Sexta-feira, 15 de Dezembro, 2017
Media

O futuro da imprensa local passa por jornalismo personalizado

Afinal não está completamente perdido o jornalismo tradicional. Num mundo cada vez mais globalizado, leitores e anunciantes voltam a interessar-se pelas edições locais.

Já há novas impressoras que permitem imprimir jornais “à medida” e alguns periódicos locais que as utilizam, estão, por isso, a aumentar audiências.

Durante a 10 ª edição do Salón de Paris, dedicado à inovação no mundo da imprensa, foram apresentadas algumas novidades que representam a chave do futuro para esta indústria.

Há cerca de um ano, na pequena localidade francesa Avesnes-sur-Helpe, começou a funcionar a primeira impressora de dados variáveis do mundo, que permite realizar a mesma tiragem de  exemplares, com conteúdos diferentes entre si. 

Todos ficam a ganhar com esta evolução : o anunciante que beneficia de uma técnica própria no mundo digital , que é a geofocalização, e graças à qual pode fazer campanhas exclusivas para os consumidores que vivam nos arredores do seu negócio.

 

Por seu lado, o leitor pode optar,por exemplo, por quatro modelos do jornal L’Observateur , com conteúdos e secções que se adaptam aos seus gostos individuais.

 

O jornal do futuro terá menos páginas, mas todas serão uteis para o leitor. Terá impresso o nome do assinante e os anúncios serão dirigidos às suas preferências. Pode, ainda, dar-nos os parabéns ou recordar que um prazo está a acabar.

 

Ou seja, um jornal pode aproveitar os dados que obtém sobre os utilizadores do digital, para personalizar a sua edição no papel.

 

Um exemplo do sucesso dos periódicos hiperlocais é o britânico Your Local Paper. Este semanário, gratuito e independente, aumentou a sua tiragem de 23 para 24 mil exemplares para satisfazer a crescente procura dos leitores. E, apesar da tendência ser para reduzir o numero de páginas impressas, o YLP passou, recentemente, das 48 páginas iniciais para as 104.

 

Uma das estratégias foi a de dar prioridade a impressão. A edição online só está disponível um dia depois de ser distribuída a edição impressa.

 

O dono do jornal, Alan Taylo, assegura que os seus leitores gostam do formato do papel, que é cosido para ser de mais fácil manuseio, e valorizam os conteúdos hiperlocais que consideram bem escritos. Desta forma, tornou-se num dos poucos títulos que ainda crescem no Reino Unido.

 

Enquanto o The New York Times e o The Washington Post  querem converter-se em jornais cada vez mais globais, o futuro para os títulos pequenos está em personalizar publicidade e conteúdos.  Porque nem sempre os anunciantes querem chegar a grandes massas, mas sim ao cliente real. E este estará interessado em saber o que aconteceu no outro lado do mundo, mas mais ainda em ser informado sobre aconteceu à sua porta ou no seu bairro. 

Connosco
Novo presidente da ERC abstém-se de comentar “dossier” Altice - TVI Ver galeria

Tomou posse, na Assembleia da República, o novo Conselho Regulador da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, tendo como presidente o juiz-conselheiro Sebastião Póvoas. Instado pelos jornalistas a pronunciar-se sobre a questão sensível da compra da Media Capital pela Altice, o magistrado afirmou: “Eu não conheço os dossiers, tomei agora posse; são dossiers complexos e eu venho de uma área em que só nos pronunciamos depois de ler, consultar, ouvir e estudar, e é assim que vou fazer.” O parecer que competia à ERC tornar público, sobre esta matéria, não chegou a ser dado por falta de acordo entre os três membros que estavam em funções até agora.

O "jornalismo - espectáculo" que condena inocentes na praça pública Ver galeria

A investigação de suspeitos de qualquer conduta ilícita ou criminal é realizada pelas autoridades judiciais, que procuram provas para instrução de processo. Tendo conhecimento dessas condutas, também os meios de comunicação fazem a necessária investigação, para apuramento dos factos e posterior publicação. Uns e outros vão cruzar-se no mesmo terreno  - contidos, de ambos os lados, pelo cumprimento da lei e pela deontologia profissional. Mas o pior pode acontecer quando agentes da autoridade e repórteres se juntam para fazer “jornalismo do espectáculo”. A jornalista Nereide Beirão parte do ocorrido em 1994, com o caso que ficou conhecido como Escola Base, em São Paulo. Descreve o que sucedeu e acrescenta o exemplo de mais alguns casos da mesma natureza. No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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