null, 17 de Dezembro, 2017
Media

Mil e um truques na "indústria" da desinformação

Num artigo publicado no Le Monde, Adrien Sénécat descreve os métodos empregues pelos sites enganadores para difundir falsas informações, sem se ser apanhado.

Um exame detalhado de rumores feitos pelos descodificadores, quando foi lançado o Décodex, mostra que os artesãos da propaganda usam métodos cada vez mais hábeis:

A Máscara

No universo numérico onde a identificação das fontes de informação é difícil para o leitor, é simples criar sites ou plataformas com informação neutra, que servem de máscara insidiosa, e que misturam conteúdos inofensivos com propaganda ou falsas noticias.

 

Usurpação da identidade dos outros

Uma das técnicas correntes, é a de criar sites que usam o URL (identificação) de outro. Há também outos métodos de usurpação de identidade, como por exemplo o de usar endereços sem ser o do seu site, para publicar artigos nas redes sociais, fazendo-se passar por outro.

Podemos verificar se o site é original ao navegar nele ou usando a ferramenta Décodex.

 

Manipular factos e imagens

Está a ficar cada vez mais simples detectar informações falsas como por exemplo fotomontagens, citações inventadas, etc. Mas, alguns falsificadores tornaram-se mestres da manipulação …. É comum utilizar imagens verdadeiras fora do seu contexto para lhes dar outro sentido, e apoderar-se de histórias reais colocando-as fora das circunstâncias.

 

Ocultar propaganda em artigos inócuos

Outra dificuldade é a de, ao consultar um site que reúne conteúdos de várias fontes na sua maioria fiáveis, distinguir aquelas que podem ser enganosas.

 

Esconder erros

Para poder difundir informações falsas é fundamental manter a credibilidade e esconder os erros. Adrien Sénécat refere, no seu artigo, que verificou em alguns sites situações estranhas, nomeadamente, momentos em que parece que, ao mesmo tempo milhares de artigos são publicados, muitos outros são suprimidos logo após a sua publicação original.

 

Escapar a perseguições

Apesar de serem conhecidos por prestar falsas informações, alguns sites conseguem complicar o trabalho da justiça, graças às leis que estão em vigor.

 

No artigo completo publicado no Le Monde são descritos casos concretos das diversas situações aqui referidas.

 

Connosco
Novo presidente da ERC abstém-se de comentar “dossier” Altice - TVI Ver galeria

Tomou posse, na Assembleia da República, o novo Conselho Regulador da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, tendo como presidente o juiz-conselheiro Sebastião Póvoas. Instado pelos jornalistas a pronunciar-se sobre a questão sensível da compra da Media Capital pela Altice, o magistrado afirmou: “Eu não conheço os dossiers, tomei agora posse; são dossiers complexos e eu venho de uma área em que só nos pronunciamos depois de ler, consultar, ouvir e estudar, e é assim que vou fazer.” O parecer que competia à ERC tornar público, sobre esta matéria, não chegou a ser dado por falta de acordo entre os três membros que estavam em funções até agora.

Sobre a “decadência das redacções”, a dúvida de ser jornalista Ver galeria

“A decadência das redações e a diminuição do número de alunos cursando jornalismo apontam na direção da extinção da profissão de repórter?” A pergunta é do jornalista brasileiro Carlos Wagner, que compara a situação que encontrou há 40 anos, quando começou a sua carreira de repórter de investigação, com aquela que hoje enfrentam os novos candidatos. Para a geração dos seus pais (a mãe opunha-se a que ele seguisse este caminho), “os jornalistas tinham fama de bêbados, boémios, comunistas e de ‘língua de lavadeira’.” Mas “a preocupação dos pais da geração de repórteres que entra na faculdade no próximo ano é se ainda existirá a profissão quando o filho acabar o curso”. No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Produção de Televisão
09:00 @ Cenjor,Lisboa
03
Jan
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Jan
CES 2017
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