Quinta-feira, 17 de Janeiro, 2019
Media

Portugueses ouviram em 2016 mais de três horas de rádio por dia

A rádio continua a resistir bem à concorrência da internet e das redes sociais.

De acordo com um estudo da Marktest cada português maior de 15 anos terá ouvido, em média, três horas e treze minutos por dia, durante o ano passado.

O referido estudo - Bareme Rádio -  baseou-se em 4.714 residentes no continente, que afirmaram ouvir rádio habitualmente, o que representa 55% do universo em análise.

Note-se que a média de consumo diário apresenta variações, conforme o género, a religião, a idade ou a classe social.

Observa-se que são os homens, residentes na Grande Lisboa e os indivíduos entre os 25 e os 44 anos, assim como os pertencentes às classes sociais mais elevadas, quem apresenta consumos acima da média, revelando assim mais afinidade com o meio rádio (acima de 100%).

As mulheres residentes no Litoral Centro foram, contudo, as principais consumidoras juntamente com os indivíduos entre os 45 e os 64 anos, e os pertencentes à classe baixa.

Os dados revelam, finalmente, que o consumo de rádio registado em 2016 esteve dois minutos acima do verificado no ano anterior.

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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