Sexta-feira, 15 de Dezembro, 2017
Media

Jovens americanos confiam mais nas redes sociais do que nos media

Um estudo sobre aquilo que os leitores consideram ser notícia, realizado entre jovens nos Estados Unidos, define uma área muito larga, onde cabem não só os textos dos órgãos de informação tradicionais, como a informação que é partilhada nas redes sociais e a produzida pelos próprios utilizadores. Vários dos inquiridos declaram ter conhecimento de muitas notícias, em primeiro lugar, pelo Facebook, havendo consenso sobre uma “falta de confiança colectiva nos meios de informação”.

Segundo o Público, que aqui citamos, os jovens estão a ler “mais notícias do que nunca”, sem as procurarem, mas encontrando-as nas redes sociais que frequentam, maioritariamente o Facebook.

 

Sobre a falta de confiança nos media tradicionais, uma das jovens mencionadas no relatório diz: “Mesmo que seja factual, pode estar corrompido.”

 

Mas entre os jovens participantes há também os que “tendem a confiar mais em órgãos específicos e costumam verificar frequentemente várias fontes de informação em assuntos que estejam a seguir”, além dos que se mostram “preocupados pelos algoritmos que controlam o feed de notícias do Facebook”.

 

“Os participantes disseram que tendem a confiar em vídeos de manifestantes ou participantes num determinado evento, mais do que a cobertura noticiosa feita pelos meios de comunicação tradicionais.”

 

Sobre este ponto, o relatório descreve o argumento de um jovem que acha mais provável que o vídeo noticioso de um órgão de comunicação seja “adulterado” intencionalmente, do que um outro feito por um cidadão que simplesmente o realiza e o coloca online.

 

“Em situações em que há uma disputa pela forma como os eventos aconteceram, o vídeo é visto como uma forma poderosa (ainda que imperfeita) de desafiar a cobertura feita por órgãos de comunicação tradicionais de eventos controversos”, lê-se no relatório.

 

 

 

Mais informação no Público e no texto original, do NiemanLab

 

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site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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