null, 17 de Novembro, 2019
Media

Relatório do OberCom analisa dinâmicas dos utilizadores de sites da Internet

Foi divulgado pelo OberCom – Observatório da Comunicação, e encontra-se acessível no respectivo site, o Relatório intitulado “Notícias, Fake News e a Participação Online”, que estuda as dinâmicas dos utilizadores de Internet no que se refere às redes sociais e sua influência, tanto na participação cívica e pública como nas práticas de leitura informativa. Pretende também compreender a participação em processos de mobilização social em Portugal, “em casos como o do movimento ‘Geração à Rasca’ e de protestos anti-austeridade”.

No seu sumário executivo, o Relatório começa por actualizar alguns números: 

“Dos utilizadores que consultam notícias online, cerca de 70% acedem a novas notícias via redes sociais. Comparando o uso geral com o ler, assistir ou partilhar notícias, tem-se que o Facebook, para além de se estabelecer como a rede social mais utilizada no geral (89,9%), é também a rede onde são partilhadas mais notícias (75,8%) por parte de utilizadores que consultam notícias online. Dos indivíduos que consideram notícias sobre política nacional um género noticioso importante, quase 45% actualizam-nas através das redes sociais.” (...) 

“Apesar da mudança de paradigma, não é a prioridade política ou interventiva o que faz com que a grande maioria dos indivíduos utilize redes sociais, o que, de uma forma geral, secundariza estes temas, não se podendo portanto afirmar que a Internet se tenha tornado o espaço ideal para uma democracia deliberativa.” (...) 

Na parte 2 da Análise de Resultados, este Relatório aborda “a relação entre informação noticiosa nas redes sociais e a teoria do pós-facto, que se baseia na utilização de argumentos políticos mais ligados à dimensão emocional do que à racional ou argumentativa, e para os quais as provas de refutação são ignoradas. A ambiguidade dos media e a constante vaga de informação diária promovem esta relação delicada entre o jornalismo político comprovadamente factual e o que é tido como verdade”. (...) 

A partir da parte 3, este estudo confirma também que “o espaço web foi o factor distintivo de manifestações como a ‘Geração à Rasca’ ou os protestos anti-austeridade, iniciados em blogs e redes sociais como o Facebook”. (...) 

O Relatório da OberCom foi trabalhado com base em dados coligidos de inquéritos da ERC  - Entidade Reguladora para a Comunicação Social (2015 e 2016) e do projeto Sociedade em Rede (2004 e 2013).

 

O texto completo do Relatório, no site do OberCom

Connosco
Centro Báltico ensaia novos modelos para o jornalismo investigativo Ver galeria

Um dos principais actores no campo do jornalismo colaborativo no Báltico é o Re:Baltica – Centro Báltico para a Investigação do Jornalismo de Investigação. O projecto está sediado na capital da Letónia, Riga, e foi criado há oito anos, introduzindo duas ideias inovadoras para a prática do jornalismo na região.

O Centro realiza pesquisas e cria uma história e, posteriormente, fornece-a, a título gratuito, aos meios de comunicação. Em segundo lugar, adoptou um novo modelo de negócio, que depende principalmente de doações e concessões.

O Observatório Europeu de Jornalismo falou recentemente com Inga Springe, questionando-a sobre o trabalho quotidiano de uma organização de comunicação social, sem fins lucrativos, e os desafios que actualmente enfrenta.

Springe defende que que o problema não é o das pessoas lerem o jornal "certo" ou "errado". O problema é não lerem os media tradicionais. Esse foi o motivo que a levou a impulsionar com o projecto Re:Baltica Light e várias reportagens sob a rubrica #StarpCitu (#ByTheWay), disponíveis no YouTube e no Facebook.

Um artigo sobre a organização foi publicado, pela primeira vez, no site do Observatório Europeu de Jornalismo e reproduzido no site da GIJN, do qual a Re:Baltica é membro.

O “LeKiosk” muda para “Cafeyn” e alarga oferta a assinantes Ver galeria

O serviço de notícias LeKiosk mudou de nome para Cafeyn e passou a apresentar-se como um serviço de streaming de informações. O quiosque digital permite a consulta de mais de mil títulos de imprensa francesa e internacional por 9,99 euros por mês.

A mudança de nome e de visual têm como objectivo atrair um público mais numeroso e fazer frente à Apple News+.

De salientar que a alteração da designação é, também, explicada por uma batalha jurídica, iniciada em 2012, entre LeKiosk Monkiosque.fr, publicada pelo Grupo Toutabo.

O departamento de propriedade intelectual da União Europeia decidiu, em Março, que havia um risco de confusão para o público, e que a Toutabo tinha registado a sua marca antes da LeKiosk.

Cafeyn tem, atualmente, cerca de um milhão de utilizadores activos por mês, em comparação com os 200 mil em 2017, que lêem uma média de 15 revistas diferentes. A maior parte destes assinantes foram obtidos através de operadores de telecomunicações, como a Bouygues Telecom e a Free, que oferecem o acesso a alguns dos seus clientes.

Isto permitiu à empresa aumentar o seu volume de negócios, que quintuplicou em três anos.

Em breve deverão ser anunciadas parcerias internacionais.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
A “tabloidizacão” dos media portugueses parece imparável, com as televisões na dianteira, privadas e pública, sejam os canais generalistas ou temáticos. A obsessão pelos “casos” que puxem ao drama, ao pasmo ou à lágrima, tomou conta dos telejornais e da Imprensa. A frenética disputa das audiências nas TVs e a queda continuada das vendas nos jornais são, normalmente, apontadas...
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
Agenda
19
Nov
Connections Europe
09:00 @ Marriott Hotel, Amsterdão
19
Nov
19
Nov
Dia da Comunicação
10:00 @ Teatro Tivoli
21
Nov