Sexta-feira, 16 de Novembro, 2018
Media

Nova estação de TV de inspiração cristã abre em Fátima em Fevereiro

Fátima vai ser a sede de uma nova estação de televisão de inspiração cristã, a Angelus TV, com inicio de emissão previsto para Fevereiro.

Trata-se de um projecto que, de acordo com um comunicado formal, visa "contribuir para a promoção e anúncio da mensagem e iniciativas cristãs e para a divulgação da cultura portuguesa".

A nova estação será dirigida pela jornalista Sandra Dias e contará com vinte profissionais a tempo inteiro, para além da contratação de alguns serviços externos.

Escreve-se, ainda, no mesmo comunicado, que "em termos religiosos, assumindo de forma evidente a génese cristã católica do projeto, a Angelus TV dará destaque à informação religiosa e exibirá programas de oração, formação e evangelização". A programação incluirá, contudo, espaços publicitários. 
Recorde-se que a TVI foi o projecto pioneiro de televisão da Igreja Católica.

Este novo canal da Igreja será distribuído pelas operadoras de cabo em Portugal e nos restantes países de língua portuguesa, com distribuição sem custos para os telespectadores, e ainda disponibilizado na internet.

Para uma emissão diária de 24 horas, segundo revela o Correio da Manhã, a grelha de programação integra programas de informação, com magazines diários em directo, às 13 e às 19 e 30,  de cultura, saúde e culinária. Alguns programas são especialmente vocacionados para crianças, enquanto noutros espaços se apresentam filmes e documentários.

Além dos programas temáticos, a Angelus TV transmite a eucaristia diária em directo, às 11 horas , e o rosário, às 21 e 30, a partir do santuário de Fátima. Na quarta-feira e no domingo, são difundidos a catequese do papa e o "Angelus", a partir do Vaticano.

 

Sob o lema "Uma janela de esperança", o projecto prevê "estreitar relações com os organismos e entidades civis locais e regionais e com a população, valorizando, por isso, todas as iniciativas de boa vizinhança e de aproximação".

A indigitada directora, Sandra Dias, de 45 anos, reside há 12 em Fátima, onde trabalhou no projecto de comunicação Comunidade Canção Nova, nascido no Brasil, nas áreas de televisão e de rádio, tendo dirigido a estação de televisão Canção Nova.

A Angelus TV é inaugurada no ano em que Fátima comemora o centenário das aparições marianas e representa um investimento global de 800 mil euros, tendo sido apoiado por fundos europeus.

 

 

 

 

Connosco
Bettany Hugues defendeu a importância da memória na construção do futuro e da paz Ver galeria

A historiadora britânica Bettany Hugues, que recebeu este ano o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, sublinhou a importância da memória em toda a actividade humana, mesmo quando se trata de criar um mundo novo. Reconhecida, tanto a nível académico como no da divulgação científica pela televisão, explicou o seu percurso nesta direcção, que “não foi fácil”, como disse, e terminou com um voto pela “paz e a vida, e ao futuro poderoso da Cultura e da herança”.

Guilherme d’Oliveira Martins, anfitrião da cerimónia, na qualidade de administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentou Bettany Hugues como “uma historiadora que dedicou os últimos vinte cinco anos à comunicação do passado”, não numa visão retrospectiva, mas sim com “uma leitura dinâmica das raízes, da História, do tempo, das culturas, dos encontros e desencontros, numa palavra: da complexidade”.

Graça Fonseca, ministra da Cultura, evocou a figura de Helena Vaz da Silva pelo seu “contributo de excepção para a cultura portuguesa, quer enquanto jornalista e escritora, quer na sua vertente mais institucional”, como Presidente da Comissão Nacional da UNESCO e à frente do Centro Nacional de Cultura.

Para Dinis de Abreu, que interveio na sua qualidade de Presidente do Clube Português de Imprensa, Bettany Hughes persegue, afinal, um objectivo em tudo idêntico ao que um dia Helena Vaz da Silva atribuiu aos seus escritos, resumindo-os como “pequenas pedras que vou semeando”:

“Sabe bem evocar o seu exemplo, numa época instável e amiúde caótica, onde a responsabilidade se dilui por entre sombras e vazios, ocupados por populismos e extremismos, de esquerda e de direita, que vicejam e agravam as incertezas” – disse.

Para Alberto Dines, “o jornalismo era o próprio sentido da vida” Ver galeria

Cada história é uma vida, e algumas delas são muito especiais. “Alberto Dines foi autor e protagonista de uma dessas trajectórias incomuns: um intelectual visceral, que usou a sua inteligência e lucidez não para disputar uma partida, mas para mudar o jogo.” Sob o título “Uma vida sem ponto final”, um dos seus numerosos discípulos, Bruno Thys, evoca com a saudade de uma relação muito pessoal o percurso e obra de Alberto Dines, falecido em São Paulo em Maio deste ano.

O autor do texto que citamos valoriza uma parte da biografia menos mencionada de Alberto Dines, a que o coloca numa linhagem de judeus emigrados de uma Europa em várias convulsões:

“Dines tornou-se uma das mais cintilantes estrelas de sua geração, a primeira de judeus nascidos no Brasil. (...) Da geração de seus pais, herdou a cultura ancestral. Dines tinha sólida formação humanística e as suas raízes remontam à Haskalá, o iluminismo judaico que floresceu na Europa Ocidental nos séculos XVIII e XIX. Este movimento pregava a interacção da sabedoria judaica com a cultura europeia e produziu nomes como Einstein, Freud, Herzel e Stefan Zweig, o grande biógrafo austríaco, que, muitos anos depois, seria biografado por Dines.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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