Sábado, 25 de Maio, 2019
Media

Grupo Le Monde volta aos lucros

 

O Grupo Le Monde voltou aos lucros em 2016, ao apresentar resultados de exploração positivos por comparação com 2015.

A boa notícia foi confirmada pelo presidente do Grupo, Louis Dreyfus, ao revelar que no conjunto o Grupo deverá registar um resultado de exploração de 4 milhões de euros, contra 3,8 milhões de euros em 2015.

O Grupo sofreu uma restruturação profunda em 2015 que passou, designadamente, pelo emagrecimento dos seus custos.

O jornal Le Monde deverá registar em 2016 um volume de negócios em ligeira baixa, de 190 milhões de euros contra 195 milhões em 2015.

O quotidiano, fundado em 1944, conta actualmente com 120 mil assinantes nas sua versão digital (mais 30% em um ano), num total de 200 mil assinantes.

Entretanto, outra publicação do Grupo, L’Obs recuou cerca de 13% em França, entre Outubro de 2015 e Setembro de 2016. Contudo, Louis Dreyfus diz-se “optimista” m relação ao futuro do magazine, perante os dados mais recentes de audiência.

O Grupo prevê concentrar os seus 1400 colaboradores, em finais de 2018, na nova sede, que será edificada próximo da gare de Austerlitz, onde acabaram de adquirir o terreno.

Diz Louis Dreyfus: “é um projecto de cerca de 200 milhões de euros, que nos deve ajudar a mudar de escala”.

 

Connosco
Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens Ver galeria

Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve" Ver galeria

O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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