Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Mundo

Cientista criador da Web celebra aniversário da Rede e analisa riscos

Quase três décadas volvidas a história parece curta na sua dimensão, mas, para os que temos vivido as suas consequências, são um período cheio de conquistas, de surpresas e inquietações. Celebrando o 28º aniversário da fundação da World Wide Web, Sir Tim Berners-Lee, considerado o seu criador, aponta os três principais desafios que se põem ao funcionamento da Rede e à segurança dos seus utilizadores: a perda de privacidade, a desinformação e a propaganda política sem controlo ético. 

Em texto publicado no site da Fundação Web, o cientista “frisa que a propaganda política se tornou rapidamente numa indústria sofisticada, à custa da grande quantidade de dados pessoais disponíveis na rede, e alerta que as campanhas fazem-se cada vez mais através de anúncios personalizados dirigidos aos utilizadores”.  

Segundo o Público, que aqui citamos, “o problema é que há indícios de que alguns anúncios políticos  – nos Estados Unidos e em todo o mundo –  ‘estão a ser usados de forma anti-ética’, conduzindo os eleitores para sites de notícias falsas ou mantendo outros eleitores afastados das sondagens”. 

Tim Berners-Lee defende que é preciso maior transparência em relação aos algoritmos, “para perceber como é que são tomadas decisões importantes que afectam as nossas vidas e, eventualmente, criar um conjunto de princípios comuns que devem ser seguidos”. 

O primeiro risco para que chama a atenção decorre do facto de os cidadãos terem perdido o controlo em relação aos dados pessoais, dando como exemplo os sites que oferecem conteúdos de forma gratuita em troca do registo dos utilizadores. “É uma ‘armadilha’, avisa, deixar uma grande quantidade de dados espalhadas por companhias como a Google, o Facebook ou a Amazon, que controlam essa informação. O segundo risco tem a ver com a rapidez com que a desinformação e as notícias falsas se espalham através da rede”. 


 

O artigo original de Tim Berners-Lee, em cinco línguas, incluindo o Português

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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