Segunda-feira, 23 de Setembro, 2019
Novas iniciativas

Celebrado Protocolo entre Clube Português de Imprensa e Jornal Tribuna de Macau

O Clube Português de Imprensa (CPI) e o Jornal Tribuna de Macau (JTM) celebraram,  em Dezembro, um Protocolo,  em cujo âmbito cabe,  prioritariamente,  a  atribuição anual de Prémios de Jornalismo, dirigidos aos media de Língua Portuguesa de todo o Mundo, e com periodicidade anual.

Obrigatoriamente, e nos termos do documento assinado em Lisboa,  os trabalhos concorrentes deverão ter  Macau como tema principal,  sendo os pormenores alvo de regulamentação própria, com posterior divulgação pública.

O Protocolo estabelece ainda que o CPI e o JTM promovem um diversificado conjunto de eventos “aos quais se identifique interesse público, na divulgação e debate sobre o presente e futuro dos media em Língua Portuguesa, nomeadamente em Macau, em parceria com outros organismos e instituições a que se reconheçam interesses comuns”. 

Nesse âmbito, o CPI e o JTM “reconhecem vantagens numa maior interacção e aproximação, tanto ao nível de um elenco de iniciativas conjuntas, como na divulgação de eventos relacionados ou conexos com os media, tendo em conta a sua importância marcante no contexto da Sociedade de Informação”.

 

Mais adiante,  o texto fixa ainda queconstitui escopo para iniciativas conjuntas o aprofundamento de todos os aspectos ligados à Língua Portuguesa, com relevo para a singularidade do posicionamento de Macau no seu papel de Plataforma de ligação aos países de Língua Oficial Portuguesa, que representam uma vocação comum, ainda que em planos diferenciados  mas complementares, tanto para o CPI como para o JTM”.

 

O Protocolo foi assinado , respectivamente, por Dinis de Abreu e José Rocha Dinis, o primeiro em representação do CPI e o segundo pelo JTM.

 

Recorde-se que o Clube Português de Imprensa ,é uma instituição reconhecida como de Utilidade Pública, fundado em 1980, enquanto o    Jornal  Tribuna de Macau, é uma  referência em língua portuguesa, que se publica em Macau, ininterruptamente,  desde 1982.

 

O Protocolo entrou em vigor no primeiro  dia de Janeiro.

 

Connosco
Estudo revela cepticismo sobre cobrança generalizada de conteúdos Ver galeria

Num relatório da KMPG intitulado “Presente e futuro do sector intermediário”, os empresários de media concordam que, a transição progressiva para um sistema de pagamento de conteúdos é necessária.

No entanto, apenas 38% desses executivos estão convencidos de que a cobrança pelos conteúdos digitais será generalizada nos próximos três anos. Entretanto, 62% acreditam que o modelo aberto e de pagamento coexistirá nesse período.

O relatório vem publicado no site da APM com quem a CPI tem um acordo de parceria.
Segundo o mesmo relatório, as cinco tendências que marcarão a agenda do sector dos media são as seguintes: a busca de um modelo de negócios rentável e sustentável, o potencial da publicidade digital, o compromisso com a qualidade, a análise de dados e alianças entre empresas jornalísticas.
A necessidade proteger o jornalismo do discurso inflamado Ver galeria

Os media e os jornalistas, parecem ter sido dominados pela energia estonteante dos discursos inflamados, da ofensa ao adversário e da mentira persuasiva que apelam á emoção em vez da razão, defende José Antonio Zarzalejos , nos  Cuadernos de Periodismo  da  APM, com a qual o CPI tem um acordo de parceria.

Especialmente, em período de eleições, a transmissão de mensagens “tornou-se um exercício de impostura e num território onde tudo é permitido, incluindo o insulto e a mentira”.

Nesta lógica comunicacional,  a transformação do estrangeiro em inimigo, e da dissidência em dissidente, são procedimentos  na arena política, segundo  o autor.
A receptividade para acolher  argumentos contrários  ou partilhar pensamentos diversos,  de acordo com   Zarzalejos, passou a ser entendido como uma abordagem fraca, sem convicção.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
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Uma das coisas em que a informação sobre o mercado publicitário português peca é na análise das contas que são ganhas pelas agências de meios aqui em Portugal. Volta e meia vejo notícias do género a marca X decidiu atribuir a sua conta de publicidade em Portugal à agência Y. Quando se vai a ver, o que aconteceu é que a marca internacional X decidiu num qualquer escritório em Londres, Paris ou Berlim,...
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