Segunda-feira, 23 de Setembro, 2019
Media

"Upday" em expansão como agregador de notícias

O serviço de agregação de notícias Upday, da editora alemã Axel Springer, até agora disponível em quatro países europeus, vai expandir-se a mais doze, com o objectivo de se transformar num “serviço de notícias pan-europeu”. O Upday serve oito milhões de utentes por mês, segundo dados da própria empresa, e espera chegar aos vinte milhões ainda durante o corrente ano.

A aplicação Upday é exclusiva para dispositivos móveis Samsung, empresa com a qual a Axel Springer tem um acordo especial para a Europa, onde já estão em uso cerca de dez milhões de aparelhos com este agregador de notícias. Jornais como The Daily Telegraph, Bild, Le Figaro ou a BBC, escoam por ela os seus conteúdos na Alemanha, Polónia, Reino Unido e em França, sabendo-se que vai abrir escritórios editoriais em Madrid, Milão, Amsterdam e Estocolmo. 

Segundo notícia da Media-tics, que aqui citamos, o Upday é servido por editores humanos para classificar as notícias, “ao contrário do que fazem o Facebook e a Google, que utilizam algoritmos”. O agregador é financiado por publicidade que não é possível bloquear, mas só aparece um anúncio de dez em dez conteúdos consumidos. 

A empresa Axel Springer já obtém 67% da sua receita dos negócios digitais e adquiriu em Setembro de 2015 a Business Insider, pela qual pagou 343 milhões de dólares.

 

 

Mais informação em Media-tics

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Estudo revela cepticismo sobre cobrança generalizada de conteúdos Ver galeria

Num relatório da KMPG intitulado “Presente e futuro do sector intermediário”, os empresários de media concordam que, a transição progressiva para um sistema de pagamento de conteúdos é necessária.

No entanto, apenas 38% desses executivos estão convencidos de que a cobrança pelos conteúdos digitais será generalizada nos próximos três anos. Entretanto, 62% acreditam que o modelo aberto e de pagamento coexistirá nesse período.

O relatório vem publicado no site da APM com quem a CPI tem um acordo de parceria.
Segundo o mesmo relatório, as cinco tendências que marcarão a agenda do sector dos media são as seguintes: a busca de um modelo de negócios rentável e sustentável, o potencial da publicidade digital, o compromisso com a qualidade, a análise de dados e alianças entre empresas jornalísticas.
A necessidade proteger o jornalismo do discurso inflamado Ver galeria

Os media e os jornalistas, parecem ter sido dominados pela energia estonteante dos discursos inflamados, da ofensa ao adversário e da mentira persuasiva que apelam á emoção em vez da razão, defende José Antonio Zarzalejos , nos  Cuadernos de Periodismo  da  APM, com a qual o CPI tem um acordo de parceria.

Especialmente, em período de eleições, a transmissão de mensagens “tornou-se um exercício de impostura e num território onde tudo é permitido, incluindo o insulto e a mentira”.

Nesta lógica comunicacional,  a transformação do estrangeiro em inimigo, e da dissidência em dissidente, são procedimentos  na arena política, segundo  o autor.
A receptividade para acolher  argumentos contrários  ou partilhar pensamentos diversos,  de acordo com   Zarzalejos, passou a ser entendido como uma abordagem fraca, sem convicção.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
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