Sábado, 4 de Julho, 2020
Mundo

“Wikipédia” quer melhorar fiabilidade e diversificar idiomas e fontes de informação

A Fundação Wikimédia, que edita a Wikipédia tem, actualmente, mais de 30 milhões de contas registadas em todo o mundo e transformou-se numa ferramenta indispensável em qualquer pesquisa, embora não escape a algumas criticas por algumas inexactidões.

A verdade, porém, é que a fundação, que dispõe de um orçamento para o actual exercício de 67 milhões de dólares, financiados por donativos, emprega apenas 267 colaboradores, ao contrário do Facebook, Google, ou Amazon, que têm centenas de milhares de empregados.

A Wikimédia, actualmente dirigida por Katherine Maher, uma jovem quase desconhecida de 33 anos, confrontou-se, entretanto, com a posição assumida por vários colaboradores em inglês, que decidiram, mediante votação, afastar alguns tabloides britânicos, conforme refere o site media-tics, entre os quais 'Daily Mail', 'Daily Mirror' e o 'The Sun' por seremfontes potencialmente pouco fiáveis”.

Trata-se, como aliás já referimos noutro espaço deste site, de uma alteração da matriz da politica editorial da Wikipédia, que goza de indiscutível influência global e que se converteu “na biblioteca pública do mundo”.

A jovem directora pretende agora diminuir a presença do inglês na Wikipédia, com mais de 5 milhões de artigos neste idioma, e valorizar outras línguas, designadamente, o espanhol que é a versão mais consultada, em comparação, por exemplo, com o alemão e o francês.

Como se sabe, os artigos da Wikipédia são redigidos em regime de voluntariado – qualquer um pode elaborar um texto e corrigi-lo depois – , o que equivale a ser um arquivo assegurado por milhões de colaboradores em todo o mundo.

Há um relativo equilíbrio no fluxo de informação, embora, ultimamente, se tenham sentido pressões para que a Wikipédia utilize regras mais estritas no controlo das suas entradas. O certo é que o saldo é francamente positivo. Nota-se que a grande maioria dos textos são rigorosos, o que é um importante activo da Humanidade.

Connosco
Lei de transparência aprovada no Brasil encontra resistências Ver galeria

Os “fact-checkers” brasileiros uniram-se contra a aprovação da “Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet”.

Segundo aqueles profissionais, esta lei aumenta o poder do Senado perante os “media”, porque lhes permite distinguir, oficialmente, o que é informação do que é “fake news”

O texto estabelece, ainda, que as autoridades podem rastrear mensagens replicadas nas redes sociais.

Em entrevista ao instituto Poynter, Natália Leal, coordenadora da empresa de “fact-checking” Agência Lupa, constatou, ainda, que o documento permite ao Governo definir o que é a verificação de factos, e levantar condicionantes às suas actividades. Até porque, alguma figuras políticas, que apoiaram a aprovação da lei, consideram que o “fact-checking” não é mais do que um posicionamento ideológico.


A distribuidora Presstalis reaparece como France Messagerie Ver galeria

A Presstalis -- principal distribuidora de imprensa em França -- foi salva, depois de o Tribunal de Comércio de Paris ratificar a oferta de aquisição, apresentada pela Cooperativa de jornais diários franceses. 

A empresa, que foi rebaptizada de "France Messagerie", passará a empregar cerca de 300 pessoas, o que representa uma redução da força laboral para um terço.

"A prioridade da France Messagerie é, agora, construir relações de confiança, transparentes e duradouras com todos os actores do sector", sublinhou, num comunicado à imprensa Louis Dreyfus, Presidente da Cooperativa dos jornais diários, France Messagerie e do Conselho de Administração do Grupo Le Monde.

O “rebranding” da distribuidora é, contudo, apenas um primeiro passo, já que a empresa deverá fundir as operações com a Messageries Lyonnaises de Presse (MLP), no prazo de três anos.


O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


ver mais >
Opinião
Uma certeza que nasceu nos últimos meses é a facilidade com que as pessoas mudam de hábitos. Em consequência o comportamento face ao consumo de conteúdos está a modificar-se cada vez de forma mais rápida e os mais novos são claramente os que com maior facilidade adoptam novidades. Durante o confinamento e a explosão de uso da internet houve uma aplicação que ganhou destaque em todo o mundo – o Tik Tok. Trata-se...
A internet e a liberdade de expressão
Francisco Sarsfield Cabral
As notícias falsas, os insultos, os apelos ao ódio, etc. abundam na internet. Mas criar uma qualquer censura é muito perigoso e iliberal. A intolerância com os intolerantes costuma acabar mal, diz-nos a história. O presidente Trump, que tinha lamentado a morte pela polícia de Minneapolis de um negro que estava a ser aprisionado, reagiu às violentas manifestações naquela cidade, chamando “bandidos” aos manifestantes e...
À medida que a pandemia parece mais controlada e o regresso ao trabalho se faz, conforme as regras de desconfinamento gradual, instalou-se uma “guerra mediática” de contornos invulgares, favorecida pela trapalhada da distribuição de apoios anunciados pelo governo, supostamente,  através da compra antecipada de espaço para publicidade institucional. Primeiro assistiu-se a uma “guerra “ privada, entre a Cofina e o...
Numa era digital, marcada por uma constante e acelerada mudança, caracterizada por um globalismo padronizador de culturas e de costumes, muitas indústrias e profissões estão a alterar-se totalmente, ou até mesmo a desaparecer. Tudo isto se passa num ritmo freneticamente acelerado, que nos afoga literalmente num caudal de informação, muitas vezes difícil de filtrar e descodificar em tempo útil. A evolução...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....
Agenda
27
Jul
Jornalismo ético como garantia de democracia
09:30 @ Universidade de Madrid
14
Set
15
Out
Conferência sobre a história do jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
18
Out
Conferência World Press Freedom
10:00 @ Países Baixos -- Hague