Segunda-feira, 20 de Janeiro, 2020
Media

Relatório do OberCom analisa dinâmicas dos utilizadores de sites da Internet

Foi divulgado pelo OberCom – Observatório da Comunicação, e encontra-se acessível no respectivo site, o Relatório intitulado “Notícias, Fake News e a Participação Online”, que estuda as dinâmicas dos utilizadores de Internet no que se refere às redes sociais e sua influência, tanto na participação cívica e pública como nas práticas de leitura informativa. Pretende também compreender a participação em processos de mobilização social em Portugal, “em casos como o do movimento ‘Geração à Rasca’ e de protestos anti-austeridade”.

No seu sumário executivo, o Relatório começa por actualizar alguns números: 

“Dos utilizadores que consultam notícias online, cerca de 70% acedem a novas notícias via redes sociais. Comparando o uso geral com o ler, assistir ou partilhar notícias, tem-se que o Facebook, para além de se estabelecer como a rede social mais utilizada no geral (89,9%), é também a rede onde são partilhadas mais notícias (75,8%) por parte de utilizadores que consultam notícias online. Dos indivíduos que consideram notícias sobre política nacional um género noticioso importante, quase 45% actualizam-nas através das redes sociais.” (...) 

“Apesar da mudança de paradigma, não é a prioridade política ou interventiva o que faz com que a grande maioria dos indivíduos utilize redes sociais, o que, de uma forma geral, secundariza estes temas, não se podendo portanto afirmar que a Internet se tenha tornado o espaço ideal para uma democracia deliberativa.” (...) 

Na parte 2 da Análise de Resultados, este Relatório aborda “a relação entre informação noticiosa nas redes sociais e a teoria do pós-facto, que se baseia na utilização de argumentos políticos mais ligados à dimensão emocional do que à racional ou argumentativa, e para os quais as provas de refutação são ignoradas. A ambiguidade dos media e a constante vaga de informação diária promovem esta relação delicada entre o jornalismo político comprovadamente factual e o que é tido como verdade”. (...) 

A partir da parte 3, este estudo confirma também que “o espaço web foi o factor distintivo de manifestações como a ‘Geração à Rasca’ ou os protestos anti-austeridade, iniciados em blogs e redes sociais como o Facebook”. (...) 

O Relatório da OberCom foi trabalhado com base em dados coligidos de inquéritos da ERC  - Entidade Reguladora para a Comunicação Social (2015 e 2016) e do projeto Sociedade em Rede (2004 e 2013).

 

O texto completo do Relatório, no site do OberCom

Connosco
Novas ferramentas para gerir os "media online" Ver galeria

O Instituto Internacional de Imprensa (IPI) divulgou uma nova ferramenta para moderadores online dos media lidarem com situações de abuso que ocorrem nas redes sociais. 

As ferramentas e estratégias para gerir os debates no Facebook e no Twitter fazem parte da plataforma do IPI Newsrooms Ontheline, que reúne várias sugestões sobre como combater o assédio online contra jornalistas.

O objectivo é explicar de que forma os moderadores podem gerir as redes sociais e como devem aplicar essas ferramentas, bem como as opções disponíveis pelas próprias plataformas das redes, de forma a conseguirem dar resposta ao abuso online e às ameaças contra os media e jornalistas individuais.
As medidas definidas são o resultado de várias entrevistas com peritos em audiências dos principais media da Europa. Devido à constante evolução, estas estratégias estão sujeitas a revisão e actualização constantes.

A maioria dos peritos, consultados pela IPI, salienta que existem várias ferramentas que podem ser utilizadas para a moderação de mensagens abusivas no Twitter, entre as quais o muting e o bloqueio. 

Em relação ao Facebook, os moderadores podem apagar os comentários, esconder comentários com conteúdo abusivo, banir um utilizador das páginas do medium, remover o utilizador de uma página, desactivar os comentários, bloquear determinadas palavras ou, ainda, reportar uma página ou um post.

Crise gera em Espanha modelos jornalísticos inovadores Ver galeria

A indústria do jornalismo em Espanha está em crise há mais de uma década. O colapso do crescimento económico afectou todas as áreas. Os fabricantes reduziram orçamentos de publicidade, o desemprego reduziu o poder de compra das famílias, que, por sua vez,  diminuíram as suas despesas, incluindo as dos meios de comunicação social.
O autor analisa os novos modelos de projetos que procuram responder aos desafios informativos actuais,  com apostas diferentes dos convencionais, baseados na verificação informativa, no uso dos mecanismos de transparência, na contextualização informativa, no jornalismo de dados ou na visualização.

Os meios de comunicação social também reduziram as suas despesas, entre 2005 e 2008, pelo menos 12 200 empregos foram suprimidos, segundo dados do Relatório da Profissão Jornalística de 2015. E em 2018, o investimento em publicidade ainda era 30% inferior ao de 2008.

O Clube

Ao retomar a regularidade de actualização deste site, no inicio de outra década, achámos oportuno proceder ao  balanço do vasto material arquivado, designadamente, em textos de reflexão sobre a forma como está a ser exercido o jornalismo,  no contexto de um período extremamente exigente  para os novos e velhos  “media”.

O resultado dessa pesquisa retrospectiva foi muito estimulante, a ponto de termos sentido  ser um imperativo partilhá-la, no essencial,  com quem nos acompanha mais de perto, sendo, no entanto,  recém-chegados. 


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Opinião
Apoiar a comunicação social
Francisco Sarsfield Cabral
O Presidente da República voltou a falar na necessidade de o Estado tomar medidas de apoio à comunicação social. Marcelo Rebelo de Sousa discursava na apresentação de um programa do “Público” para dar a estudantes universitários acesso gratuito a assinaturas daquele jornal, com o apoio de entidades privadas que pagam metade dos custos envolvidos. O Presidente entende, e bem, que o Estado tem responsabilidades neste campo e...
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