Terça-feira, 22 de Agosto, 2017
Media

Noruegueses entendem ser vital para a democracia restaurar a confiança nos Media

Os principais grupos de media noruegueses estão a lançar uma campanha de sensibilização para explicar, num minuto, a importância do pluralismo e de um jornalismo independente e credível. Todas as empresas noticiosas foram convidadas a aderir e na sua maioria aceitaram participar, escrevendo textos de opinião que aparecem na forma de anúncios, em jornais impressos como digitais, e na forma de vídeos. Estes conteúdos são especialmente dirigidos aos estudantes, para os alertar sobre “o papel do jornalismo nas sociedades democráticas e a importância de uma Imprensa independente livre”.

Este esforço parte de uma cooperação entre o Tinius Trust (maior accionista do grupo Schibsted) e o Amedia-Trust (que detém o grupo Amedia). Ambos criaram uma base semi-acabada para as colunas dos jornais impressos e os anúncios e videos digitais, “para permitir aos editores e repórteres acrescentarem aí as suas contribuições”. 

Bernt Olufsen, que foi editor principal do diário de expansão nacional Verdens Gang e pertence à direcção da Ethical Journalism Network, diz que é vital para a democracia restaurar a confiança nos media: “Um jornalismo de alta qualidade, nos media, tem de tornar-se um certificado de credibilidade.”   

“Iniciativas como esta campanha vão ajudar-nos a avançar. Nos últimos dois ou três anos, os jornais nacionais, como os regionais e locais, têm estado a encolher. Foi enfraquecido o poder da reportagem independente. A informação que chega ao público brota na forma de fragmentos da realidade. A questão é com que tipo de jornalismo estaremos em 2020. É muito bom saber que os diferentes media e as empresas na Noruega estão a reunir forças para espalhar uma mensagem importante para a sociedade.”

 

A notícia original, na Ethical Journalism Network

Connosco
Como a prometida liberdade em “rede social” nos trouxe à ditadura das notícias falsas Ver galeria

A história de como a Internet, depois de ter prometido dar voz e libertação a todos os marginalizados, desembocou na presente ditadura das fake news em “rede social”, é uma longa teia de ilusões aceitáveis e de equívocos pouco inocentes. O jornalista Marcelo Rech, presidente do Fórum Mundial de Editores, desfia esta narrativa num artigo extenso, mas de leitura indispensável. É melhor percebermos como chegámos até aqui. E, se pudermos, mantendo a atitude que ele escolheu como título  -  “Uma chance para o optimismo”.

Este artigo é o terceiro da série sobre o tema “Da pós-verdade ao risco da pós-imprensa”, no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Dois anos de notícias falsas, com duas plataformas chamadas à responsabilidade Ver galeria

A chamada “era de ouro das notícias falsas” não tem mais de dois anos, e está hoje bem documentada, pelo que vale a pena rever a sua história. É este o tema de um artigo do jornalista Nelson de Sá, da Folha de S. Paulo, que descreve o que se passou com o “duopólio” Google-Facebook  -  a sua inicial desvalorização do problema, as tentativas de auto-justificação, as primeiras medidas de controlo e o reconhecimento de que a estrutura de financiamento das grandes plataformas está edificada para premiar o que é “viral”, não o que é verdadeiro.

O Clube


O Clube Português de Imprensa fecha em Agosto para férias. E este site também. A partir de 31 de Julho e até 27 de Agosto não serão feitas as habituais actualizações diárias.

Em vésperas de fazermos esta pausa, e à semelhança do que já aconteceu no Verão passado, queremos agradecer aos jornalistas (e aos não jornalistas) pela sua preferência e que têm contribuído com as suas visitas regulares para alargar a audiência deste espaço, lançado há  menos de dois anos, com objectivo de constituir uma alternativa de informação e de reflexão sobre os jornalismo e os jornalistas, sem receio de problematizar as questões que hoje se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, tanto  às empresas editoriais como aos profissionais do sector.

São esses os conteúdos que privilegiamos, a par da cobertura das actividades do Clube, desde os ciclos de jantares-debate, em parceria com o CNC-Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o Jornal Tribuna de Macau; e ao Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, instituído pelo CNC, em conjunto com o CPI e a Europa Nostra .

No regresso prometemos mais novidades no Clube e no site. Boas Férias!   


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