null, 25 de Junho, 2017
Media

Projecto de lei alemão propõe multas pesadas para redes sociais com notícias falsas

A repressão das notícias falsas e do discurso de ódio assume novos contornos na Alemanha, onde o Governo apresentou um projecto de lei que prevê multas até 50 milhões de euros às redes sociais que consintam na proliferação destes conteúdos. Em declarações à Imprensa, o ministro da Justiça, Heiko Maas, afirmou que “muito pouco conteúdo criminal tem sido apagado, e não tem sido apagado de forma suficientemente rápida; o maior problema continua a ser o facto de as redes não levarem as queixas dos seus utilizadores suficientemente a sério”.

Segundo o Público, que aqui citamos, “esta proposta de Berlim é, aparentemente, a medida mais dura sugerida por um país europeu contra as empresas detentoras de redes sociais que servem de plataforma de divulgação de notícias, tais como o Twitter ou o Facebook”.

 

“A proposta de lei centra-se particularmente no discurso de ódio, que se tem espalhado pela Alemanha desde o início de uma política de portas abertas em relação aos refugiados por parte da chanceler Angela Merkel, e que ganha maior relevo em ano de eleições. No entanto, Maas diz que a legislação tem especial atenção à partilha de notícias falsas, principalmente as que forem caluniosas e difamatórias.”

 

 

“O prazo que as redes sociais têm para apagar frases de incitamento racista ou de ódio não passa das 24 horas. Isto para casos óbvios tais como: ‘Todos os judeus devem ser gaseados’, segundo o exemplo dado pelo ministro da Justiça germânico. Para casos menos flagrantes, o prazo pode ser estendido a sete dias.”

 

 

“Maas citou um estudo do organismo alemão para a protecção de menores, o Jugendschtuz, para afirmar que o Twitter eliminou 1% do conteúdo ilegal partilhado e o Facebook 39% quando, no ano passado, a percentagem se situava nos 46%. Já no Youtube, 90% das partilhas denunciadas foram apagadas.”

 

 

Mais informação no Público e no Jornal de Negócios; a notícia original é do Financial Times

Connosco
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Portugal aparece no segundo lugar entre os países europeus, logo a seguir à Finlândia, no índice de confiança nas notícias (ficando o Brasil entre os dois). A Finlândia atinge os 62%, Portugal chega aos 58%, e os países mais em baixo, Grécia e Coreia do Sul, ficam nos 23%. Estes são alguns números do Digital News Report 2017 do Reuters Institute, que sublinha no texto de sumário que “a revolução digital está cheia de contradições e excepções” e que as diferenças para cada país podem ser procuradas nas páginas que lhes são dedicadas, no desenvolvimento do relatório.

O Clube

 
O Prémio de Jornalismo da Lusofonia é a nova iniciativa promovida pelo Clube Português de Imprensa (CPI) em parceria com o Jornal Tribuna de Macau (JTM), no quadro das comorações que assinalam o 35º aniversário daquele diário de língua portuguesa em Macau.

Com o valor de 10 mil euros e periodicidade anual, o Prémio será atribuído por um Júri constituído por representantes do CPI, do JTM e por personalidades de reconhecido mérito na área do jornalismo ou que se tenham distinguido na defesa, divulgação ou ensino da Língua Portuguesa no Mundo.

Trata-se, pois, de um novo Prémio que, de acordo com o respectivo Regulamento (que inserimos noutro espaço deste site) se destina “a jornalistas e à Imprensa de Língua Portuguesa de todo o Mundo, em suporte papel ou digital”. 


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Exposição de Jornais Centenários em Bruxelas
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Curso de Verão “Jornalismo de Investigação”
09:00 @ Universidade Internacional Menéndez Pelayo, Santander
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Jul
Westminster Media Forum
09:00 @ Central London, Londres
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Jul
Festival de Jornalismos de Verão
09:00 @ Couthures, França