Sexta-feira, 22 de Março, 2019
Media

Marcelo teve o dobro do “tempo de antena” de Cavaco ao fim de um ano de mandato

Completado o primeiro ano de mandato, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa já teve mais de mil horas de presença na TV, quase o dobro do que sucedeu com o seu antecessor, Cavaco Silva, no período homólogo do seu segundo mandato. Também na Imprensa, não houve um dia em que não fosse mencionado; na televisão, só não foi visto em sete dias, e na rádio não foi escutado em 37 dias. Estes números são de um estudo elaborado pela Cision e agora divulgado.

Segundo o referido trabalho, aqui citado da revista Meios & Publicidade, foram editadas durante este período, em Portugal, 118.247 notícias com referências ao actual Chefe do Estado.

Na televisão, meio que conhece bem e onde se sente à vontade, Marcelo Rebelo de Sousa gerou um total de 1.060 horas de emissão entre as várias estações. Na rádio, embora mais baixos, os números não deixam de ser significativos, com 208 horas de programação. 

“Também na Internet a presença de Marcelo Rebelo de Sousa foi uma constante. Só em Portugal, foram publicadas 52.280 peças informativas em que o seu nome foi mencionado. (...) Nos sites noticiosos internacionais monitorizados pela Cision, foram detectados quase 20 mil artigos (19.733, em concreto) com referências ao Chefe do Estado Português.” 

O objecto de análise deste estudo são todas as notícias mencionando Marcelo Rebelo de Sousa, veiculadas no espaço editorial português e internacional. O trabalho incide sobre o período decorrido entre os dias 9 de Março de 2016, data da tomada de posse de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República, e 6 Março de 2017.

Em Números:

Imprensa (Portugal)  – 18.342 artigos

TV (Portugal)  – 39.940 artigos

Rádio (Portugal)  – 7.685 artigos

Internet (Portugal)  – 52.280 artigos

Total (Portugal)  – 118.247 artigos

Horas TV (Portugal)  – 1.060 horas (44 dias e 3 horas)

Horas Rádio (Portugal)  – 208 horas (8 dias e 15 horas)

Internacional  – 19.733 artigos

 

Mais informação na Meios & Publicidade

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O jornalismo entre os "apóstolos da certeza" e a "política da dúvida" Ver galeria

Há uma grande diferença entre um jornalismo “de elite” e aquele que vive dependente do clickbait. Há uma grande diferença, temporal, entre o que se faz hoje e o que se fazia há poucos anos  - tratando-se de tecnologia digital, “o que aconteceu há cinco anos é história”. E há uma grande diferença entre entender o que está a acontecer aos jornalistas e entender o que os jornalistas acham que lhes está a acontecer.

A reflexão inicial é de C.W. Anderson, que se define como um etnógrafo dedicado a estudar o modo como o jornalismo está a mudar com o tempo. Foi co-autor, com Emily Bell e Clay Shirky, do Relatório do Jornalismo Pós-Industrial, em 2012, na Universidade de Columbia. O seu trabalho mais recente é Apóstolos da Certeza: Jornalismo de Dados e a Política da Dúvida, livro em que analisa como a ideia de jornalismo de dados mudou ao longo do tempo.

Cidadão dos EUA, C.W. Anderson é hoje professor na Escola de Jornalismo da Universidade de Leeds, no Reino Unido. A entrevista que aqui citamos foi publicada no Farol Jornalismo, do Medium, e reproduzida no Obervatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Onde os jornalistas revelam uma relação de amor-e-ódio com gravadores Ver galeria

Há jornalistas que fazem questão de dizer que nunca gravaram uma entrevista. Há os que não dispensam o seu gravador de som. Há os que gravam e “filmam” com o telemóvel, explicando que só o vídeo acrescenta a expressão facial.

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Matthew Kassel, um freelancer com obra publicada em The New York Times e The Wall Street Journal, interessou-se por esta questão e reuniu os depoimentos de 18 jornalistas sobre os vários lados da questão.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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