre a “leitura confortável” do jornal, quando se fazia no escritório, portanto num computador, e a “leitura mais permanente, e por vezes mais acrobática”, que se faz hoje num smartphone

Repartindo-se os leitores entre os que utilizam a aplicação móvel do Le Monde (com 31 milhões de visitas mensais) e aqueles, cada vez mais numerosos, que aterram no site Internet móvel (com 54 milhões de visitas mensais), onde chegam pelas redes sociais e pelos motores de busca, foi sobre este último que o jornal decidiu começar a remodelação. 

Nestes termos, a prioridade passou a ser a rapidez de acesso e de consumo. O texto insiste na necessidade de tornar a consulta “o mais acessível possível” e, ao mesmo tempo, de “compreensão imediata”. Outro parágrafo sublinha o esforço tecnológico para reduzir o tempo de carregamento das páginas. 

“Esta rapidez e esta clareza são essenciais na hora em que o nosso modelo é sacudido pelos dois gigantes da Internet que são Google e Facebook. É vital que o nosso site seja capaz de mostrar um nível de navegação à altura daquilo que os nossos leitores encontram algures na Web, na hora em que esses dois gigantes afirmam o seu domínio e procuram captar o essencial do mercado publicitário.” (...)

 

O editorial de Jérôme Fenoglio, na íntegra, em Le Monde

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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