Quarta-feira, 8 de Abril, 2020
Media

Jovens jornalistas espanhóis criam nova tendência em jornalismo digital

Dois jovens jornalistas espanhóis lançaram recentemente um novo projecto noticioso, apostado em jornalismo de investigação, análise dos dados e um estilo narrativo diferente. Segundo afirmam, o site Datadista promove “um jornalismo totalmente centrado na informação, deixando de lado ideias preconcebidas e, sobretudo, o tendenciosismo ideológico, que se usa excesivamente nos media deste país”. Ana Tudela e António Delgado falaram à Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

Conforme contam, Datadista nasceu no princípio de Outubro com uma rubrica intitulada Cuadernos de la corrupción, em que o texto é completado por vídeos animados. 

Os conteúdos publicados não obedecem a uma periodicidade concreta, dependendo da actualidade e necessidades sentidas pelos dois autores. “São a própria sociedade e a evolução dos factos que nos vão dizendo o que é necessário esclarecer”, afirma Ana Tudela. 

Há reportagens mais desenvolvidas, como Playa Burbuja, sobre os escândalos da “bolha” imobiliária, que motivou os dois jornalistas a fazerem, de moto, uma longa viagem pela costa mediterrânica espanhola, realizando vídeos e tirando fotos, além de recolherem toda a informação necessária. Este trabalho só estará disponível a partir de Abril de 2017. 

Para levar a cabo esta grande investigação, Datadista lançou uma campanha de financiamento colectivo na plataforma Goteo.org, pela qual esperam conseguir, pelo menos, 10.000 euros para custear as despesas do projecto. 

Entre outros temas que lhes interessa tratar, Ana Tudela e António Delgado mencionam as questões do meio ambiente, da mulher e das pensões de reforma.

 

 

Mais informação na entrevista à APM, e o website Datadista

Connosco
O essencial em jornalismo em tempo de pandemia Ver galeria

A imprensa, em todo o mundo,  está a adaptar-se à nova realidade, desencadeada pela pandemia do coronavírus, e a trabalhar, maioritariamente, por via remota.


Os jornalistas parecem querer zelar pela saúde dos leitores e, nos “media” os avisos e as advertências repetem-se: ficar em casa para conter a disseminação do vírus, evitar aglomerados de pessoas, sair só em caso de emergência, ou para adquirir bens essenciais.

Ainda assim, alguns profissionais, nos Estados Unidos parecem não seguir a conduta que promovem, realizando reportagens no exterior e expondo-se à contaminação do vírus,  destaca Alexandria Nelson, num artigo publicado no “Columbia Journalism Review”

De acordo com a autora, os repórteres estão a pôr em causa a saúde pública,  deslocando-se, por exemplo, a praias para dar conta de cidadãos que não estão a cumprir as normas de isolamento. Os jornalistas querem, assim, distinguir-se dos restantes concidadãos. 

Moncloa recua e levanta restrições aos jornalistas Ver galeria

A Moncloa vai deixar de  “amordaçar” a imprensa. Depois da pressão exercida pelos “media”, o governo espanhol vai permitir que os jornalistas façam perguntas, por videochamada, durante as conferências de imprensa do primeiro-ministro Pedro Sánchez.

A decisão surge na sequência de uma denúncia conjunta de centenas jornalistas espanhóis, que se opuseram ao “modus operandi” das conferências de imprensa, controladas pelo Secretário de Estado da Comunicação, Miguel Angel Oliver.

Depois de a polémica se ter arrastado ao longo de várias semanas Oliver enviou, finalmente, uma nota às redações para informar que “a metodologia utilizada nas conferências de imprensa irá mudar”. 

O Governo garante, agora, que vai implementar um sistema seguro de videoconferência que terá rondas de perguntas. A selecção das questões será concretizada por um “mecanismo aleatório, público e verificável”.

O Clube


A pandemia provocada pelo coronavírus está a provocar um natural alarme em todo o mundo e a obrigar a comunidade internacional a adoptar planos de contingência,  inéditos em tempo de paz, designadamente, obrigando a quarentenas e a restrições, cada vez mais gravosas, para tentar controlar o contágio. 

A par da Saúde e do dispositivo de segurança, são os “media” que estão na primeira linha para informar e esclarecer as populações, alguns já com as suas redacções a trabalhar em regime de teletrabalho.   

Este “site” do Clube Português de Imprensa , também em teletrabalho, procurará manter as suas actualizações regulares, para que os nossos Associados e visitantes em geral disponham de mais  uma fonte de consulta confiável, acompanhando o que se passa  com os “media”, em diferentes pontos do globo, e em comunhão estreita perante uma crise de Saúde com contornos singulares.

O jornalismo e os jornalistas têm especiais responsabilidades,  bem como   as associações do sector. Se os transportes, a Banca, e o abastecimento de farmácias e de bens essenciais são vitais  para assegurar o funcionamento do  País,  com a maior parte das portas fechadas, a informação atempada e rigorosa não o é menos.  

Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.  

 


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Opinião
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O paradoxo mediático
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Jun