Segunda-feira, 23 de Setembro, 2019
Mundo

“Wikipédia” quer melhorar fiabilidade e diversificar idiomas e fontes de informação

A Fundação Wikimédia, que edita a Wikipédia tem, actualmente, mais de 30 milhões de contas registadas em todo o mundo e transformou-se numa ferramenta indispensável em qualquer pesquisa, embora não escape a algumas criticas por algumas inexactidões.

A verdade, porém, é que a fundação, que dispõe de um orçamento para o actual exercício de 67 milhões de dólares, financiados por donativos, emprega apenas 267 colaboradores, ao contrário do Facebook, Google, ou Amazon, que têm centenas de milhares de empregados.

A Wikimédia, actualmente dirigida por Katherine Maher, uma jovem quase desconhecida de 33 anos, confrontou-se, entretanto, com a posição assumida por vários colaboradores em inglês, que decidiram, mediante votação, afastar alguns tabloides britânicos, conforme refere o site media-tics, entre os quais 'Daily Mail', 'Daily Mirror' e o 'The Sun' por seremfontes potencialmente pouco fiáveis”.

Trata-se, como aliás já referimos noutro espaço deste site, de uma alteração da matriz da politica editorial da Wikipédia, que goza de indiscutível influência global e que se converteu “na biblioteca pública do mundo”.

A jovem directora pretende agora diminuir a presença do inglês na Wikipédia, com mais de 5 milhões de artigos neste idioma, e valorizar outras línguas, designadamente, o espanhol que é a versão mais consultada, em comparação, por exemplo, com o alemão e o francês.

Como se sabe, os artigos da Wikipédia são redigidos em regime de voluntariado – qualquer um pode elaborar um texto e corrigi-lo depois – , o que equivale a ser um arquivo assegurado por milhões de colaboradores em todo o mundo.

Há um relativo equilíbrio no fluxo de informação, embora, ultimamente, se tenham sentido pressões para que a Wikipédia utilize regras mais estritas no controlo das suas entradas. O certo é que o saldo é francamente positivo. Nota-se que a grande maioria dos textos são rigorosos, o que é um importante activo da Humanidade.

Connosco
Estudo revela cepticismo sobre cobrança generalizada de conteúdos Ver galeria

Num relatório da KMPG intitulado “Presente e futuro do sector intermediário”, os empresários de media concordam que, a transição progressiva para um sistema de pagamento de conteúdos é necessária.

No entanto, apenas 38% desses executivos estão convencidos de que a cobrança pelos conteúdos digitais será generalizada nos próximos três anos. Entretanto, 62% acreditam que o modelo aberto e de pagamento coexistirá nesse período.

O relatório vem publicado no site da APM com quem a CPI tem um acordo de parceria.
Segundo o mesmo relatório, as cinco tendências que marcarão a agenda do sector dos media são as seguintes: a busca de um modelo de negócios rentável e sustentável, o potencial da publicidade digital, o compromisso com a qualidade, a análise de dados e alianças entre empresas jornalísticas.
A necessidade proteger o jornalismo do discurso inflamado Ver galeria

Os media e os jornalistas, parecem ter sido dominados pela energia estonteante dos discursos inflamados, da ofensa ao adversário e da mentira persuasiva que apelam á emoção em vez da razão, defende José Antonio Zarzalejos , nos  Cuadernos de Periodismo  da  APM, com a qual o CPI tem um acordo de parceria.

Especialmente, em período de eleições, a transmissão de mensagens “tornou-se um exercício de impostura e num território onde tudo é permitido, incluindo o insulto e a mentira”.

Nesta lógica comunicacional,  a transformação do estrangeiro em inimigo, e da dissidência em dissidente, são procedimentos  na arena política, segundo  o autor.
A receptividade para acolher  argumentos contrários  ou partilhar pensamentos diversos,  de acordo com   Zarzalejos, passou a ser entendido como uma abordagem fraca, sem convicção.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
O chamado “jornalismo de causas “  voltou a estar na moda. E sobram os temas:  a “emergência climática”,   assumida por António Guterres enquanto secretário geral da ONU,  numa capa caricata da “Time”;  o “feito” de uma adolescente nórdica,   que atravessou o Atlântico num veleiro de luxo -  a pretexto de assim  reduzir o impacto ambiental -, para participar...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
Uma das coisas em que a informação sobre o mercado publicitário português peca é na análise das contas que são ganhas pelas agências de meios aqui em Portugal. Volta e meia vejo notícias do género a marca X decidiu atribuir a sua conta de publicidade em Portugal à agência Y. Quando se vai a ver, o que aconteceu é que a marca internacional X decidiu num qualquer escritório em Londres, Paris ou Berlim,...
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