Quarta-feira, 16 de Agosto, 2017
Media

“The Times” cresce 200% após mudança de estratégia

O diário britânico The Times viu aumentar, no último ano, o número de subscrições em 200%. O crescimento verificou-se com uma mudança de estratégia que se traduziu em passar a publicar três edições online diárias: a primeira às 9 horas, outra às 12 e a última às 17 horas. Alan Hunter, responsável pela edição digital do The Times assegurava, há um ano, que já se tinham apercebido que os leitores não visitavam o site para ler as notícias de última hora porque há sítios como a BBC e o Twitter onde as podiam obter de forma gratuita. 

E perceberam, também, que a audiência procurava neles uma análise mais profunda dos temas. “As notícias de última hora converteram-se em mercadoria, e é difícil cobrar por ela. Acreditamos na força das edições digitais, refere este responsável.”

Graças ao sistema de publicação idealizado, a equipa de marketing planeia cuidadosamente as edições, com um enfoque mais prático, e decide, com a redacção, como vão escrever os artigos que conseguirão atrair mais para o registo no site, para o levarem a fazer uma subscrição e depois a conseguir fidelizá-los.

É tão importante conseguir novos subscritores como aumentar o compromisso com os que já existem. Por isso criaram uma linha telefónica permanente, que permite conhecer melhor os assinantes. O ideal é saber tanto sobre eles, que lhes possam enviar um e-mail com artigos exclusivos que estes ainda não tinham visto.

The Times começou a oferecer este verão registos gratuitos  – nome e e-mail  – para ler os artigos semanais e aproxima-se neste momento das 600.000 inscrições. O tipo de público que realiza estes registos é feminino e tem um perfil jovem . 


Mais informação em Media-tics

Connosco
Modos de combater a vigilância electrónica sobre jornalistas e as suas fontes Ver galeria

Jornalistas que tenham de trabalhar em ambientes autoritários tendem a ser alvo de vigilância electrónica. Muitos acabam por se adaptar e aceitá-la como um risco indesejado, mas inevitável na sua profissão. Ou podem tentar combatê-la. “Afinal de contas, ela ameaça a sua segurança, bem como das suas fontes, e constitui um ataque à liberdade de Imprensa e de expressão.” A reflexão é do jornalista mexicano Jorge Luis Sierra, perito em segurança digital, que adianta alguns conselhos práticos para casos destes. 

A avalancha da Internet atropelou a nossa capacidade de lidar com tantos dados Ver galeria

A grande revolução nas rotinas e normas do jornalismo foi-nos imposta, não pelo computador, mas pela Internet, quando “a avalancha informativa e as redes sociais virtuais atropelaram a capacidade das redacções processarem informações; (...) o volume cresceu em tal magnitude que se tornaram incapazes de lidar com tantos dados, factos e eventos”.

A “curadoria de notícias”, que parecia inerente ao trabalho de qualquer jornalista, tornou-se mais necessária do que nunca, mas, “como actividade lucrativa, só funciona em nichos especializados de informação”. É esta a reflexão de Carlos Castilho, ex-assessor da União Europeia para projectos de comunicação na América Central e membro da direcção do Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


O Clube Português de Imprensa fecha em Agosto para férias. E este site também. A partir de 31 de Julho e até 27 de Agosto não serão feitas as habituais actualizações diárias.

Em vésperas de fazermos esta pausa, e à semelhança do que já aconteceu no Verão passado, queremos agradecer aos jornalistas (e aos não jornalistas) pela sua preferência e que têm contribuído com as suas visitas regulares para alargar a audiência deste espaço, lançado há  menos de dois anos, com objectivo de constituir uma alternativa de informação e de reflexão sobre os jornalismo e os jornalistas, sem receio de problematizar as questões que hoje se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, tanto  às empresas editoriais como aos profissionais do sector.

São esses os conteúdos que privilegiamos, a par da cobertura das actividades do Clube, desde os ciclos de jantares-debate, em parceria com o CNC-Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o Jornal Tribuna de Macau; e ao Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, instituído pelo CNC, em conjunto com o CPI e a Europa Nostra .

No regresso prometemos mais novidades no Clube e no site. Boas Férias!   


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Opinião
Ser Jornalista
Dinis de Abreu

O jornalismo vive dias difíceis. O avanço no digital não compensa os jornais que fecham e as redacções que reduzem os quadros. Criou-se um sentimento de precariedade no oficio de jornalsita que ameaça a sua independência. Ou pior: que o coloca numa grande dependência perante as incertezas.

Uma comunicação mal comunicada
Francisco Sarsfield Cabral
A tragédia dos incêndios florestal tem evidenciado uma preocupante desorganização no seu combate. Essa desorganização também se manifesta no campo da comunicação social. A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) anunciou há dias que passaria a concentrar a informação sobre os fogos em dois “briefings” diários na sua sede em Carnaxide – um de manhã, outro...
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Fim de semana alucinante, sábado épico, jornada inédita. Muito se tem chamado a este 13 de maio, dia de Fátima, do Santo Padre, do anjo Vitória e do arcanjo Sobral. As notícias, as reportagens, os diretos. O frenesim tem sido imenso. Aliás já começou há uns dias. Amanhã, depois do nascer do sol, era bom que houvesse alguma reflexão sobre o que se passou. Será que tanta agitação na...
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