Sábado, 18 de Janeiro, 2020
Mundo

Corrupção na politica brasileira “vira” filme em “Lava-Jato” a estrear em Junho

Para Alberto Dines, jornalista e fundador do Observatório de Imprensa do Brasil, a realidade do seu país “ é tão cinematográfica que nem precisa de script, é só aguardar o desenrolar dos factos que as cenas surgem prontas , vigorosas, enquadradas”.

Vem isto a propósito de um novo filme, com estreia marcada para Junho próximo e sucesso garantido,  que já tem título. Chamar-se-á, simplesmente, “ Lava-Jato”.

O filme, como escreve o jornalista no site electrónico do Observatório, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria, vai exportar para o mundo a nova modalidade brasileira.

“É a maior operação anticorrupção do mundo -  enfatiza Dines -  com personagens para Lula (Ary Fontoura), o juiz Sérgio Moro (Marcelo Serrado), contando a história fantástica da delapidação da imagem de um país que já foi capa do The Economist para o bem e para o mal. Dirigido por Marcelo Antunes e produzido por Tomislav Blazic , orçado em 14 milhões de reais ( mais de 4 milhões de euros) vai ser um sucesso. A “Lava-Jato”também vai virar série na Netflix dirigida pelo mesmo José Padilha de “Tropa de Elite”.

Este filme junta-se a outros, anunciados ou em fase de acabamento, explorando o novo filão que é a corrupção instalada na politica brasileira.


Ler na íntegra aqui artigo de Alberto Dines

Connosco
Novas ferramentas para gerir os "media online" Ver galeria

O Instituto Internacional de Imprensa (IPI) divulgou uma nova ferramenta para moderadores online dos media lidarem com situações de abuso que ocorrem nas redes sociais. 

As ferramentas e estratégias para gerir os debates no Facebook e no Twitter fazem parte da plataforma do IPI Newsrooms Ontheline, que reúne várias sugestões sobre como combater o assédio online contra jornalistas.

O objectivo é explicar de que forma os moderadores podem gerir as redes sociais e como devem aplicar essas ferramentas, bem como as opções disponíveis pelas próprias plataformas das redes, de forma a conseguirem dar resposta ao abuso online e às ameaças contra os media e jornalistas individuais.
As medidas definidas são o resultado de várias entrevistas com peritos em audiências dos principais media da Europa. Devido à constante evolução, estas estratégias estão sujeitas a revisão e actualização constantes.

A maioria dos peritos, consultados pela IPI, salienta que existem várias ferramentas que podem ser utilizadas para a moderação de mensagens abusivas no Twitter, entre as quais o muting e o bloqueio. 

Em relação ao Facebook, os moderadores podem apagar os comentários, esconder comentários com conteúdo abusivo, banir um utilizador das páginas do medium, remover o utilizador de uma página, desactivar os comentários, bloquear determinadas palavras ou, ainda, reportar uma página ou um post.

Crise gera em Espanha modelos jornalísticos inovadores Ver galeria

A indústria do jornalismo em Espanha está em crise há mais de uma década. O colapso do crescimento económico afectou todas as áreas. Os fabricantes reduziram orçamentos de publicidade, o desemprego reduziu o poder de compra das famílias, que, por sua vez,  diminuíram as suas despesas, incluindo as dos meios de comunicação social.
O autor analisa os novos modelos de projetos que procuram responder aos desafios informativos actuais,  com apostas diferentes dos convencionais, baseados na verificação informativa, no uso dos mecanismos de transparência, na contextualização informativa, no jornalismo de dados ou na visualização.

Os meios de comunicação social também reduziram as suas despesas, entre 2005 e 2008, pelo menos 12 200 empregos foram suprimidos, segundo dados do Relatório da Profissão Jornalística de 2015. E em 2018, o investimento em publicidade ainda era 30% inferior ao de 2008.

O Clube

Ao retomar a regularidade de actualização deste site, no inicio de outra década, achámos oportuno proceder ao  balanço do vasto material arquivado, designadamente, em textos de reflexão sobre a forma como está a ser exercido o jornalismo,  no contexto de um período extremamente exigente  para os novos e velhos  “media”.

O resultado dessa pesquisa retrospectiva foi muito estimulante, a ponto de termos sentido  ser um imperativo partilhá-la, no essencial,  com quem nos acompanha mais de perto, sendo, no entanto,  recém-chegados. 


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Opinião
Apoiar a comunicação social
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