Quarta-feira, 14 de Novembro, 2018
Media

Jornalistas latino-americanos criam revista colectiva global

Jornalistas de diferentes países criaram um novo meio a partir do qual pretendem dar uma “versão latino-americana do que acontece no mundo”.

A notícia surgiu publicada num artigo de Miriam Garcimartin no site media-tics, e refere que este projecto, a “Revista Late”, é um novo meio digital, lançado a 14 de Março em Bogotá, com a originalidade de não precisaR de redacção.

Seis jornalistas da Argentina, Equador, Chile, Colômbia, Cuba e México mantiveram durante meses conversações via Skype, para dar forma a esta iniciativa colectiva. 

No respectivo site é explicado que o Conselho Editorial, pediu aos editores um plano para servir como carta de apresentação da revista. Desta forma nasceu um manifesto, no qual explicam quais são os objectivos, dos quais se destacam:

 

O que é a ‘Late’?
-Uma revista que pretende retirar a narrativa e o monopólio da opinião de mercado. Que não quer impor uma narrativa única.

-Um contador e multiplicador de histórias “porque o mercado nos tem retirado a palavra".

-Um simulacro. Um palpitar essencial, porque há histórias que “estão prontas a serem contadas”.

-Um conversor de "lixo editorial" num colibri talhado em jade. Um criador de uma carta gourmet, que apresenta um menu de baixo valor nutritivo, num hotel de 5 estrelas.

-Os órfãos dos donos editorias e os desterrados das redacções, por necessidade..

 

O que não é a ‘Late’?
-Um meio que pretenda impor uma narrativa única da realidade.

-A voz de ninguém.

-Os herdeiros de García Márquez ;

-Parte de uma máquina multinacional de informação vazia e inútil, sujeia à ditadura do clic e à futilidade das estatísticas. Não fazemos jornalismo para ter em troca um centavo ou um like.

-Reféns de dinastias jornalísticas que sugerem adoptar uma posição politica particular.

-Porta-vozes de um poder fictício, que viaja em contramão do bem comum;

-Um meio de enriquecimento, sem enriquecer ninguém.

 

A revista inclui as secções Água, Ar, Fogo e Terra e um Quinto Elemento, que é composto por trabalhos de investigação que serão realizados em conjunto. A sua principal ferramenta é o texto, mas sendo digital, utilizará podcasts, vídeos, reportagens audiovisuais ou tecnologia cinematográfica.


O facto de não ter uma sede fisica, permite não estar em nenhum país, mas estar em todos. O contacto realiza-se através de videoconferência com a ambição de conseguir num ano, pelo menos, um colaborador em cada país latino-americano.


Quanto ao financiamento, pretendem criar quatro ou cinco formas distintas para obter receitas. Entre estas, está a Loja Late , e a Escola Late, que oferecerá um primeiro atelier online gratuito, mas a ideia, no futuro, é que esse conteúdo passe a ser pago.

”É um meio que quer ser rentável, não para um proprietário, mas para uma rede de profissionais,” afirmam os fundadores da revista.

 

 

Connosco
Agravam-se as ameças sobre os jornalistas na Europa Ver galeria

Jornalistas queimados em efígie, insultados e ameaçados, desacreditados pelos dirigentes dos seus próprios países. Processados, assaltados, alvo de ameaças de violação ou de morte, e em vários casos efectivamente assassinados. É este, hoje, o ambiente em que trabalham muitos jornalistas na Europa.

A organização Index on Censorship, com o apoio da Federação Europeia de Jornalistas, reuniu no relatório Mapping Media Freedom mais de três mil episódios de situações deste tipo, registadas desde Maio de 2004. A informação recolhida apresenta os jornalistas e os media onde trabalham como alvos de dirigentes políticos, empresas e mesmo o público em geral  -  mas algumas tendências principais são destacadas e apontadas neste trabalho. O objectivo é fornecer indicações úteis aos legisladores e a quantos desejem continuar a defender o ambiente favorável a uma Imprensa independente e pluralista.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

O Clube

Bettany Hughes, inglesa, historiadora, autora e também editora e apresentadora de programas de televisão e de rádio, é a vencedora do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018.

O Prémio pretende homenagear a personalidade excecional de Hughes, demonstrada repetidamente na sua maneira de comunicar o passado de forma popular e entusiasmante.

A cerimónia de atribuição do prémio terá lugar no dia 15 de novembro 2018 na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.


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