Terça-feira, 22 de Agosto, 2017
Media

Portugueses ouviram em 2016 mais de três horas de rádio por dia

A rádio continua a resistir bem à concorrência da internet e das redes sociais.

De acordo com um estudo da Marktest cada português maior de 15 anos terá ouvido, em média, três horas e treze minutos por dia, durante o ano passado.

O referido estudo - Bareme Rádio -  baseou-se em 4.714 residentes no continente, que afirmaram ouvir rádio habitualmente, o que representa 55% do universo em análise.

Note-se que a média de consumo diário apresenta variações, conforme o género, a religião, a idade ou a classe social.

Observa-se que são os homens, residentes na Grande Lisboa e os indivíduos entre os 25 e os 44 anos, assim como os pertencentes às classes sociais mais elevadas, quem apresenta consumos acima da média, revelando assim mais afinidade com o meio rádio (acima de 100%).

As mulheres residentes no Litoral Centro foram, contudo, as principais consumidoras juntamente com os indivíduos entre os 45 e os 64 anos, e os pertencentes à classe baixa.

Os dados revelam, finalmente, que o consumo de rádio registado em 2016 esteve dois minutos acima do verificado no ano anterior.

Connosco
Como a prometida liberdade em “rede social” nos trouxe à ditadura das notícias falsas Ver galeria

A história de como a Internet, depois de ter prometido dar voz e libertação a todos os marginalizados, desembocou na presente ditadura das fake news em “rede social”, é uma longa teia de ilusões aceitáveis e de equívocos pouco inocentes. O jornalista Marcelo Rech, presidente do Fórum Mundial de Editores, desfia esta narrativa num artigo extenso, mas de leitura indispensável. É melhor percebermos como chegámos até aqui. E, se pudermos, mantendo a atitude que ele escolheu como título  -  “Uma chance para o optimismo”.

Este artigo é o terceiro da série sobre o tema “Da pós-verdade ao risco da pós-imprensa”, no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Dois anos de notícias falsas, com duas plataformas chamadas à responsabilidade Ver galeria

A chamada “era de ouro das notícias falsas” não tem mais de dois anos, e está hoje bem documentada, pelo que vale a pena rever a sua história. É este o tema de um artigo do jornalista Nelson de Sá, da Folha de S. Paulo, que descreve o que se passou com o “duopólio” Google-Facebook  -  a sua inicial desvalorização do problema, as tentativas de auto-justificação, as primeiras medidas de controlo e o reconhecimento de que a estrutura de financiamento das grandes plataformas está edificada para premiar o que é “viral”, não o que é verdadeiro.

O Clube


O Clube Português de Imprensa fecha em Agosto para férias. E este site também. A partir de 31 de Julho e até 27 de Agosto não serão feitas as habituais actualizações diárias.

Em vésperas de fazermos esta pausa, e à semelhança do que já aconteceu no Verão passado, queremos agradecer aos jornalistas (e aos não jornalistas) pela sua preferência e que têm contribuído com as suas visitas regulares para alargar a audiência deste espaço, lançado há  menos de dois anos, com objectivo de constituir uma alternativa de informação e de reflexão sobre os jornalismo e os jornalistas, sem receio de problematizar as questões que hoje se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, tanto  às empresas editoriais como aos profissionais do sector.

São esses os conteúdos que privilegiamos, a par da cobertura das actividades do Clube, desde os ciclos de jantares-debate, em parceria com o CNC-Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o Jornal Tribuna de Macau; e ao Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, instituído pelo CNC, em conjunto com o CPI e a Europa Nostra .

No regresso prometemos mais novidades no Clube e no site. Boas Férias!   


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