null, 17 de Novembro, 2019
Media

Interesse pela actualidade noticiosa diminui em França

Apesar de uma actualidade política que se apresenta "muito densa", neste princípio de 2017, o interesse por ela, bem como a confiança nos meios de comunicação, estão em baixa na população francesa, com maior incidência entre os jovens. Um factor a ter em conta é a consciência, de oito em cada dez franceses, de que são expostos a "notícias falsas". Estes dados são do Barómetro Anual do diário La Croix, do qual Le Figaro antecipa uma síntese.

Segundo este texto, que aqui citamos, "o interesse que os franceses atribuem à actualidade perdeu seis pontos e encontra-se no seu nível mais baixo desde 2002 (64% agora, em 2017, contra 70% em 2016)". Este desinteresse é marcado entre os jovens (56%) e os menos escolarizados (58%).  

"Estando a entrar num ano eleitoral importante, e num contexto de subida dos populismos, o interesse dos franceses pela informação regista a sua pior marca em 30 anos"  - observa La Croix.

Um elemento que faz pensar, neste contexto, é o facto de ser a primeira vez que o inquérito, realizado anualmente pela empresa Kantar para o jornal La Croix, inclui uma pergunta sobre as fakenews. Elas são uma realidade para oito em cada dez franceses, afirmando 83% que por muitas vezes se sentiram, ultimamente, expostos a "contra-verdades". 

A confiança nos media tem diminuído, e mesmo a rádio, que escapava mais a esta tendência, também perdeu credibilidade. De um modo geral, "a percepção da independência dos jornalistas em relação ao poder atingiu a sua pior marca. Só 24% dos franceses acham que os jornalistas resistem às pressões políticas; e 27% que eles resistem às pressões do dinheiro". (…) 

Mas apesar desta quebra de interesse e de confiança, 78% dos inquiridos continuam a atribuir aos media um papel importante para este tempo de decisão democrática, nomeadamente os jovens licenciados. "Uma esmagadora maioria dos nossos compatriotas (74%) exige uma informação verificada que lhe permita seguir a campanha, ‘e não tomadas de posição ou mesmo uma ajuda à escolha’  - sublinha o estudo." 


Mais informação em Le Figaro - Médias

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Centro Báltico ensaia novos modelos para o jornalismo investigativo Ver galeria

Um dos principais actores no campo do jornalismo colaborativo no Báltico é o Re:Baltica – Centro Báltico para a Investigação do Jornalismo de Investigação. O projecto está sediado na capital da Letónia, Riga, e foi criado há oito anos, introduzindo duas ideias inovadoras para a prática do jornalismo na região.

O Centro realiza pesquisas e cria uma história e, posteriormente, fornece-a, a título gratuito, aos meios de comunicação. Em segundo lugar, adoptou um novo modelo de negócio, que depende principalmente de doações e concessões.

O Observatório Europeu de Jornalismo falou recentemente com Inga Springe, questionando-a sobre o trabalho quotidiano de uma organização de comunicação social, sem fins lucrativos, e os desafios que actualmente enfrenta.

Springe defende que que o problema não é o das pessoas lerem o jornal "certo" ou "errado". O problema é não lerem os media tradicionais. Esse foi o motivo que a levou a impulsionar com o projecto Re:Baltica Light e várias reportagens sob a rubrica #StarpCitu (#ByTheWay), disponíveis no YouTube e no Facebook.

Um artigo sobre a organização foi publicado, pela primeira vez, no site do Observatório Europeu de Jornalismo e reproduzido no site da GIJN, do qual a Re:Baltica é membro.

O “LeKiosk” muda para “Cafeyn” e alarga oferta a assinantes Ver galeria

O serviço de notícias LeKiosk mudou de nome para Cafeyn e passou a apresentar-se como um serviço de streaming de informações. O quiosque digital permite a consulta de mais de mil títulos de imprensa francesa e internacional por 9,99 euros por mês.

A mudança de nome e de visual têm como objectivo atrair um público mais numeroso e fazer frente à Apple News+.

De salientar que a alteração da designação é, também, explicada por uma batalha jurídica, iniciada em 2012, entre LeKiosk Monkiosque.fr, publicada pelo Grupo Toutabo.

O departamento de propriedade intelectual da União Europeia decidiu, em Março, que havia um risco de confusão para o público, e que a Toutabo tinha registado a sua marca antes da LeKiosk.

Cafeyn tem, atualmente, cerca de um milhão de utilizadores activos por mês, em comparação com os 200 mil em 2017, que lêem uma média de 15 revistas diferentes. A maior parte destes assinantes foram obtidos através de operadores de telecomunicações, como a Bouygues Telecom e a Free, que oferecem o acesso a alguns dos seus clientes.

Isto permitiu à empresa aumentar o seu volume de negócios, que quintuplicou em três anos.

Em breve deverão ser anunciadas parcerias internacionais.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
A “tabloidizacão” dos media portugueses parece imparável, com as televisões na dianteira, privadas e pública, sejam os canais generalistas ou temáticos. A obsessão pelos “casos” que puxem ao drama, ao pasmo ou à lágrima, tomou conta dos telejornais e da Imprensa. A frenética disputa das audiências nas TVs e a queda continuada das vendas nos jornais são, normalmente, apontadas...
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
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