Quinta-feira, 4 de Junho, 2020
Media

Editor do "Breitbart News" abre polémica no Pulitzer Hall

Um dos editores de Breitbart News  - o site de direita cujo principal fundador, Steve Bannon, é hoje conselheiro especial de Donald Trump -  acusou os grandes meios noticiosos de referência nos EUA de praticarem um jornalismo de preconceito e inexactidão. “A verdadeira ameaça à confiança do público nos media são todas estas falsas histórias que os nossos colegas têm produzido. Eu não acho que estejam a ler muitas notícias falsas no Breitbart.”

John Carney, o novo editor de economia do referido site, fez estas afirmações no Pulitzer Hall da Escola de pós-graduação em Jornalismo da Columbia University, na qualidade de convidado para um painel organizado pela Columbia Journalism Review, The Guardian e a agência Reuters. Com ele encontravam-se jornalistas do New York Times, The Guardian, da CNN e The New Yorker, para debaterem o futuro do jornalismo na era de Trump. 

A sua descrição da linha editorial do Breitbart é “nacionalista de centro-direita”, uma certa distância em relação ao título de Alt-right, que lhe fora atribuído pelo próprio Steve Bannon. A sua atitude em relação à Imprensa tradicional de referência foi de desafio explícito: 

“Vocês acham que têm gente suficiente, nas vossas empresas noticiosas, que compreenda e simpatize com a visão do mundo de Trump? Ou acham que têm sobretudo pessoas que encaram o ponto de vista de Trump, não só errado como também maléfico?” 

Elisabeth Bumiller, directora da delegação do New York Times em Washington, respondeu quase instantaneamente: “Você tem gente suficiente, na sua empresa, que discorde do ponto de vista de Trump?” 

David Uberti, o autor desta notícia na Columbia Journalism Review, procurou, à saída, John Carney, para lhe agradecer “ter-se aventurado a entrar na ‘cova dos leões’ do jornalismo de elite”  - o Pullitzer Hall -  e por “ter defendido o que muitos, nesta sala, consideravam uma publicação indefensável”. 

“Ele respondeu que a antipatia tornava ainda mais importante, para si, o facto de ter vindo.” 


A notícia original, na íntegra, na CJR

Connosco
O paradoxo no Brasil entre a ética jornalística e a ética empresarial Ver galeria

Os jornalistas brasileiros estão a ser confrontados com novos obstáculos, impostos à profissão pela Covid-19. É o caso teletrabalho,  que veio alterar, profundamente, o “modus operandi” das redacções e da investigação jornalística. 

Há, contudo, outras questões, ainda mais preocupantes, a serem discutidas por estes profissionais, como é o caso da ética jornalística, reiterou Silvia Meirelles Leite num artigo publicado na revista “objETHOS” e reproduzido no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

De acordo com a autora, enquanto os jornalistas continuam a desempenhar as suas funções e a manter a população informada, as empresas detentoras dos “media” têm de garantir apoios financeiros.

Isto leva a que, não raramente, a televisão pública seja obrigada a suprimir certas peças jornalísticas. Caso contrário, este serviço deixaria de receber financiamento governamental.

A cobertura do coronavírus reforçou a credibilidade jornalística Ver galeria

A pandemia de Covid-19 afectou praticamente todos os sectores da sociedade e influenciou a vida dos cidadãos, um pouco por todo o mundo.

Assim, os jornalistas têm vindo a assumir um papel essencial, mantendo a  população informada sobre os impactos da doença, bem como sobre as suas mutações.

Desta forma, os “media” tradicionais voltaram a merecer a atenção e “lealdade” do público, que deixou de informar-se através das redes sociais que são, tendencialmente, uma plataforma de desinformação,

considerou o jornalista Michel Ribeiro num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Perante a actual crise sanitária, recorda o autor, o jornalismo televisivo conquistou uma audiência significativa e os jornais “online” registaram um tráfego sem precedentes. Da mesma forma, mais consumidores decidiram assinar fontes de informação fidedignas e ouvir rádio para se manterem informados.

O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


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Opinião
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Agenda
15
Jun
Jornalismo Empreendedor
18:30 @ Cenjor
17
Jun
Congresso Mundial de "Media"
10:00 @ Saragoça
18
Jun
Stereo and Immersive Media 2020
09:30 @ Universidade Lusófona
22
Jun
15
Out
II Conferência Internacional - História do Jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas