Terça-feira, 22 de Agosto, 2017
Media

Amazon disputa publicidade digital aos “media” tradicionais e às redes sociais

Os media tradicionais têm um novo concorrente de peso a disputar o bolo publicitário.

Trata-se da Amazon, que tem vindo a crescer de uma forma exponencial e a constituir um concorrente de respeito, não somente em relação à imprensa e audiovisuais como, igualmente, para as grandes plataformas Google e Facebook.

A sua opção estratégica, virada para a publicidade digital, coloca o gigante do e-commerce numa posição privilegiada para rentabilizar esse segmento, uma vez que, como assinala a revista Meios & Publicidade, é provavelmente a empresa que mais sabe sobre os hábitos de compra online e offline.

O Google e o Facebook, têm sido os dois grandes players da publicidade digital, mas com o aparecimento da Amazon no terreno terão de rever a sua estratégia.

A Amazon, como refere também o mesmo site electrónico, está a chegar directamente às marcas e continua a expandir a sua plataforma de marketing e a oferecer soluções de publicidade mais sofisticadas.

Verifica-se, assim, que o mercado da publicidade, com relevo para o digital, está a viver um período de grande agitação, devido à disputa aberta entre operadores com grande intervenção na internet.

Connosco
Como a prometida liberdade em “rede social” nos trouxe à ditadura das notícias falsas Ver galeria

A história de como a Internet, depois de ter prometido dar voz e libertação a todos os marginalizados, desembocou na presente ditadura das fake news em “rede social”, é uma longa teia de ilusões aceitáveis e de equívocos pouco inocentes. O jornalista Marcelo Rech, presidente do Fórum Mundial de Editores, desfia esta narrativa num artigo extenso, mas de leitura indispensável. É melhor percebermos como chegámos até aqui. E, se pudermos, mantendo a atitude que ele escolheu como título  -  “Uma chance para o optimismo”.

Este artigo é o terceiro da série sobre o tema “Da pós-verdade ao risco da pós-imprensa”, no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Dois anos de notícias falsas, com duas plataformas chamadas à responsabilidade Ver galeria

A chamada “era de ouro das notícias falsas” não tem mais de dois anos, e está hoje bem documentada, pelo que vale a pena rever a sua história. É este o tema de um artigo do jornalista Nelson de Sá, da Folha de S. Paulo, que descreve o que se passou com o “duopólio” Google-Facebook  -  a sua inicial desvalorização do problema, as tentativas de auto-justificação, as primeiras medidas de controlo e o reconhecimento de que a estrutura de financiamento das grandes plataformas está edificada para premiar o que é “viral”, não o que é verdadeiro.

O Clube


O Clube Português de Imprensa fecha em Agosto para férias. E este site também. A partir de 31 de Julho e até 27 de Agosto não serão feitas as habituais actualizações diárias.

Em vésperas de fazermos esta pausa, e à semelhança do que já aconteceu no Verão passado, queremos agradecer aos jornalistas (e aos não jornalistas) pela sua preferência e que têm contribuído com as suas visitas regulares para alargar a audiência deste espaço, lançado há  menos de dois anos, com objectivo de constituir uma alternativa de informação e de reflexão sobre os jornalismo e os jornalistas, sem receio de problematizar as questões que hoje se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, tanto  às empresas editoriais como aos profissionais do sector.

São esses os conteúdos que privilegiamos, a par da cobertura das actividades do Clube, desde os ciclos de jantares-debate, em parceria com o CNC-Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o Jornal Tribuna de Macau; e ao Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, instituído pelo CNC, em conjunto com o CPI e a Europa Nostra .

No regresso prometemos mais novidades no Clube e no site. Boas Férias!   


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Opinião
Ser Jornalista
Dinis de Abreu

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