Quarta-feira, 14 de Novembro, 2018
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A imprevisibilidade europeia vista como “sopa de letrinhas”

Será que a Europa está a desintegrar-se? Doze anos não são muito tempo, em termos da História, mas, se uma pessoa tivesse sido congelada em 2005, banhada pelo clima de optimismo da construção europeia, e acordasse agora, “morria de choque”. Esta imagem é de Timothy Garton Ash, num artigo muito recente em The New York Review of Books, onde compara a onda de esperança dos países periféricos, nessa altura, com as realidades inquietantes de hoje  - com “os jovens doutorados espanhóis reduzidos a servir às mesas em Londres ou Berlim e os filhos dos portugueses a procurarem trabalho no Brasil ou em Angola”.

No Observatório da Imprensa do Brasil, Alberto Dines parte deste texto para fazer, por sua vez, uma reflexão aplicada, não à Europa, mas ao seu próprio país: “O mesmo acontece com o Brasil. Na virada para 2005 o Brasil vivia o sonho de Primeiro Mundo, com alentadoras promessas de felicidade e conforto para todos e para sempre. Depois estourou o escândalo da corrupção nos Correios e na denúncia de Roberto Jefferson mas, se hibernássemos antes, naquele momento de glória, para só acordar em 2017, não resistiríamos aos golpes que se seguiram.” E prossegue o texto, descrevendo “o fim do sonho”, com uma lista do que correu mal.

“É uma sopa de letrinhas de factos avassaladores e desordenados e medonhos, que fazem os brasileiros sonhar, não com a Felicidade ou o Primeiro Mundo, mas com a hibernação”  -  conclui.

O seu texto no Observatório da Imprensa, com o qual mantemos um acordo de parceria, e o artigo original de Timothy Ash.

Connosco
Agravam-se as ameças sobre os jornalistas na Europa Ver galeria

Jornalistas queimados em efígie, insultados e ameaçados, desacreditados pelos dirigentes dos seus próprios países. Processados, assaltados, alvo de ameaças de violação ou de morte, e em vários casos efectivamente assassinados. É este, hoje, o ambiente em que trabalham muitos jornalistas na Europa.

A organização Index on Censorship, com o apoio da Federação Europeia de Jornalistas, reuniu no relatório Mapping Media Freedom mais de três mil episódios de situações deste tipo, registadas desde Maio de 2004. A informação recolhida apresenta os jornalistas e os media onde trabalham como alvos de dirigentes políticos, empresas e mesmo o público em geral  -  mas algumas tendências principais são destacadas e apontadas neste trabalho. O objectivo é fornecer indicações úteis aos legisladores e a quantos desejem continuar a defender o ambiente favorável a uma Imprensa independente e pluralista.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

O Clube

Bettany Hughes, inglesa, historiadora, autora e também editora e apresentadora de programas de televisão e de rádio, é a vencedora do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018.

O Prémio pretende homenagear a personalidade excecional de Hughes, demonstrada repetidamente na sua maneira de comunicar o passado de forma popular e entusiasmante.

A cerimónia de atribuição do prémio terá lugar no dia 15 de novembro 2018 na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.


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Opinião
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Ironias de uma tragédia
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