Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019
Mundo

Cientista criador da Web celebra aniversário da Rede e analisa riscos

Quase três décadas volvidas a história parece curta na sua dimensão, mas, para os que temos vivido as suas consequências, são um período cheio de conquistas, de surpresas e inquietações. Celebrando o 28º aniversário da fundação da World Wide Web, Sir Tim Berners-Lee, considerado o seu criador, aponta os três principais desafios que se põem ao funcionamento da Rede e à segurança dos seus utilizadores: a perda de privacidade, a desinformação e a propaganda política sem controlo ético. 

Em texto publicado no site da Fundação Web, o cientista “frisa que a propaganda política se tornou rapidamente numa indústria sofisticada, à custa da grande quantidade de dados pessoais disponíveis na rede, e alerta que as campanhas fazem-se cada vez mais através de anúncios personalizados dirigidos aos utilizadores”.  

Segundo o Público, que aqui citamos, “o problema é que há indícios de que alguns anúncios políticos  – nos Estados Unidos e em todo o mundo –  ‘estão a ser usados de forma anti-ética’, conduzindo os eleitores para sites de notícias falsas ou mantendo outros eleitores afastados das sondagens”. 

Tim Berners-Lee defende que é preciso maior transparência em relação aos algoritmos, “para perceber como é que são tomadas decisões importantes que afectam as nossas vidas e, eventualmente, criar um conjunto de princípios comuns que devem ser seguidos”. 

O primeiro risco para que chama a atenção decorre do facto de os cidadãos terem perdido o controlo em relação aos dados pessoais, dando como exemplo os sites que oferecem conteúdos de forma gratuita em troca do registo dos utilizadores. “É uma ‘armadilha’, avisa, deixar uma grande quantidade de dados espalhadas por companhias como a Google, o Facebook ou a Amazon, que controlam essa informação. O segundo risco tem a ver com a rapidez com que a desinformação e as notícias falsas se espalham através da rede”. 


 

O artigo original de Tim Berners-Lee, em cinco línguas, incluindo o Português

Connosco
Portugal entre os que menos pagam por jornalismo na Internet Ver galeria

“Em Portugal, o número de consumidores de notícias que pagam por jornalismo online baixou 2% em relação ao ano passado. Hoje são apenas 7% o total de leitores pagantes. Se considerarmos apenas os que têm uma assinatura recorrente, o número desce para 5%”, refere João Pedro Pereira, num artigo do jornal Público, intitulado “Quem Paga o Poder”.

O colunista lembra que após a massificação da Internet, ocorrida na década de 90, do século passado, começaram as quebras nas vendas de jornais e revistas. Os números do Instituto Nacional de Estatística, revelam que o número total de exemplares vendidos caiu 40% entre 2011 e 2017.

A grande quebra nas vendas de jornais foi acompanhada da redução, também drástica do segmento da publicidade, que, segundo o mesmo Instituto, caiu 41% entre 2008 e 2017.
O dilema dos conteúdos pagos como resposta à quebra de receitas Ver galeria

 

Num contexto de crise, o conteúdo pago ganha maior relevo, sendo considerado um mal necessário por muitos órgãos de comunicação social.  Mas será que é possível haver qualidade nos textos patrocinados? Esta é a questão levantada por Lívia Souza Vieira, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

A professora de jornalismo, cita The  New York Times e a revista The Atlantic, como exemplos de duas publicações de referência, onde esse passo para a qualidade parece ter sido dado.

O primeiro, quando publicou uma peça paga pela Netflix, sobre as particularidades do sistema prisional feminino, integrado numa campanha da série televisiva, “Orange is the new black”, que teve a vantagem de abordar um tema normalmente esquecido pelas agendas.

No segundo caso, salienta-se o facto de a publicação ter revisto e actualizado as regras e procedimentos para publicação de conteúdos pagos.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


ver mais >
Opinião
O chamado “jornalismo de causas “  voltou a estar na moda. E sobram os temas:  a “emergência climática”,   assumida por António Guterres enquanto secretário geral da ONU,  numa capa caricata da “Time”;  o “feito” de uma adolescente nórdica,   que atravessou o Atlântico num veleiro de luxo -  a pretexto de assim  reduzir o impacto ambiental -, para participar...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
Uma das coisas em que a informação sobre o mercado publicitário português peca é na análise das contas que são ganhas pelas agências de meios aqui em Portugal. Volta e meia vejo notícias do género a marca X decidiu atribuir a sua conta de publicidade em Portugal à agência Y. Quando se vai a ver, o que aconteceu é que a marca internacional X decidiu num qualquer escritório em Londres, Paris ou Berlim,...
Agenda
19
Set
Local Media Fal(l) School
09:00 @ Covilhã
23
Set
Radio Broadcasters Convention of Southern Africa
09:00 @ Johannesburg, África do Sul
24
Set
Radio Show
09:00 @ Hilton Anatole, Dallas, EUA
07
Out