Segunda-feira, 23 de Setembro, 2019
Media

Jovens jornalistas espanhóis criam nova tendência em jornalismo digital

Dois jovens jornalistas espanhóis lançaram recentemente um novo projecto noticioso, apostado em jornalismo de investigação, análise dos dados e um estilo narrativo diferente. Segundo afirmam, o site Datadista promove “um jornalismo totalmente centrado na informação, deixando de lado ideias preconcebidas e, sobretudo, o tendenciosismo ideológico, que se usa excesivamente nos media deste país”. Ana Tudela e António Delgado falaram à Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

Conforme contam, Datadista nasceu no princípio de Outubro com uma rubrica intitulada Cuadernos de la corrupción, em que o texto é completado por vídeos animados. 

Os conteúdos publicados não obedecem a uma periodicidade concreta, dependendo da actualidade e necessidades sentidas pelos dois autores. “São a própria sociedade e a evolução dos factos que nos vão dizendo o que é necessário esclarecer”, afirma Ana Tudela. 

Há reportagens mais desenvolvidas, como Playa Burbuja, sobre os escândalos da “bolha” imobiliária, que motivou os dois jornalistas a fazerem, de moto, uma longa viagem pela costa mediterrânica espanhola, realizando vídeos e tirando fotos, além de recolherem toda a informação necessária. Este trabalho só estará disponível a partir de Abril de 2017. 

Para levar a cabo esta grande investigação, Datadista lançou uma campanha de financiamento colectivo na plataforma Goteo.org, pela qual esperam conseguir, pelo menos, 10.000 euros para custear as despesas do projecto. 

Entre outros temas que lhes interessa tratar, Ana Tudela e António Delgado mencionam as questões do meio ambiente, da mulher e das pensões de reforma.

 

 

Mais informação na entrevista à APM, e o website Datadista

Connosco
Estudo revela cepticismo sobre cobrança generalizada de conteúdos Ver galeria

Num relatório da KMPG intitulado “Presente e futuro do sector intermediário”, os empresários de media concordam que, a transição progressiva para um sistema de pagamento de conteúdos é necessária.

No entanto, apenas 38% desses executivos estão convencidos de que a cobrança pelos conteúdos digitais será generalizada nos próximos três anos. Entretanto, 62% acreditam que o modelo aberto e de pagamento coexistirá nesse período.

O relatório vem publicado no site da APM com quem a CPI tem um acordo de parceria.
Segundo o mesmo relatório, as cinco tendências que marcarão a agenda do sector dos media são as seguintes: a busca de um modelo de negócios rentável e sustentável, o potencial da publicidade digital, o compromisso com a qualidade, a análise de dados e alianças entre empresas jornalísticas.
A necessidade proteger o jornalismo do discurso inflamado Ver galeria

Os media e os jornalistas, parecem ter sido dominados pela energia estonteante dos discursos inflamados, da ofensa ao adversário e da mentira persuasiva que apelam á emoção em vez da razão, defende José Antonio Zarzalejos , nos  Cuadernos de Periodismo  da  APM, com a qual o CPI tem um acordo de parceria.

Especialmente, em período de eleições, a transmissão de mensagens “tornou-se um exercício de impostura e num território onde tudo é permitido, incluindo o insulto e a mentira”.

Nesta lógica comunicacional,  a transformação do estrangeiro em inimigo, e da dissidência em dissidente, são procedimentos  na arena política, segundo  o autor.
A receptividade para acolher  argumentos contrários  ou partilhar pensamentos diversos,  de acordo com   Zarzalejos, passou a ser entendido como uma abordagem fraca, sem convicção.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
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Uma das coisas em que a informação sobre o mercado publicitário português peca é na análise das contas que são ganhas pelas agências de meios aqui em Portugal. Volta e meia vejo notícias do género a marca X decidiu atribuir a sua conta de publicidade em Portugal à agência Y. Quando se vai a ver, o que aconteceu é que a marca internacional X decidiu num qualquer escritório em Londres, Paris ou Berlim,...
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