null, 25 de Junho, 2017
Media

"Sem os nossos conteúdos, Google e Facebook eram umas páginas amarelas"

No painel de encerramento da QSP Summit, na Exponor, o CEO do grupo Impresa, Francisco Pedro Balsemão, atacou os dois gigantes Google, e o Facebook, por estes absorverem a maior parte das receitas publicitárias, reclamando "transparência fiscal" e o pagamento dos direitos de autor.
“Tem de haver uma compensação justa” para que as empresas de media possam “investir mais nos conteúdos”, defendeu.

No mesmo painel, Francisco Pedro Balsemão mostrou a sua discordância quanto à distinção que se faz entre os media ditos tradicionais, que são vistos como os dinossauros, e os chamados novos media, referindo que “os media têm estado na linha da frente das alterações tecnológicas ou na adaptação dos seus conteúdos" ao novo paradigma.

“Sem os nossos conteúdos, Google e Facebook eram umas páginas amarelas com uns gatinhos a tocar piano”, considerou Francisco Pedro Balsemão.

Também a participar no painel, o CEO da Google Portugal, Bernardo Correia, referiu que o percurso a seguir deverá ser o de trabalhar em conjunto com os grupos de media portugueses “para colocar o conteúdo certo à frente do consumidor certo”, havendo margem para a “partilha do risco e das receitas”.

O gestor destacou ainda o papel do fundo do Google para o desenvolvimento de projectos digitais de informação, Digital News Initiative (DNI), que atribuiu 3,6 milhões de euros e que vai já na terceira ronda.

Apesar de não haver números oficiais, pensa-se que três quartos da publicidade digital em Portugal passem pela Google e pelo Facebook.


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Portugal aparece no segundo lugar entre os países europeus, logo a seguir à Finlândia, no índice de confiança nas notícias (ficando o Brasil entre os dois). A Finlândia atinge os 62%, Portugal chega aos 58%, e os países mais em baixo, Grécia e Coreia do Sul, ficam nos 23%. Estes são alguns números do Digital News Report 2017 do Reuters Institute, que sublinha no texto de sumário que “a revolução digital está cheia de contradições e excepções” e que as diferenças para cada país podem ser procuradas nas páginas que lhes são dedicadas, no desenvolvimento do relatório.

O Clube

 
O Prémio de Jornalismo da Lusofonia é a nova iniciativa promovida pelo Clube Português de Imprensa (CPI) em parceria com o Jornal Tribuna de Macau (JTM), no quadro das comorações que assinalam o 35º aniversário daquele diário de língua portuguesa em Macau.

Com o valor de 10 mil euros e periodicidade anual, o Prémio será atribuído por um Júri constituído por representantes do CPI, do JTM e por personalidades de reconhecido mérito na área do jornalismo ou que se tenham distinguido na defesa, divulgação ou ensino da Língua Portuguesa no Mundo.

Trata-se, pois, de um novo Prémio que, de acordo com o respectivo Regulamento (que inserimos noutro espaço deste site) se destina “a jornalistas e à Imprensa de Língua Portuguesa de todo o Mundo, em suporte papel ou digital”. 


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Há dias um jornalista que foi director de um  antigo jornal de referência, em acelerado processo de definhamento, interrogava-se sobre o futuro próximo da Imprensa em suporte de papel e profetizava , sem mencionar, que um dos diários nacionais “terá de tomar a traumática – talvez acertada, certamente inevitável -- decisão de fechar as edições em papel durante a semana, mantendo apenas as edições...
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Agenda
11
Jul
Exposição de Jornais Centenários em Bruxelas
09:00 @ Parlamento Europeu, Bruxelas
12
Jul
Curso de Verão “Jornalismo de Investigação”
09:00 @ Universidade Internacional Menéndez Pelayo, Santander
13
Jul
Westminster Media Forum
09:00 @ Central London, Londres
27
Jul
Festival de Jornalismos de Verão
09:00 @ Couthures, França