null, 5 de Julho, 2020
Media

Interesse pela actualidade noticiosa diminui em França

Apesar de uma actualidade política que se apresenta "muito densa", neste princípio de 2017, o interesse por ela, bem como a confiança nos meios de comunicação, estão em baixa na população francesa, com maior incidência entre os jovens. Um factor a ter em conta é a consciência, de oito em cada dez franceses, de que são expostos a "notícias falsas". Estes dados são do Barómetro Anual do diário La Croix, do qual Le Figaro antecipa uma síntese.

Segundo este texto, que aqui citamos, "o interesse que os franceses atribuem à actualidade perdeu seis pontos e encontra-se no seu nível mais baixo desde 2002 (64% agora, em 2017, contra 70% em 2016)". Este desinteresse é marcado entre os jovens (56%) e os menos escolarizados (58%).  

"Estando a entrar num ano eleitoral importante, e num contexto de subida dos populismos, o interesse dos franceses pela informação regista a sua pior marca em 30 anos"  - observa La Croix.

Um elemento que faz pensar, neste contexto, é o facto de ser a primeira vez que o inquérito, realizado anualmente pela empresa Kantar para o jornal La Croix, inclui uma pergunta sobre as fakenews. Elas são uma realidade para oito em cada dez franceses, afirmando 83% que por muitas vezes se sentiram, ultimamente, expostos a "contra-verdades". 

A confiança nos media tem diminuído, e mesmo a rádio, que escapava mais a esta tendência, também perdeu credibilidade. De um modo geral, "a percepção da independência dos jornalistas em relação ao poder atingiu a sua pior marca. Só 24% dos franceses acham que os jornalistas resistem às pressões políticas; e 27% que eles resistem às pressões do dinheiro". (…) 

Mas apesar desta quebra de interesse e de confiança, 78% dos inquiridos continuam a atribuir aos media um papel importante para este tempo de decisão democrática, nomeadamente os jovens licenciados. "Uma esmagadora maioria dos nossos compatriotas (74%) exige uma informação verificada que lhe permita seguir a campanha, ‘e não tomadas de posição ou mesmo uma ajuda à escolha’  - sublinha o estudo." 


Mais informação em Le Figaro - Médias

Connosco
Lei de transparência aprovada no Brasil encontra resistências Ver galeria

Os “fact-checkers” brasileiros uniram-se contra a aprovação da “Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet”.

Segundo aqueles profissionais, esta lei aumenta o poder do Senado perante os “media”, porque lhes permite distinguir, oficialmente, o que é informação do que é “fake news”

O texto estabelece, ainda, que as autoridades podem rastrear mensagens replicadas nas redes sociais.

Em entrevista ao instituto Poynter, Natália Leal, coordenadora da empresa de “fact-checking” Agência Lupa, constatou, ainda, que o documento permite ao Governo definir o que é a verificação de factos, e levantar condicionantes às suas actividades. Até porque, alguma figuras políticas, que apoiaram a aprovação da lei, consideram que o “fact-checking” não é mais do que um posicionamento ideológico.


A distribuidora Presstalis reaparece como France Messagerie Ver galeria

A Presstalis -- principal distribuidora de imprensa em França -- foi salva, depois de o Tribunal de Comércio de Paris ratificar a oferta de aquisição, apresentada pela Cooperativa de jornais diários franceses. 

A empresa, que foi rebaptizada de "France Messagerie", passará a empregar cerca de 300 pessoas, o que representa uma redução da força laboral para um terço.

"A prioridade da France Messagerie é, agora, construir relações de confiança, transparentes e duradouras com todos os actores do sector", sublinhou, num comunicado à imprensa Louis Dreyfus, Presidente da Cooperativa dos jornais diários, France Messagerie e do Conselho de Administração do Grupo Le Monde.

O “rebranding” da distribuidora é, contudo, apenas um primeiro passo, já que a empresa deverá fundir as operações com a Messageries Lyonnaises de Presse (MLP), no prazo de três anos.


O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


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Francisco Sarsfield Cabral
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Agenda
27
Jul
Jornalismo ético como garantia de democracia
09:30 @ Universidade de Madrid
14
Set
15
Out
Conferência sobre a história do jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
18
Out
Conferência World Press Freedom
10:00 @ Países Baixos -- Hague