Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

Mil e um truques na "indústria" da desinformação

Num artigo publicado no Le Monde, Adrien Sénécat descreve os métodos empregues pelos sites enganadores para difundir falsas informações, sem se ser apanhado.

Um exame detalhado de rumores feitos pelos descodificadores, quando foi lançado o Décodex, mostra que os artesãos da propaganda usam métodos cada vez mais hábeis:

A Máscara

No universo numérico onde a identificação das fontes de informação é difícil para o leitor, é simples criar sites ou plataformas com informação neutra, que servem de máscara insidiosa, e que misturam conteúdos inofensivos com propaganda ou falsas noticias.

 

Usurpação da identidade dos outros

Uma das técnicas correntes, é a de criar sites que usam o URL (identificação) de outro. Há também outos métodos de usurpação de identidade, como por exemplo o de usar endereços sem ser o do seu site, para publicar artigos nas redes sociais, fazendo-se passar por outro.

Podemos verificar se o site é original ao navegar nele ou usando a ferramenta Décodex.

 

Manipular factos e imagens

Está a ficar cada vez mais simples detectar informações falsas como por exemplo fotomontagens, citações inventadas, etc. Mas, alguns falsificadores tornaram-se mestres da manipulação …. É comum utilizar imagens verdadeiras fora do seu contexto para lhes dar outro sentido, e apoderar-se de histórias reais colocando-as fora das circunstâncias.

 

Ocultar propaganda em artigos inócuos

Outra dificuldade é a de, ao consultar um site que reúne conteúdos de várias fontes na sua maioria fiáveis, distinguir aquelas que podem ser enganosas.

 

Esconder erros

Para poder difundir informações falsas é fundamental manter a credibilidade e esconder os erros. Adrien Sénécat refere, no seu artigo, que verificou em alguns sites situações estranhas, nomeadamente, momentos em que parece que, ao mesmo tempo milhares de artigos são publicados, muitos outros são suprimidos logo após a sua publicação original.

 

Escapar a perseguições

Apesar de serem conhecidos por prestar falsas informações, alguns sites conseguem complicar o trabalho da justiça, graças às leis que estão em vigor.

 

No artigo completo publicado no Le Monde são descritos casos concretos das diversas situações aqui referidas.

 

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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