Quarta-feira, 13 de Novembro, 2019
Media

Portugueses ouviram em 2016 mais de três horas de rádio por dia

A rádio continua a resistir bem à concorrência da internet e das redes sociais.

De acordo com um estudo da Marktest cada português maior de 15 anos terá ouvido, em média, três horas e treze minutos por dia, durante o ano passado.

O referido estudo - Bareme Rádio -  baseou-se em 4.714 residentes no continente, que afirmaram ouvir rádio habitualmente, o que representa 55% do universo em análise.

Note-se que a média de consumo diário apresenta variações, conforme o género, a religião, a idade ou a classe social.

Observa-se que são os homens, residentes na Grande Lisboa e os indivíduos entre os 25 e os 44 anos, assim como os pertencentes às classes sociais mais elevadas, quem apresenta consumos acima da média, revelando assim mais afinidade com o meio rádio (acima de 100%).

As mulheres residentes no Litoral Centro foram, contudo, as principais consumidoras juntamente com os indivíduos entre os 45 e os 64 anos, e os pertencentes à classe baixa.

Os dados revelam, finalmente, que o consumo de rádio registado em 2016 esteve dois minutos acima do verificado no ano anterior.

Connosco
Onde se fala de jornalismo mais factual e menos negativo Ver galeria

Os meios de comunicação social exibem um enviesamento em relação a tudo aquilo que é negativo, seja nas notícias, seja no comentário. 

O jornalismo parece ter uma tendência para o negativo. Aparentemente, só o que é repentino e mau é digno de notícia, verificando-se que as coisas positivas são vistas como uma maçada.

O jornalismo acaba por ampliar a negatividade sempre que opta por não considerar os acontecimentos positivos.

A opinião é de Steven Pinker, professor de psicologia em Harvard e autor, numa crónica na revista POLITICO Magazine, do livro “Enlightenment Now: The Case for Reason, Science, Humanism, and Progress”. 

O autor apela a um jornalismo mais factual e considera que a governação democrática não pode funcionar se ninguém acreditar nisso, e o pessimismo jornalístico semeou o fatalismo e o radicalismo nas nossas instituições.

Jovens privilegiam “infotainment” em vez de notícias Ver galeria

Um estudo encomendado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism (RISJ) à agência Flamingo – especializada na concepção de estratégias culturais –, revela que a forma como as audiências mais jovens nos Estados Unidos e no Reino Unido abordam as notícias é diferente das gerações anteriores. 

Os jovens procuram, principalmente, o progresso, o que influencia a forma como pesquisam e recebem notícias.

As audiências mais jovens, por norma, não procuram notícias e não se informam de forma proactiva, são indiretamente expostas à informação através de redes sociais, conteúdos digitais, programas de televisão e conversas online

Ao mesmo tempo, focam-se noutros tipos de conteúdos, como a combinação de informação e entretenimento (infotainment), histórias de lifestyle ou conteúdos de bloggers.

Em suma, as gerações mais jovens estão cada vez mais desconectadas das formas tradicionais de consumo de notícias, por considerarem que são menos relevantes para si.

APM, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria, publicou no seu site um artigo no qual realiza a análise do estudo.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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Francisco Sarsfield Cabral
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