Terça-feira, 22 de Agosto, 2017
Media

Obra de Agustina publicada na Imprensa reunida em livro pela Gulbenkian

Os textos que Agustina Bessa-Luís publicou em jornais, ao longo de mais de meio século, estão finalmente reunidos em livro.  O primeiro dos três volumes que recuperam esses textos dispersos pela imprensa foi apresentado em Lisboa e Porto. A edição é da Fundação Calouste Gulbenkian, e a recolha e organização destas centenas de ensaios e artigos, publicados entre 1951 e 2007, foi elaborada por Lourença Baldaque, neta da escritora. A iniciativa corresponde a 56 anos de colaboração com a imprensa, em 58 de vida literária activa de Agustina.

O texto mais antigo foi publicado em 11 de Outubro no Diário do Norte. Mais de 200 trabalhos foram recolhidos do Diário Popular, que terá sido um dos preferidos por Agustina, segundo conta José António Saraiva no prefácio do livro. Muitos outros apareceram no Diário de Notícias, Jornal Novo, Jornal de Letras e no Primeiro de Janeiro, que a escritora dirigiu entre 1986 e 1987. O último destes Ensaios e Artigos foi publicado na revista Autêntica em 2007. 

O trabalho de investigação e recolha para estes três volumes durou dois anos e vem completar a edição de textos inéditos de Agustina Bessa-Luís, iniciada em 2014 pela Fundação Gulbenkian, com a publicação da obra Elogio do Inacabado

Na extensa e bem documentada apresentação deste esforço, que assina na Crítica de Livros do Observador  - e referindo-se ao período de mais de uma década desde que Agustina Bessa-Luís “saíu da esfera pública” -  afirma Vasco Rosa: 

“Ainda assim, dadas as circunstâncias tão especiais da vida actual da escritora, o método, competência e propósito com os quais os editores trabalharam durante aqueles anos hão-de ficar, na história da nossa literatura (se tivermos uma), como um caso exemplar de devoção co-adjuvante, em prol da fixação e conservação rigorosa de uma das obras mais originais em língua portuguesa contemporânea. Se Agustina Bessa-Luís foi forçada a parar de escrever, terá sido pensado, então que tudo quanto ela deixou escrito — e foi tanto e tão bom — perdure nas melhores condições possíveis.”

 

 

Mais informação no Observador e no Expresso

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Em vésperas de fazermos esta pausa, e à semelhança do que já aconteceu no Verão passado, queremos agradecer aos jornalistas (e aos não jornalistas) pela sua preferência e que têm contribuído com as suas visitas regulares para alargar a audiência deste espaço, lançado há  menos de dois anos, com objectivo de constituir uma alternativa de informação e de reflexão sobre os jornalismo e os jornalistas, sem receio de problematizar as questões que hoje se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, tanto  às empresas editoriais como aos profissionais do sector.

São esses os conteúdos que privilegiamos, a par da cobertura das actividades do Clube, desde os ciclos de jantares-debate, em parceria com o CNC-Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o Jornal Tribuna de Macau; e ao Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, instituído pelo CNC, em conjunto com o CPI e a Europa Nostra .

No regresso prometemos mais novidades no Clube e no site. Boas Férias!   


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