Quinta-feira, 21 de Novembro, 2019
Media

Grupo Le Monde volta aos lucros

 

O Grupo Le Monde voltou aos lucros em 2016, ao apresentar resultados de exploração positivos por comparação com 2015.

A boa notícia foi confirmada pelo presidente do Grupo, Louis Dreyfus, ao revelar que no conjunto o Grupo deverá registar um resultado de exploração de 4 milhões de euros, contra 3,8 milhões de euros em 2015.

O Grupo sofreu uma restruturação profunda em 2015 que passou, designadamente, pelo emagrecimento dos seus custos.

O jornal Le Monde deverá registar em 2016 um volume de negócios em ligeira baixa, de 190 milhões de euros contra 195 milhões em 2015.

O quotidiano, fundado em 1944, conta actualmente com 120 mil assinantes nas sua versão digital (mais 30% em um ano), num total de 200 mil assinantes.

Entretanto, outra publicação do Grupo, L’Obs recuou cerca de 13% em França, entre Outubro de 2015 e Setembro de 2016. Contudo, Louis Dreyfus diz-se “optimista” m relação ao futuro do magazine, perante os dados mais recentes de audiência.

O Grupo prevê concentrar os seus 1400 colaboradores, em finais de 2018, na nova sede, que será edificada próximo da gare de Austerlitz, onde acabaram de adquirir o terreno.

Diz Louis Dreyfus: “é um projecto de cerca de 200 milhões de euros, que nos deve ajudar a mudar de escala”.

 

Connosco
O risco do jornalismo de dados produzir gráficos enganosos Ver galeria

As visualizações de dados podem ser enganosas. No seu novo livro, "How Charts Lie",Alberto Cairo, não poupa palavras para expor os perigos de visualizações de dados mal projectadas. 

O autor identifica cinco grandes categorias de desenhos de gráficos, que não são o que parecem à primeira vista, desde os que contêm dados insuficientes até aos que, deliberadamente, ocultam ou enganam o espectador. 

Os jornalistas podem proteger-se de serem "enganados" pelos gráficos, aceitando que são tão vulneráveis quanto o público em geral.

Cairo descreve os gráficos como argumentos feitos visualmente, que precisam de ser avaliados e verificados com o mesmo cuidado que qualquer outro dado ao qual recorremos para escrever uma história. 

O número crescente de ferramentas de visualização de dados gratuitas e de baixo custo, como Datawrapper e Flourish, tornaram as histórias baseadas em dados acessíveis, até mesmo às pequenas redacções.

"Pensamos no New York Times como o padrão ouro da visualização de dados, mas, na Flórida, o Tampa Bay Times tem apenas duas ou três pessoas a realizar esse tipo de trabalho e estão a fazer peças vencedoras do Pulitzer", explica o autor. 

O artigo de Corinne Podger, publicado no site do IJNet, analisa os riscos dos enganos do jornalismo de dados.

Jornalismo tecnológico requer soluções no mundo digital Ver galeria

A postura dos jornalistas em relação aos meios tecnológicos tem vindo a sofrer algumas alterações. 

Os jornalistas têm adoptado novamente uma atitude de “watchdog” em relação a Silicon Valley, tendo começado a produzir reportagens sobre negligência e outros problemas gerados por estas empresas. Começaram a debater questões sociais e técnicas, como o caso das campanhas de desinformação e os efeitos discriminatórios de algoritmos. 

Porém, é importante que os jornalistas não só ajudem a compreender os problemas tecnológicos, mas que identifiquem, também, as possíveis soluções e os efeitos positivos da tecnologia na sociedade. 

Os autores do texto, publicado no site Columbia Journalism Review, sugerem que seja adoptado um jornalismo de soluções como um movimento a seguir na cobertura de temas tecnológicos. Este género de jornalismo propõe realizar reportagens centradas nas respostas aos problemas sociais reportados, minimizando a ideia feita de que os jornalistas apenas estão presentes quando ocorrem escândalos. 

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
A “tabloidizacão” dos media portugueses parece imparável, com as televisões na dianteira, privadas e pública, sejam os canais generalistas ou temáticos. A obsessão pelos “casos” que puxem ao drama, ao pasmo ou à lágrima, tomou conta dos telejornais e da Imprensa. A frenética disputa das audiências nas TVs e a queda continuada das vendas nos jornais são, normalmente, apontadas...
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As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
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