Sexta-feira, 15 de Dezembro, 2017
Media

Obra de Agustina publicada na Imprensa reunida em livro pela Gulbenkian

Os textos que Agustina Bessa-Luís publicou em jornais, ao longo de mais de meio século, estão finalmente reunidos em livro.  O primeiro dos três volumes que recuperam esses textos dispersos pela imprensa foi apresentado em Lisboa e Porto. A edição é da Fundação Calouste Gulbenkian, e a recolha e organização destas centenas de ensaios e artigos, publicados entre 1951 e 2007, foi elaborada por Lourença Baldaque, neta da escritora. A iniciativa corresponde a 56 anos de colaboração com a imprensa, em 58 de vida literária activa de Agustina.

O texto mais antigo foi publicado em 11 de Outubro no Diário do Norte. Mais de 200 trabalhos foram recolhidos do Diário Popular, que terá sido um dos preferidos por Agustina, segundo conta José António Saraiva no prefácio do livro. Muitos outros apareceram no Diário de Notícias, Jornal Novo, Jornal de Letras e no Primeiro de Janeiro, que a escritora dirigiu entre 1986 e 1987. O último destes Ensaios e Artigos foi publicado na revista Autêntica em 2007. 

O trabalho de investigação e recolha para estes três volumes durou dois anos e vem completar a edição de textos inéditos de Agustina Bessa-Luís, iniciada em 2014 pela Fundação Gulbenkian, com a publicação da obra Elogio do Inacabado

Na extensa e bem documentada apresentação deste esforço, que assina na Crítica de Livros do Observador  - e referindo-se ao período de mais de uma década desde que Agustina Bessa-Luís “saíu da esfera pública” -  afirma Vasco Rosa: 

“Ainda assim, dadas as circunstâncias tão especiais da vida actual da escritora, o método, competência e propósito com os quais os editores trabalharam durante aqueles anos hão-de ficar, na história da nossa literatura (se tivermos uma), como um caso exemplar de devoção co-adjuvante, em prol da fixação e conservação rigorosa de uma das obras mais originais em língua portuguesa contemporânea. Se Agustina Bessa-Luís foi forçada a parar de escrever, terá sido pensado, então que tudo quanto ela deixou escrito — e foi tanto e tão bom — perdure nas melhores condições possíveis.”

 

 

Mais informação no Observador e no Expresso

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site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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