Quarta-feira, 16 de Janeiro, 2019
Prémio

Prémio Gabriel García Márquez aberto a jornalistas em português e espanhol

Estão abertas as candidaturas à quinta edição do Prémio Gabriel García Márquez de Jornalismo 2017, ao qual podem concorrer jornalistas que tenham publicado trabalhos em espanhol ou em português entre 1 de Abril de 2016 e 31 de Março de 2017, em qualquer formato ou suporte. Este galardão abrange quatro categorias: Texto, Imagem, Cobertura e Inovação. O prazo para inscrição termina a 17 de Maio.

Os vencedores das quatro categorias mencionadas receberão um prémio no valor de 33 milhões de pesos colombianos, além de um exemplar da escultura Gabriel, criada pelo artista António Caro. Os dois finalistas de cada categoria do concurso recebem um diploma e a importância de seis milhões de pesos.

O concurso é promovido pela Fundación Gabriel García Márquez para el Nuevo Periodismo Iberoamericano, com o apoio de uma parceria público-privada constituída pelo Município de Medellín e os grupos Bancolombia e SURA, com as suas filiais na América Latina. 

A informação que citamos é dada pela Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria, e cuja notícia inclui o link para a inscrição dos interessados.

 

Mais pormenores no regulamento do Prémio.

 

Connosco
Como os tablóides britânicos condicionaram debate sobre o Brexit Ver galeria

A Imprensa tablóide britânica tem uma longa tradição eurocéptica e eurofóbica, incluindo a promoção de várias “cruzadas” sobre “Euro-mitos” e o uso de títulos muitas vezes grosseiros. Jornais como The Daily Mail, o Sun ou The Daily Express, “foram muito activos a retratar o Reino Unido como vítima da conspiração ‘cosmopolítica’ de Bruxelas que, segundo alguns títulos, iria obrigar o Parlamento a banir as tradicionais cafeteiras ou lâmpadas eléctricas, ou obrigar as senhoras britânicas a devolverem antigos brinquedos sexuais, para se ajustarem às regras da UE”.

O modo como usaram e abusaram do termo “povo” desempenhou um papel crucial no modo como conseguiram “condicionar o debate sobre o referendo do Brexit em torno de dinâmicas tipicamente populistas”. A reflexão é de Franco Zappettini, docente de Comunicação e Media na Universidade de Liverpool, recentemente publicada no Observatório Europeu de Jornalismo.

Será o jornalismo o primeiro ou o segundo "rascunho da História"? Ver galeria

Segundo a citação tornada famosa, o jornalismo é apenas “o primeiro rascunho tosco da História”. Hoje, ultrapassado em velocidade e abundância de material por toda a desinformação que nos chega pela Internet, já nem isso consegue: o “primeiro rascunho”, agora, vem nas redes sociais, cheias de boatos e teorias de conspiração. E os nossos meios de fact-checking não conseguem ganhar a corrida.

“Fazer fact-checking a Donald Trump, por exemplo, é como ligar um detector de mentiras a um artista de stand-up comedy.”
E combater a desinformação pela Internet “é como disparar uma metralhadora contra um bando desordenado de pássaros.”

As imagens citadas são de James Harkin, director do Centre for Investigative Journalism, e a sua sugestão resume-se numa pergunta:

"Por que não tentarmos restaurar a nossa autoridade fazendo menos, mas com mais profundidade e contexto? O resultado seria um tipo mais lento de jornalismo, que assenta na acumulação de detalhes e aponta para as verdades escondidas por baixo. Esta nova abordagem ao jornalismo já está no ar e podemos chamar-lhe segundo rascunho."
O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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O caso da participação num programa matinal da TVI de um racista, já condenado e tendo cumprido pena de prisão, Mário Machado, suscitou polémica. Ainda bem, porque as questões em causa são importantes. Mas, como é costume, o debate rapidamente derivou para um confronto entre a esquerda indignada por se ter dado tempo de antena a um criminoso fascista e a direita defendendo a liberdade de expressão e a dualidade de...
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