Sexta-feira, 16 de Novembro, 2018
Media

“The Times” cresce 200% após mudança de estratégia

O diário britânico The Times viu aumentar, no último ano, o número de subscrições em 200%. O crescimento verificou-se com uma mudança de estratégia que se traduziu em passar a publicar três edições online diárias: a primeira às 9 horas, outra às 12 e a última às 17 horas. Alan Hunter, responsável pela edição digital do The Times assegurava, há um ano, que já se tinham apercebido que os leitores não visitavam o site para ler as notícias de última hora porque há sítios como a BBC e o Twitter onde as podiam obter de forma gratuita. 

E perceberam, também, que a audiência procurava neles uma análise mais profunda dos temas. “As notícias de última hora converteram-se em mercadoria, e é difícil cobrar por ela. Acreditamos na força das edições digitais, refere este responsável.”

Graças ao sistema de publicação idealizado, a equipa de marketing planeia cuidadosamente as edições, com um enfoque mais prático, e decide, com a redacção, como vão escrever os artigos que conseguirão atrair mais para o registo no site, para o levarem a fazer uma subscrição e depois a conseguir fidelizá-los.

É tão importante conseguir novos subscritores como aumentar o compromisso com os que já existem. Por isso criaram uma linha telefónica permanente, que permite conhecer melhor os assinantes. O ideal é saber tanto sobre eles, que lhes possam enviar um e-mail com artigos exclusivos que estes ainda não tinham visto.

The Times começou a oferecer este verão registos gratuitos  – nome e e-mail  – para ler os artigos semanais e aproxima-se neste momento das 600.000 inscrições. O tipo de público que realiza estes registos é feminino e tem um perfil jovem . 


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Guilherme d’Oliveira Martins, anfitrião da cerimónia, na qualidade de administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentou Bettany Hugues como “uma historiadora que dedicou os últimos vinte cinco anos à comunicação do passado”, não numa visão retrospectiva, mas sim com “uma leitura dinâmica das raízes, da História, do tempo, das culturas, dos encontros e desencontros, numa palavra: da complexidade”.

Graça Fonseca, ministra da Cultura, evocou a figura de Helena Vaz da Silva pelo seu “contributo de excepção para a cultura portuguesa, quer enquanto jornalista e escritora, quer na sua vertente mais institucional”, como Presidente da Comissão Nacional da UNESCO e à frente do Centro Nacional de Cultura.

Para Dinis de Abreu, que interveio na sua qualidade de Presidente do Clube Português de Imprensa, Bettany Hughes persegue, afinal, um objectivo em tudo idêntico ao que um dia Helena Vaz da Silva atribuiu aos seus escritos, resumindo-os como “pequenas pedras que vou semeando”:

“Sabe bem evocar o seu exemplo, numa época instável e amiúde caótica, onde a responsabilidade se dilui por entre sombras e vazios, ocupados por populismos e extremismos, de esquerda e de direita, que vicejam e agravam as incertezas” – disse.

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O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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Francisco Sarsfield Cabral
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