Terça-feira, 22 de Agosto, 2017
Media

"Le Figaro" aposta no vídeo com mais oferta e capacidade interactiva

O diário francês Le Figaro anunciou a subida a um novo patamar da sua aposta no vídeo online. A partir de Abril, o serviço Figaro Live será difundido em todos os suportes (fixo, móvel e tablet) e nas redes sociais em que o título está presente (Facebook, Twitter, Periscope, Instagram), passando da oferta on demand, já existente, a um fluxo constante, ao vivo, com muito mais escolhas e capacidade interactiva. A informação estará presente na forma de um noticiário de sete minutos todas as horas, das 9 às 19 dos dias úteis, e de outros serviços especiais.

Segundo notícia do próprio jornal, uma cobertura da actualidade "ao vivo" tem estado a ser testada desde Outubro, em grandes acontecimentos como as eleições presidenciais nos EUA e a guerra no Iraque, com fluxos noticiosos difundidos simultaneamente em lefigaro.fr, na aplicação Figaro e na sua página do Facebook

"A redacção já propôs, deste modo, mais de 330 emissões e 250 horas de directos interactivos com mais de 600 mil perguntas colocadas. Este sucesso é fruto de investimentos tecnológicos consequentes, programados ao longo de vários anos, e do recrutamento de três dezenas de pessoas até hoje. Quatro estúdios, um deles no coração da redacção do Figaro, estarão em breve operacionais na sede do grupo, em Paris." 

Nos três tipos de suporte acima citados, o site lefigaro.fr é consultado por 19 milhões de visitantes únicos por mês, segundo números recentes de Médiametrie. Pelo menos três milhões destes são "videonautas" habituais, e o objectivo é duplicar este número com o Figaro Live, que vai permitir todos os dias a transmissão de cinco a seis horas de vídeos, na sua maioria em directo.

 

 

Mais informação em Le Figaro e Le Monde

Connosco
Como a prometida liberdade em “rede social” nos trouxe à ditadura das notícias falsas Ver galeria

A história de como a Internet, depois de ter prometido dar voz e libertação a todos os marginalizados, desembocou na presente ditadura das fake news em “rede social”, é uma longa teia de ilusões aceitáveis e de equívocos pouco inocentes. O jornalista Marcelo Rech, presidente do Fórum Mundial de Editores, desfia esta narrativa num artigo extenso, mas de leitura indispensável. É melhor percebermos como chegámos até aqui. E, se pudermos, mantendo a atitude que ele escolheu como título  -  “Uma chance para o optimismo”.

Este artigo é o terceiro da série sobre o tema “Da pós-verdade ao risco da pós-imprensa”, no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Dois anos de notícias falsas, com duas plataformas chamadas à responsabilidade Ver galeria

A chamada “era de ouro das notícias falsas” não tem mais de dois anos, e está hoje bem documentada, pelo que vale a pena rever a sua história. É este o tema de um artigo do jornalista Nelson de Sá, da Folha de S. Paulo, que descreve o que se passou com o “duopólio” Google-Facebook  -  a sua inicial desvalorização do problema, as tentativas de auto-justificação, as primeiras medidas de controlo e o reconhecimento de que a estrutura de financiamento das grandes plataformas está edificada para premiar o que é “viral”, não o que é verdadeiro.

O Clube


O Clube Português de Imprensa fecha em Agosto para férias. E este site também. A partir de 31 de Julho e até 27 de Agosto não serão feitas as habituais actualizações diárias.

Em vésperas de fazermos esta pausa, e à semelhança do que já aconteceu no Verão passado, queremos agradecer aos jornalistas (e aos não jornalistas) pela sua preferência e que têm contribuído com as suas visitas regulares para alargar a audiência deste espaço, lançado há  menos de dois anos, com objectivo de constituir uma alternativa de informação e de reflexão sobre os jornalismo e os jornalistas, sem receio de problematizar as questões que hoje se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, tanto  às empresas editoriais como aos profissionais do sector.

São esses os conteúdos que privilegiamos, a par da cobertura das actividades do Clube, desde os ciclos de jantares-debate, em parceria com o CNC-Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o Jornal Tribuna de Macau; e ao Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, instituído pelo CNC, em conjunto com o CPI e a Europa Nostra .

No regresso prometemos mais novidades no Clube e no site. Boas Férias!   


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