null, 17 de Dezembro, 2017
Media

Os Media americanos entram na era dos “factos alternativos”

Já tínhamos a “pós-verdade”, os “pós-factos” e as fakenews. Esqueçam. Agora temos os “factos alternativos”. No seu primeiro confronto com os meios de comunicação, a Administração “pós-campanha eleitoral” dos primeiros dois dias de mandato do Presidente Donald Trump introduziu mais uma expressão no léxico necessário ao entendimento da nova era.

Os “factos factuais”, se nos é permitido improvisar mais um neologismo, são as imagens fotográficas, por meios aéreos, das multidões presentes na rua, na investidura de Barack Obama em 2009, e agora na de Donald Trump. 

Publicadas lado a lado por The New York Times, suscitaram um comentário do Presidente na sede da CIA, declarando estar “em guerra com os media”, que se encontram entre “os seres humanos mais desonestos do planeta”, e depois o diálogo entre Chuck Todd, na NBC, e a assessora Kellyanne Conway, na Casa Branca, que inaugurou a nova designação.

O diário francês Le Monde, que aqui citamos, faz uma síntese irónica deste mau começo de relação entre a nova Administração e os media, acrescentando-lhe um artigo mais recente, segundo o qual vários jornalistas norte-americanos afirmam que têm uma escolha a fazer, entre “dizer a verdade” ou “manter o acesso à Presidência”, mas que já não é possível ter os dois...  

Também a Columbia Journalism Review tem como seu primeiro artigo do dia “Don´t let Trump get away with ‘alternative facts’” (Não deixem Trump safar-se com os ‘factos alternativos’), e o Poynter.org, entre outros artigos sobre esta polémica, publica “Don’t ridicule ‘alternative facts’. Fact-check them” (“Não ridicularizem os ‘factos alternativos’. Façam o fact-checking deles.”

 

Os dois textos de Le Monde e os da CJR e do Poynter.org

Connosco
Novo presidente da ERC abstém-se de comentar “dossier” Altice - TVI Ver galeria

Tomou posse, na Assembleia da República, o novo Conselho Regulador da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, tendo como presidente o juiz-conselheiro Sebastião Póvoas. Instado pelos jornalistas a pronunciar-se sobre a questão sensível da compra da Media Capital pela Altice, o magistrado afirmou: “Eu não conheço os dossiers, tomei agora posse; são dossiers complexos e eu venho de uma área em que só nos pronunciamos depois de ler, consultar, ouvir e estudar, e é assim que vou fazer.” O parecer que competia à ERC tornar público, sobre esta matéria, não chegou a ser dado por falta de acordo entre os três membros que estavam em funções até agora.

Sobre a “decadência das redacções”, a dúvida de ser jornalista Ver galeria

“A decadência das redações e a diminuição do número de alunos cursando jornalismo apontam na direção da extinção da profissão de repórter?” A pergunta é do jornalista brasileiro Carlos Wagner, que compara a situação que encontrou há 40 anos, quando começou a sua carreira de repórter de investigação, com aquela que hoje enfrentam os novos candidatos. Para a geração dos seus pais (a mãe opunha-se a que ele seguisse este caminho), “os jornalistas tinham fama de bêbados, boémios, comunistas e de ‘língua de lavadeira’.” Mas “a preocupação dos pais da geração de repórteres que entra na faculdade no próximo ano é se ainda existirá a profissão quando o filho acabar o curso”. No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
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09:00 @ Cenjor,Lisboa
03
Jan
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