Quinta-feira, 19 de Outubro, 2017
Media

Noruegueses entendem ser vital para a democracia restaurar a confiança nos Media

Os principais grupos de media noruegueses estão a lançar uma campanha de sensibilização para explicar, num minuto, a importância do pluralismo e de um jornalismo independente e credível. Todas as empresas noticiosas foram convidadas a aderir e na sua maioria aceitaram participar, escrevendo textos de opinião que aparecem na forma de anúncios, em jornais impressos como digitais, e na forma de vídeos. Estes conteúdos são especialmente dirigidos aos estudantes, para os alertar sobre “o papel do jornalismo nas sociedades democráticas e a importância de uma Imprensa independente livre”.

Este esforço parte de uma cooperação entre o Tinius Trust (maior accionista do grupo Schibsted) e o Amedia-Trust (que detém o grupo Amedia). Ambos criaram uma base semi-acabada para as colunas dos jornais impressos e os anúncios e videos digitais, “para permitir aos editores e repórteres acrescentarem aí as suas contribuições”. 

Bernt Olufsen, que foi editor principal do diário de expansão nacional Verdens Gang e pertence à direcção da Ethical Journalism Network, diz que é vital para a democracia restaurar a confiança nos media: “Um jornalismo de alta qualidade, nos media, tem de tornar-se um certificado de credibilidade.”   

“Iniciativas como esta campanha vão ajudar-nos a avançar. Nos últimos dois ou três anos, os jornais nacionais, como os regionais e locais, têm estado a encolher. Foi enfraquecido o poder da reportagem independente. A informação que chega ao público brota na forma de fragmentos da realidade. A questão é com que tipo de jornalismo estaremos em 2020. É muito bom saber que os diferentes media e as empresas na Noruega estão a reunir forças para espalhar uma mensagem importante para a sociedade.”

 

A notícia original, na Ethical Journalism Network

Connosco
Relatório assinala em Espanha quebra do consumo de TV por assinatura Ver galeria

O consumo doméstico de televisão por assinatura em Espanha, no ano de 2016, foi de 14,5 euros por mês, por habitação, o que significa quase 21% do seu gasto total em tecnologias de informação e comunicação. Esta quantia é 6,5% inferior à de 2015, que se situava numa média de 15,4%. Os dados são do relatório La sociedad en red 2016, elaborado pelo Observatorio Nacional de las Tecnologías de la Sociedad de la Información (ONTSI).

As imagens e as palavras depois da tragédia Ver galeria

A tragédia causada pelos incêndios no centro e norte do País, neste domingo 15 de Outubro, já considerado “o pior dia do ano” em número de ocorrências (mais de 500), simultâneas ou consecutivas, é retratado nas primeiras páginas dos jornais de 17. Quase todos destacam os números das vítimas, somando as de agora às de Pedrógão. Os dois jornais que usam a mesma foto, de três mulheres junto de uma casa destruída, abraçando-se ao lado de uma menina, são também os que procuram as palavras fortes para caracterizar o ocorrido: “Imperdoável” (Correio da Manhã); “Cem mortes sem desculpa” (Jornal de Notícias). 

O Clube

Está formado o Júri que vai apreciar os trabalhos concorrentes ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído pelo Clube Português de Imprensa (CPI) e pelo Jornal Tribuna de Macau (JTM),  com o apoio da Fundação Jorge Álvares.

O Júri será presidido por Dinis de Abreu, em representação do CPI, e integrado pelos jornalistas José Rocha Diniz, fundador e administrador do Jornal Tribuna de Macau, José Carlos de Vasconcelos, director do JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares e por José António Silva Pires, também do CPI.


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