Quinta-feira, 19 de Outubro, 2017
Media

Complementaridade entre Imprensa física e digital proposta pela Presstalis

A revolução digital caminha no sentido da “desmaterialização” do texto impresso, que lemos agora em “páginas” que se acendem e apagam. Significa isto uma “guerra dos mundos” com desfecho de uma substituição do físico pelo virtual? Anne-Marie Couderc, Presidente de Presstalis, a grande distribuidora de Imprensa em França, entende que não, e propõe uma complementaridade, com modernização dos postos de venda, que devem ser “atraentes” e espaços de convívio pessoal.

O debate sobre estas questões parece interminável, para muitos, e inútil para outros. O desaparecimento do jornal em papel estaria já definido pelas leis da História como inevitável. Mas o comunicado da Presstalis  - anunciando o livro acabado de sair, de Anne-Marie Couderc -  diz que, embora os editores de Imprensa procurem “novos modelos económicos, tendo em conta os movimentos da nossa sociedade”, a verdade é que “a Imprensa em papel continua a ser uma realidade e proporciona aos mesmos editores o essencial dos seus recursos, em matéria de vendas”.

 

Intitulado “O Melhor dos dois Mundos – virtual e físico ao serviço da proximidade”, o livro é uma reflexão sobre uma causa que a autora não considera perdida nem derrotada, propondo antes um acordo de complementaridade, que Anne-Marie Couderc entende que tem futuro. A sua aposta parte da ideia de que a revolução digital, finalmente, reforça a nossa necessidade de proximidade.

 

Como diz uma rescenção do texto, “se o digital é uma ferramenta, a relação humana, fundada no contacto físico, é antes uma necessidade, um dado universal, uma das alavancas do comércio e da qualidade de vida”.

 

Mesmo os números não chegam para desvalorizar esta descrição como utópica. Anne-Marie Couderc explica que, “mesmo estando a baixar, a Imprensa física representa ainda uma realidade muito poderosa. Todos os dias, dez milhões de pessoas vão aos quiosques. E todos os anos 2,6 biliões de exemplares saem dos vendedores de jornais. É preciso fazer deles locais de vida e de convívio”. (...)

 

A Presstalis distribui todos os anos quatro mil títulos franceses e estrangeiros em 25 mil postos de venda espalhados por todo o território. O grupo assegura, igualmente, a exportação da Imprensa francesa para uma centena de países e a distribuição dos principais títulos da Imprensa estrangeira em França.

 

 

Mais informação na Presstalis e em Le Figaro, cuja entrevista com Anne-Marie Couderc pode ser escutada, em francês, neste vídeo

Connosco
“Floriram por Pessanha as rosas bravas, 150 anos depois” - a reportagem vencedora do Prémio de Jornalismo da Lusofonia Ver galeria

Um trabalho sobre Camilo Pessanha, no âmbito das comemorações  dos 150 anos do nascimento do poeta, assinado pela jornalista Sílvia Gonçalves ,  no jornal “Ponto Final” , foi distinguido com o Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído em parceria pelo Clube Português de Imprensa e pelo Jornal Tribuna de Macau.

Trata-se de uma reportagem com o título “Floriram por Pessanha  as rosas bravas, 150 anos depois”  que o júri, escolheu por unanimidade, realçando “a originalidade da abordagem e a forma como foi construída a narrativa” , reconhecendo que o texto “não se limitou a ser evocativo dos 150 anos de Camilo Pessanha,  contribuindo para o conhecimento do poeta e da sua relação estreita com a lusofonia”.

Isabel Mota abre em Outubro novo ciclo de jantares-debate Ver galeria

O novo ciclo de jantares-debate,  promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o  Grémio Literário, vai subordinar-se ao tema genérico “O estado do Estado;  Estado, Sociedade, Opções” e arranca no próximo dia 23 de Outubro, tendo Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, como oradora convidada.

Isabel Maria de Lucena Vasconcelos Cruz de Almeida Mota, de seu nome completo, nasceu em Lisboa, teve uma educação tradicional, uma adolescência pacata e  passou dois anos em Moçambique,  onde o pai foi colocado em missão.

Licenciou-se em Economia e Finanças, foi assistente no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa e  conselheira na Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia, em Bruxelas, tendo representado  Portugal em várias organizações multilaterais.

O Clube

O cineasta alemão Wim Wenders foi distinguido com o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, pelo seu contributo para a história multicultural da Europa e dos ideais europeus. Ao ser informado da decisão, Wim Wenders declarou que “a Europa é uma utopia em curso, construída, mais do que por qualquer outra coisa, pelo seu legado cultural”. A cerimónia de entrega do Prémio  - instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura, em cooperação com a “Europa Nostra” e o Clube Português de Imprensa -  terá lugar em 24 de Outubro de 2017, na Fundação Calouste Gulbenkian.


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