Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019
Media

"Le Figaro" aposta no vídeo com mais oferta e capacidade interactiva

O diário francês Le Figaro anunciou a subida a um novo patamar da sua aposta no vídeo online. A partir de Abril, o serviço Figaro Live será difundido em todos os suportes (fixo, móvel e tablet) e nas redes sociais em que o título está presente (Facebook, Twitter, Periscope, Instagram), passando da oferta on demand, já existente, a um fluxo constante, ao vivo, com muito mais escolhas e capacidade interactiva. A informação estará presente na forma de um noticiário de sete minutos todas as horas, das 9 às 19 dos dias úteis, e de outros serviços especiais.

Segundo notícia do próprio jornal, uma cobertura da actualidade "ao vivo" tem estado a ser testada desde Outubro, em grandes acontecimentos como as eleições presidenciais nos EUA e a guerra no Iraque, com fluxos noticiosos difundidos simultaneamente em lefigaro.fr, na aplicação Figaro e na sua página do Facebook

"A redacção já propôs, deste modo, mais de 330 emissões e 250 horas de directos interactivos com mais de 600 mil perguntas colocadas. Este sucesso é fruto de investimentos tecnológicos consequentes, programados ao longo de vários anos, e do recrutamento de três dezenas de pessoas até hoje. Quatro estúdios, um deles no coração da redacção do Figaro, estarão em breve operacionais na sede do grupo, em Paris." 

Nos três tipos de suporte acima citados, o site lefigaro.fr é consultado por 19 milhões de visitantes únicos por mês, segundo números recentes de Médiametrie. Pelo menos três milhões destes são "videonautas" habituais, e o objectivo é duplicar este número com o Figaro Live, que vai permitir todos os dias a transmissão de cinco a seis horas de vídeos, na sua maioria em directo.

 

 

Mais informação em Le Figaro e Le Monde

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Portugal entre os que menos pagam por jornalismo na Internet Ver galeria

“Em Portugal, o número de consumidores de notícias que pagam por jornalismo online baixou 2% em relação ao ano passado. Hoje são apenas 7% o total de leitores pagantes. Se considerarmos apenas os que têm uma assinatura recorrente, o número desce para 5%”, refere João Pedro Pereira, num artigo do jornal Público, intitulado “Quem Paga o Poder”.

O colunista lembra que após a massificação da Internet, ocorrida na década de 90, do século passado, começaram as quebras nas vendas de jornais e revistas. Os números do Instituto Nacional de Estatística, revelam que o número total de exemplares vendidos caiu 40% entre 2011 e 2017.

A grande quebra nas vendas de jornais foi acompanhada da redução, também drástica do segmento da publicidade, que, segundo o mesmo Instituto, caiu 41% entre 2008 e 2017.
O dilema dos conteúdos pagos como resposta à quebra de receitas Ver galeria

 

Num contexto de crise, o conteúdo pago ganha maior relevo, sendo considerado um mal necessário por muitos órgãos de comunicação social.  Mas será que é possível haver qualidade nos textos patrocinados? Esta é a questão levantada por Lívia Souza Vieira, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

A professora de jornalismo, cita The  New York Times e a revista The Atlantic, como exemplos de duas publicações de referência, onde esse passo para a qualidade parece ter sido dado.

O primeiro, quando publicou uma peça paga pela Netflix, sobre as particularidades do sistema prisional feminino, integrado numa campanha da série televisiva, “Orange is the new black”, que teve a vantagem de abordar um tema normalmente esquecido pelas agendas.

No segundo caso, salienta-se o facto de a publicação ter revisto e actualizado as regras e procedimentos para publicação de conteúdos pagos.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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