Terça-feira, 22 de Agosto, 2017
Mundo

“Wikipédia” quer melhorar fiabilidade e diversificar idiomas e fontes de informação

A Fundação Wikimédia, que edita a Wikipédia tem, actualmente, mais de 30 milhões de contas registadas em todo o mundo e transformou-se numa ferramenta indispensável em qualquer pesquisa, embora não escape a algumas criticas por algumas inexactidões.

A verdade, porém, é que a fundação, que dispõe de um orçamento para o actual exercício de 67 milhões de dólares, financiados por donativos, emprega apenas 267 colaboradores, ao contrário do Facebook, Google, ou Amazon, que têm centenas de milhares de empregados.

A Wikimédia, actualmente dirigida por Katherine Maher, uma jovem quase desconhecida de 33 anos, confrontou-se, entretanto, com a posição assumida por vários colaboradores em inglês, que decidiram, mediante votação, afastar alguns tabloides britânicos, conforme refere o site media-tics, entre os quais 'Daily Mail', 'Daily Mirror' e o 'The Sun' por seremfontes potencialmente pouco fiáveis”.

Trata-se, como aliás já referimos noutro espaço deste site, de uma alteração da matriz da politica editorial da Wikipédia, que goza de indiscutível influência global e que se converteu “na biblioteca pública do mundo”.

A jovem directora pretende agora diminuir a presença do inglês na Wikipédia, com mais de 5 milhões de artigos neste idioma, e valorizar outras línguas, designadamente, o espanhol que é a versão mais consultada, em comparação, por exemplo, com o alemão e o francês.

Como se sabe, os artigos da Wikipédia são redigidos em regime de voluntariado – qualquer um pode elaborar um texto e corrigi-lo depois – , o que equivale a ser um arquivo assegurado por milhões de colaboradores em todo o mundo.

Há um relativo equilíbrio no fluxo de informação, embora, ultimamente, se tenham sentido pressões para que a Wikipédia utilize regras mais estritas no controlo das suas entradas. O certo é que o saldo é francamente positivo. Nota-se que a grande maioria dos textos são rigorosos, o que é um importante activo da Humanidade.

Connosco
Como a prometida liberdade em “rede social” nos trouxe à ditadura das notícias falsas Ver galeria

A história de como a Internet, depois de ter prometido dar voz e libertação a todos os marginalizados, desembocou na presente ditadura das fake news em “rede social”, é uma longa teia de ilusões aceitáveis e de equívocos pouco inocentes. O jornalista Marcelo Rech, presidente do Fórum Mundial de Editores, desfia esta narrativa num artigo extenso, mas de leitura indispensável. É melhor percebermos como chegámos até aqui. E, se pudermos, mantendo a atitude que ele escolheu como título  -  “Uma chance para o optimismo”.

Este artigo é o terceiro da série sobre o tema “Da pós-verdade ao risco da pós-imprensa”, no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Dois anos de notícias falsas, com duas plataformas chamadas à responsabilidade Ver galeria

A chamada “era de ouro das notícias falsas” não tem mais de dois anos, e está hoje bem documentada, pelo que vale a pena rever a sua história. É este o tema de um artigo do jornalista Nelson de Sá, da Folha de S. Paulo, que descreve o que se passou com o “duopólio” Google-Facebook  -  a sua inicial desvalorização do problema, as tentativas de auto-justificação, as primeiras medidas de controlo e o reconhecimento de que a estrutura de financiamento das grandes plataformas está edificada para premiar o que é “viral”, não o que é verdadeiro.

O Clube


O Clube Português de Imprensa fecha em Agosto para férias. E este site também. A partir de 31 de Julho e até 27 de Agosto não serão feitas as habituais actualizações diárias.

Em vésperas de fazermos esta pausa, e à semelhança do que já aconteceu no Verão passado, queremos agradecer aos jornalistas (e aos não jornalistas) pela sua preferência e que têm contribuído com as suas visitas regulares para alargar a audiência deste espaço, lançado há  menos de dois anos, com objectivo de constituir uma alternativa de informação e de reflexão sobre os jornalismo e os jornalistas, sem receio de problematizar as questões que hoje se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, tanto  às empresas editoriais como aos profissionais do sector.

São esses os conteúdos que privilegiamos, a par da cobertura das actividades do Clube, desde os ciclos de jantares-debate, em parceria com o CNC-Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o Jornal Tribuna de Macau; e ao Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, instituído pelo CNC, em conjunto com o CPI e a Europa Nostra .

No regresso prometemos mais novidades no Clube e no site. Boas Férias!   


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Opinião
Ser Jornalista
Dinis de Abreu

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