null, 26 de Maio, 2019
Media

Jornais de referência sobem com assinantes que procuram informação de qualidade

Em tempo de pós-verdade, os leitores começam a aperceber-se que os conteúdos não conferidos, publicados nas redes sociais, contaminam a informação.

Por isso, passaram a escolher marcas de qualidade, o que se pode verificar se tivermos em conta os dados de alguns dos jornais diários de referência dos Estados Unidos - o New York Times, por exemplo, captou 267 mil  novos subscritores no quarto trimestre de 2016 (a maioria, após a vitória de Trump, nas eleições de Novembro).

Por outro lado, o Washington Post cresceu 75% em 2016. E, em Janeiro deste ano, viu aumentar em 30%  o número dos seus subscritores. Já, o Wall Street Journal progrediu cerca de 110 mil  subscritores nos últimos meses, tendo alcançado já um milhão de assinantes no digital.

Alguns analistas, veêm, por detrás destes números, uma reacção dos leitores, à enorme quantidade de noticias falsas, que se “materializaram” com o Brexit e Donald Trump…

Os media  encontram nesta análise uma possível “tábua de salvação” para os seus negócios, uma vez que as vendas de publicidade em suporte papel tem estado em queda.
Em  2016, esse fenómeno quase todos os jornais de referência. Os dados são elucidativos: quebras de receita de 20%  no New York Times, 15% no USA Today , 29%  no News Corporation, 20% no Wall Street Journal e 12% em média na imprensa australiana..Também o Financial Times, o Los Angeles Times e o Chicago Tribuner registaram diminuição nas receitas..

 

E o pior, é que a tendência detectada continua a ser negativa. De acordo com o relatório da  Magna Global, a aquisição de espaço publicitario nos jornais em papel, continuará em plano inclinado até 2021.

 

Leia aqui o artigo completo do media-tics.com

Connosco
Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens Ver galeria

Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve" Ver galeria

O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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