null, 25 de Junho, 2017
Media

Os Media americanos entram na era dos “factos alternativos”

Já tínhamos a “pós-verdade”, os “pós-factos” e as fakenews. Esqueçam. Agora temos os “factos alternativos”. No seu primeiro confronto com os meios de comunicação, a Administração “pós-campanha eleitoral” dos primeiros dois dias de mandato do Presidente Donald Trump introduziu mais uma expressão no léxico necessário ao entendimento da nova era.

Os “factos factuais”, se nos é permitido improvisar mais um neologismo, são as imagens fotográficas, por meios aéreos, das multidões presentes na rua, na investidura de Barack Obama em 2009, e agora na de Donald Trump. 

Publicadas lado a lado por The New York Times, suscitaram um comentário do Presidente na sede da CIA, declarando estar “em guerra com os media”, que se encontram entre “os seres humanos mais desonestos do planeta”, e depois o diálogo entre Chuck Todd, na NBC, e a assessora Kellyanne Conway, na Casa Branca, que inaugurou a nova designação.

O diário francês Le Monde, que aqui citamos, faz uma síntese irónica deste mau começo de relação entre a nova Administração e os media, acrescentando-lhe um artigo mais recente, segundo o qual vários jornalistas norte-americanos afirmam que têm uma escolha a fazer, entre “dizer a verdade” ou “manter o acesso à Presidência”, mas que já não é possível ter os dois...  

Também a Columbia Journalism Review tem como seu primeiro artigo do dia “Don´t let Trump get away with ‘alternative facts’” (Não deixem Trump safar-se com os ‘factos alternativos’), e o Poynter.org, entre outros artigos sobre esta polémica, publica “Don’t ridicule ‘alternative facts’. Fact-check them” (“Não ridicularizem os ‘factos alternativos’. Façam o fact-checking deles.”

 

Os dois textos de Le Monde e os da CJR e do Poynter.org

Connosco
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Portugal aparece no segundo lugar entre os países europeus, logo a seguir à Finlândia, no índice de confiança nas notícias (ficando o Brasil entre os dois). A Finlândia atinge os 62%, Portugal chega aos 58%, e os países mais em baixo, Grécia e Coreia do Sul, ficam nos 23%. Estes são alguns números do Digital News Report 2017 do Reuters Institute, que sublinha no texto de sumário que “a revolução digital está cheia de contradições e excepções” e que as diferenças para cada país podem ser procuradas nas páginas que lhes são dedicadas, no desenvolvimento do relatório.

O Clube

 
O Prémio de Jornalismo da Lusofonia é a nova iniciativa promovida pelo Clube Português de Imprensa (CPI) em parceria com o Jornal Tribuna de Macau (JTM), no quadro das comorações que assinalam o 35º aniversário daquele diário de língua portuguesa em Macau.

Com o valor de 10 mil euros e periodicidade anual, o Prémio será atribuído por um Júri constituído por representantes do CPI, do JTM e por personalidades de reconhecido mérito na área do jornalismo ou que se tenham distinguido na defesa, divulgação ou ensino da Língua Portuguesa no Mundo.

Trata-se, pois, de um novo Prémio que, de acordo com o respectivo Regulamento (que inserimos noutro espaço deste site) se destina “a jornalistas e à Imprensa de Língua Portuguesa de todo o Mundo, em suporte papel ou digital”. 


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Opinião
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Trump, Macron e a comunicação social
Francisco Sarsfield Cabral

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Há dias um jornalista que foi director de um  antigo jornal de referência, em acelerado processo de definhamento, interrogava-se sobre o futuro próximo da Imprensa em suporte de papel e profetizava , sem mencionar, que um dos diários nacionais “terá de tomar a traumática – talvez acertada, certamente inevitável -- decisão de fechar as edições em papel durante a semana, mantendo apenas as edições...
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Agenda
11
Jul
Exposição de Jornais Centenários em Bruxelas
09:00 @ Parlamento Europeu, Bruxelas
12
Jul
Curso de Verão “Jornalismo de Investigação”
09:00 @ Universidade Internacional Menéndez Pelayo, Santander
13
Jul
Westminster Media Forum
09:00 @ Central London, Londres
27
Jul
Festival de Jornalismos de Verão
09:00 @ Couthures, França