null, 17 de Dezembro, 2017
Media

A imprensa numa encruzilhada entre as noticias falsas e o “fact checking”

A imprensa vive uma fase parodoxal. Enquanto se implementa o fact checking como forma de triagem das noticias falsas, há quem considere que essas mesmas noticias estão a contribuir para animar as vendas de alguns jornais, designadamente, tablóides, embora a descredibilização seja o efeito boomerang que pode condenar a prazo as edições em papel.

Esta ideia constitui o essencial do texto de Miguel Ángel Ossorio Vega, publicado no site electrónico media-tics, onde este reflecte sobre o facto de o publico estar cada mais consciente das mentiras que circulam na internet, refugiando-se nos jornais sérios e confiáveis.

De facto, a pós-verdade é um desafio não somente para os media como, também, para a sociedade no seu conjunto. Se a mentira triunfar, camuflando-se como verdade, o que poderá acontecer?
Os boatos que passaram a circular na net, a par das várias mudanças politicas ocorridas nos Estados Unidos e na Europa, poderão contribuir para “o apocalipse do jornalismo factual”, mesmo que pontualmente beneficiem alguns jornais populares.

 

O certo é que os jornais que apostam na qualidade e no rigor da informação, como são os casos do 'New York Times', do 'Washington Post' ou do 'Wall Street Journal', têm vindo a somar novos assinantes, ao mesmo tempo que compensam esta adesão às edições em papel com vantagens nas edições premium digitais.

Observa-se, pois, uma encruzilhada com diferentes tendências em confronto aberto, enquanto a quebra das receitas publicitárias mais compromete a sobrevivência dos jornais. Culpa também do Facebook e da Google, os gigantes do mundo digital, que absorvem uma fatia de 75% do investimento global.

 

Leia aqui artigo de Miguel Ángel Ossorio Vega, publicado no site media-tics

  

Connosco
Novo presidente da ERC abstém-se de comentar “dossier” Altice - TVI Ver galeria

Tomou posse, na Assembleia da República, o novo Conselho Regulador da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, tendo como presidente o juiz-conselheiro Sebastião Póvoas. Instado pelos jornalistas a pronunciar-se sobre a questão sensível da compra da Media Capital pela Altice, o magistrado afirmou: “Eu não conheço os dossiers, tomei agora posse; são dossiers complexos e eu venho de uma área em que só nos pronunciamos depois de ler, consultar, ouvir e estudar, e é assim que vou fazer.” O parecer que competia à ERC tornar público, sobre esta matéria, não chegou a ser dado por falta de acordo entre os três membros que estavam em funções até agora.

Sobre a “decadência das redacções”, a dúvida de ser jornalista Ver galeria

“A decadência das redações e a diminuição do número de alunos cursando jornalismo apontam na direção da extinção da profissão de repórter?” A pergunta é do jornalista brasileiro Carlos Wagner, que compara a situação que encontrou há 40 anos, quando começou a sua carreira de repórter de investigação, com aquela que hoje enfrentam os novos candidatos. Para a geração dos seus pais (a mãe opunha-se a que ele seguisse este caminho), “os jornalistas tinham fama de bêbados, boémios, comunistas e de ‘língua de lavadeira’.” Mas “a preocupação dos pais da geração de repórteres que entra na faculdade no próximo ano é se ainda existirá a profissão quando o filho acabar o curso”. No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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