Quinta-feira, 18 de Julho, 2019
Media

"Robots" baralham medição de audiências da publicidade digital

As novas tecnologias digitais permitem identificar, pela “pegada” que deixa o seu tráfego online, o perfil de cada consumidor. Logo, podem fornecer aos anunciantes interessados a possibilidade de adquirirem publicidade em tempo real, surpreendendo o utente com ofertas das coisas que de facto lhe interessam. Mas o rigor destes procedimentos é posto em causa por Miguel Ormaetxea, editor de Media-Tics, segundo o qual prometeram-nos o céu mas o resultado foi um inferno: “Todos mentem nas audiências, não há um sistema fiável de medição, estando todos contaminados pelos robots que alimentam a fraude.”

 

A sua indignação fundamenta-se num relatório da ANA – Association of National Advertisers, dos EUA, segundo o qual, afirma, “quase uma quarta parte dos anúncios de vídeos não são vistos por humanos, mas sim por robots”, e “este falso tráfego vai custar este ano aos anunciantes cerca de 6.300 milhões de dólares”. 

A acrescentar a esta fraude, o mercado da publicidade programática é dominado por “um duopólio, Google e Facebook, que ficam com a parte do leão e também com a das hienas”. 

A acusação fundamental de Miguel Ormaetxea é a de que o mercado do tráfego online “não está regulamentado”. E cita uma noticia muito recente sobre os problemas que o Google tem estado a encontrar:

“Uma investigação revelou que anúncios patrocinados por empresas como Sainbury’s e L’Oreal aparecem junto de conteúdos totalmente inapropriados, incluindo um pregador egípcio do islamismo radical. O Google apressou-se a pedir desculpas, mas vários anunciantes afirmaram já que deixam esta plataforma.” 

Quanto à falta de rigor dos instrumentos de medida das audiências, o autor afirma que, em Espanha, “os meios digitais vêem com bons olhos o processo que foi aberto pela AIMC – Asociación para la Investigación de Medios de Comunicación e o IAB – Interactive Advertising Bureau para encontrarem um novo medidor”.

 

Mais informação no texto original, em Media-Tics; a imagem é da infografia elaborada em 2014 pelo IAB de Espanha, para explicar o mecanismo da publicidade programática

Connosco
Confirma-se que as más notícias são as que correm mais depressa Ver galeria

Todos ouvimos alguma vez dizer, no início da profissão, que a aterragem segura de mil aviões não é notícia, mas o despenhamento de um só já passa a ser.
A classificação do que é “noticiável” teve sempre alguma preferência por esse lado negativo: “a guerra mais do que a paz, os crimes mais do que a segurança, o conflito mais do que o acordo”.

“Sabemos hoje que nem sempre a audiência segue estas escolhas; muitos encaram os noticiários como pouco mais do que uma fonte de irritação, impotência, ansiedade, stress  e um geral negativismo.”

Sabemos também que cresce a percentagem dos que já se recusam a “consumir” a informação jornalística dominante por terem esta mesma sensação.  

A reflexão inicial é de Joshua Benton, fundador e director do Nieman Journalism Lab, na Universidade de Harvard.

As questões “que incomodam” no Festival Internacional de Jornalismo Ver galeria

Jornalistas e gilets jaunes  tiveram, em Couthures, o seu frente-a-frente de revisão da matéria dada. Terminado o quarto Festival Internacional de Jornalismo, o jornal  Le Monde, seu organizador, conta agora, numa série de reportagens, o que se passou neste evento de Verão nas margens do rio Garonne  - e um dos pontos altos foi uma espécie de “Prós e Contras”, incluindo a sua grande-repórter Florence Aubenas, que encontrou a agressividade das ruas em Dezembro de 2018, mais Céline Pigalle, que chefia a redacção do canal BFM-TV, especialmente detestado pelos manifestantes, e do outro lado seis representantes assumidos do movimento, da região de Marmande.

O debate foi vivo, e a confrontação verbal, por vezes, agressiva. Houve também um esforço de esclarecimento e momentos de auto-crítica.  Depois do “julgamento” final, uma encenação com acusadores (o público), réus (os jornalistas), alguns reconhecendo-se culpados com “circunstâncias atenuantes”, outros assumindo o risco de “prisão perpétua”, a conclusão de uma participante:

“Ficam muito bem as boas decisões durante o Festival. Só que vocês vão esquecer durante onze meses, e voltam iguais para o ano que vem. Mas eu volto também e fico agradecida.”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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E lá se foi mais um daqueles Artistas geniais que tornam a existência humana mais suportável… Guillermo Mordillo era um daqueles raríssimos autores que não precisam de palavras para nos revelarem os aspectos mais evidentes, e também os mais escondidos, das nossas vidas – os alegres, os menos alegres, os cómicos, os ridículos, até os trágicos -- com um traço redondo, que dava aos seus bonecos uma vivacidade...
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“Fake news”, ontem e hoje
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Ago
Composição Fotográfica
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21
Ago
Edinburgh TV Festival
09:00 @ Edinburgo, Escócia
27
Ago
Digital Broadcast Media Convention
09:00 @ Lagos, Nigéria
16
Set