Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

Jovens americanos confiam mais nas redes sociais do que nos media

Um estudo sobre aquilo que os leitores consideram ser notícia, realizado entre jovens nos Estados Unidos, define uma área muito larga, onde cabem não só os textos dos órgãos de informação tradicionais, como a informação que é partilhada nas redes sociais e a produzida pelos próprios utilizadores. Vários dos inquiridos declaram ter conhecimento de muitas notícias, em primeiro lugar, pelo Facebook, havendo consenso sobre uma “falta de confiança colectiva nos meios de informação”.

Segundo o Público, que aqui citamos, os jovens estão a ler “mais notícias do que nunca”, sem as procurarem, mas encontrando-as nas redes sociais que frequentam, maioritariamente o Facebook.

 

Sobre a falta de confiança nos media tradicionais, uma das jovens mencionadas no relatório diz: “Mesmo que seja factual, pode estar corrompido.”

 

Mas entre os jovens participantes há também os que “tendem a confiar mais em órgãos específicos e costumam verificar frequentemente várias fontes de informação em assuntos que estejam a seguir”, além dos que se mostram “preocupados pelos algoritmos que controlam o feed de notícias do Facebook”.

 

“Os participantes disseram que tendem a confiar em vídeos de manifestantes ou participantes num determinado evento, mais do que a cobertura noticiosa feita pelos meios de comunicação tradicionais.”

 

Sobre este ponto, o relatório descreve o argumento de um jovem que acha mais provável que o vídeo noticioso de um órgão de comunicação seja “adulterado” intencionalmente, do que um outro feito por um cidadão que simplesmente o realiza e o coloca online.

 

“Em situações em que há uma disputa pela forma como os eventos aconteceram, o vídeo é visto como uma forma poderosa (ainda que imperfeita) de desafiar a cobertura feita por órgãos de comunicação tradicionais de eventos controversos”, lê-se no relatório.

 

 

 

Mais informação no Público e no texto original, do NiemanLab

 

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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