Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

Jornal gratuito “Metro” tornou-se o mais lido no Reino Unido

Desde o inicio do debate sobre o Brexit que os jornais britânicos têm vindo a ser acusados de tomar partido nesta matéria politica. No entanto -  como refere Miriam Garcimartin num artigo publicado no site media-tics - há, pelo menos, um jornal que se mantém neutro, e que por isso tem tido maior audiência.

O Metro já ultrapassou o The Sun, sendo actualmente o diário impresso mais lido no Reino Unido. O jornal gratuito regista 10.4 milhões de leitores por mês, enquanto que o tabloide se ficou pelos 10,1 milhões.

No entanto, se somarmos a internet e o papel, é o The Daily Mail que alcança maior número de leitores, com 29 milhões por mês, seguido pelo The Sun, com 26,2 milhões. Já o The Guardian desceu para quarto lugar por causa da quebra de audiências no digital.

O Metro tornou-se um jornal atraente por ter sido o único a manter-se neutro nas grandes questões politicas; não inclui nas suas páginas artigos de opinião e não toma partido por nenhuma das opções, apesar de o editor do Grupo, Paul Dacre, ser um convicto defensor da esquerda britânica.

O diário é distribuído em várias cidades e junto de um publico mais jovem e liberal. A sua filosofia é a de manter os cidadãos informados, para que sejam eles a tomar as suas decisões.

Apesar da subida de audiências do Metro, houve uma diminuição de 9% no número de leitores, enquanto que os outros títulos do Grupo, The Daily Mail e The Mail on Sunday, apresentaram apenas uma descida de 3%.

A diferença nas receitas também é enorme: 65 milhões de libras no gratuito e 484 milhões nos pagos, e é provocada pela diminuição da publicidade nos suportes impressos, bem como por a libra mais fraca e pela subida do custo do papel.

 

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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