Sábado, 18 de Janeiro, 2020
Media

Jovens jornalistas espanhóis criam nova tendência em jornalismo digital

Dois jovens jornalistas espanhóis lançaram recentemente um novo projecto noticioso, apostado em jornalismo de investigação, análise dos dados e um estilo narrativo diferente. Segundo afirmam, o site Datadista promove “um jornalismo totalmente centrado na informação, deixando de lado ideias preconcebidas e, sobretudo, o tendenciosismo ideológico, que se usa excesivamente nos media deste país”. Ana Tudela e António Delgado falaram à Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

Conforme contam, Datadista nasceu no princípio de Outubro com uma rubrica intitulada Cuadernos de la corrupción, em que o texto é completado por vídeos animados. 

Os conteúdos publicados não obedecem a uma periodicidade concreta, dependendo da actualidade e necessidades sentidas pelos dois autores. “São a própria sociedade e a evolução dos factos que nos vão dizendo o que é necessário esclarecer”, afirma Ana Tudela. 

Há reportagens mais desenvolvidas, como Playa Burbuja, sobre os escândalos da “bolha” imobiliária, que motivou os dois jornalistas a fazerem, de moto, uma longa viagem pela costa mediterrânica espanhola, realizando vídeos e tirando fotos, além de recolherem toda a informação necessária. Este trabalho só estará disponível a partir de Abril de 2017. 

Para levar a cabo esta grande investigação, Datadista lançou uma campanha de financiamento colectivo na plataforma Goteo.org, pela qual esperam conseguir, pelo menos, 10.000 euros para custear as despesas do projecto. 

Entre outros temas que lhes interessa tratar, Ana Tudela e António Delgado mencionam as questões do meio ambiente, da mulher e das pensões de reforma.

 

 

Mais informação na entrevista à APM, e o website Datadista

Connosco
Novas ferramentas para gerir os "media online" Ver galeria

O Instituto Internacional de Imprensa (IPI) divulgou uma nova ferramenta para moderadores online dos media lidarem com situações de abuso que ocorrem nas redes sociais. 

As ferramentas e estratégias para gerir os debates no Facebook e no Twitter fazem parte da plataforma do IPI Newsrooms Ontheline, que reúne várias sugestões sobre como combater o assédio online contra jornalistas.

O objectivo é explicar de que forma os moderadores podem gerir as redes sociais e como devem aplicar essas ferramentas, bem como as opções disponíveis pelas próprias plataformas das redes, de forma a conseguirem dar resposta ao abuso online e às ameaças contra os media e jornalistas individuais.
As medidas definidas são o resultado de várias entrevistas com peritos em audiências dos principais media da Europa. Devido à constante evolução, estas estratégias estão sujeitas a revisão e actualização constantes.

A maioria dos peritos, consultados pela IPI, salienta que existem várias ferramentas que podem ser utilizadas para a moderação de mensagens abusivas no Twitter, entre as quais o muting e o bloqueio. 

Em relação ao Facebook, os moderadores podem apagar os comentários, esconder comentários com conteúdo abusivo, banir um utilizador das páginas do medium, remover o utilizador de uma página, desactivar os comentários, bloquear determinadas palavras ou, ainda, reportar uma página ou um post.

Crise gera em Espanha modelos jornalísticos inovadores Ver galeria

A indústria do jornalismo em Espanha está em crise há mais de uma década. O colapso do crescimento económico afectou todas as áreas. Os fabricantes reduziram orçamentos de publicidade, o desemprego reduziu o poder de compra das famílias, que, por sua vez,  diminuíram as suas despesas, incluindo as dos meios de comunicação social.
O autor analisa os novos modelos de projetos que procuram responder aos desafios informativos actuais,  com apostas diferentes dos convencionais, baseados na verificação informativa, no uso dos mecanismos de transparência, na contextualização informativa, no jornalismo de dados ou na visualização.

Os meios de comunicação social também reduziram as suas despesas, entre 2005 e 2008, pelo menos 12 200 empregos foram suprimidos, segundo dados do Relatório da Profissão Jornalística de 2015. E em 2018, o investimento em publicidade ainda era 30% inferior ao de 2008.

O Clube

Ao retomar a regularidade de actualização deste site, no inicio de outra década, achámos oportuno proceder ao  balanço do vasto material arquivado, designadamente, em textos de reflexão sobre a forma como está a ser exercido o jornalismo,  no contexto de um período extremamente exigente  para os novos e velhos  “media”.

O resultado dessa pesquisa retrospectiva foi muito estimulante, a ponto de termos sentido  ser um imperativo partilhá-la, no essencial,  com quem nos acompanha mais de perto, sendo, no entanto,  recém-chegados. 


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Opinião
Apoiar a comunicação social
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