null, 17 de Dezembro, 2017
Media

“The Times” cresce 200% após mudança de estratégia

O diário britânico The Times viu aumentar, no último ano, o número de subscrições em 200%. O crescimento verificou-se com uma mudança de estratégia que se traduziu em passar a publicar três edições online diárias: a primeira às 9 horas, outra às 12 e a última às 17 horas. Alan Hunter, responsável pela edição digital do The Times assegurava, há um ano, que já se tinham apercebido que os leitores não visitavam o site para ler as notícias de última hora porque há sítios como a BBC e o Twitter onde as podiam obter de forma gratuita. 

E perceberam, também, que a audiência procurava neles uma análise mais profunda dos temas. “As notícias de última hora converteram-se em mercadoria, e é difícil cobrar por ela. Acreditamos na força das edições digitais, refere este responsável.”

Graças ao sistema de publicação idealizado, a equipa de marketing planeia cuidadosamente as edições, com um enfoque mais prático, e decide, com a redacção, como vão escrever os artigos que conseguirão atrair mais para o registo no site, para o levarem a fazer uma subscrição e depois a conseguir fidelizá-los.

É tão importante conseguir novos subscritores como aumentar o compromisso com os que já existem. Por isso criaram uma linha telefónica permanente, que permite conhecer melhor os assinantes. O ideal é saber tanto sobre eles, que lhes possam enviar um e-mail com artigos exclusivos que estes ainda não tinham visto.

The Times começou a oferecer este verão registos gratuitos  – nome e e-mail  – para ler os artigos semanais e aproxima-se neste momento das 600.000 inscrições. O tipo de público que realiza estes registos é feminino e tem um perfil jovem . 


Mais informação em Media-tics

Connosco
Novo presidente da ERC abstém-se de comentar “dossier” Altice - TVI Ver galeria

Tomou posse, na Assembleia da República, o novo Conselho Regulador da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, tendo como presidente o juiz-conselheiro Sebastião Póvoas. Instado pelos jornalistas a pronunciar-se sobre a questão sensível da compra da Media Capital pela Altice, o magistrado afirmou: “Eu não conheço os dossiers, tomei agora posse; são dossiers complexos e eu venho de uma área em que só nos pronunciamos depois de ler, consultar, ouvir e estudar, e é assim que vou fazer.” O parecer que competia à ERC tornar público, sobre esta matéria, não chegou a ser dado por falta de acordo entre os três membros que estavam em funções até agora.

Sobre a “decadência das redacções”, a dúvida de ser jornalista Ver galeria

“A decadência das redações e a diminuição do número de alunos cursando jornalismo apontam na direção da extinção da profissão de repórter?” A pergunta é do jornalista brasileiro Carlos Wagner, que compara a situação que encontrou há 40 anos, quando começou a sua carreira de repórter de investigação, com aquela que hoje enfrentam os novos candidatos. Para a geração dos seus pais (a mãe opunha-se a que ele seguisse este caminho), “os jornalistas tinham fama de bêbados, boémios, comunistas e de ‘língua de lavadeira’.” Mas “a preocupação dos pais da geração de repórteres que entra na faculdade no próximo ano é se ainda existirá a profissão quando o filho acabar o curso”. No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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09:00 @ Cenjor,Lisboa
03
Jan
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Jan
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