null, 17 de Novembro, 2019
Media

Jornalismo brasileiro aposta na transparência para 2017

Se 2016 foi o ano da “pós-verdade”, 2017 será o ano da transparência para o jornalismo brasileiro. “Mais do que uma previsão, trata-se de uma necessidade para os profissionais e publicações que desejam reafirmar um contrato de confiança com o público.” É nestes termos que Moreno Cruz Osório apresenta, na sua própria contribuição para a recolha de depoimentos do NiemanLab, uma colecção semelhante realizada entre jornalistas brasileiros.

“A boa notícia  - conta o autor, docente de Jornalismo na Universidade Católica do Rio Grande do Sul -  é que há lugar para restaurar as nossas relações com os leitores, espectadores, ouvintes e utentes da Internet, e a forma de o fazer é sermos honestos e prestarmos atenção ao público.”

Esta é, como explica a seguir, uma das lições que se aprendem das 13 contribuições elaboradas para o projecto “O Jornalismo no Brasil em 2017”, uma iniciativa conjunta do Farol Jornalismo, que se dedica a investigar tendências no jornalismo, e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. 

Como introdução ao tema, Moreno Cruz Osório conta aos seus leitores do NiemanLab que, durante o ano de 2016, na sequência da crise política que levou à impugnação da Presidente Dilma Rousseff, o número de partilhas, no Facebook, de notícias falsas a respeito da Lava-Jato, foi maior que o de partilhas de notícias verdadeiras. 

Passando a apresentar alguns dos 13 artigos de “O Jornalismo no Brasil em 2017”, começa por sublinhar a importância atribuída às disciplinas de fact-checking, mencionando os artigos de Tai Nalon, directora de Aos Fatos, uma iniciativa pioneira neste terreno, no Brasil, e de Rogerio Christofoletti, coordenador do Observatório da Ética Jornalística ObjETHOS

Pedro Burgos, membro do grupo The Marshall Project, reflecte sobre a situação da Imprensa nos EUA, apontando que, “além do aumento nas assinaturas que meios tradicionais, como The New York Times, tiveram depois das eleições presidenciais, as iniciativas não-lucrativas estão a receber mais investimento”. 

Estes e os restantes depoimentos incluídos em “O Jornalismo no Brasil em 2017” podem ser aqui consultados, endereço que Moreno Cruz Osório deixa também, logo no primeiro parágrafo, aos leitores que tomem contacto com este estudo pela leitura do seu texto no NiemanLab.  

Connosco
Centro Báltico ensaia novos modelos para o jornalismo investigativo Ver galeria

Um dos principais actores no campo do jornalismo colaborativo no Báltico é o Re:Baltica – Centro Báltico para a Investigação do Jornalismo de Investigação. O projecto está sediado na capital da Letónia, Riga, e foi criado há oito anos, introduzindo duas ideias inovadoras para a prática do jornalismo na região.

O Centro realiza pesquisas e cria uma história e, posteriormente, fornece-a, a título gratuito, aos meios de comunicação. Em segundo lugar, adoptou um novo modelo de negócio, que depende principalmente de doações e concessões.

O Observatório Europeu de Jornalismo falou recentemente com Inga Springe, questionando-a sobre o trabalho quotidiano de uma organização de comunicação social, sem fins lucrativos, e os desafios que actualmente enfrenta.

Springe defende que que o problema não é o das pessoas lerem o jornal "certo" ou "errado". O problema é não lerem os media tradicionais. Esse foi o motivo que a levou a impulsionar com o projecto Re:Baltica Light e várias reportagens sob a rubrica #StarpCitu (#ByTheWay), disponíveis no YouTube e no Facebook.

Um artigo sobre a organização foi publicado, pela primeira vez, no site do Observatório Europeu de Jornalismo e reproduzido no site da GIJN, do qual a Re:Baltica é membro.

O “LeKiosk” muda para “Cafeyn” e alarga oferta a assinantes Ver galeria

O serviço de notícias LeKiosk mudou de nome para Cafeyn e passou a apresentar-se como um serviço de streaming de informações. O quiosque digital permite a consulta de mais de mil títulos de imprensa francesa e internacional por 9,99 euros por mês.

A mudança de nome e de visual têm como objectivo atrair um público mais numeroso e fazer frente à Apple News+.

De salientar que a alteração da designação é, também, explicada por uma batalha jurídica, iniciada em 2012, entre LeKiosk Monkiosque.fr, publicada pelo Grupo Toutabo.

O departamento de propriedade intelectual da União Europeia decidiu, em Março, que havia um risco de confusão para o público, e que a Toutabo tinha registado a sua marca antes da LeKiosk.

Cafeyn tem, atualmente, cerca de um milhão de utilizadores activos por mês, em comparação com os 200 mil em 2017, que lêem uma média de 15 revistas diferentes. A maior parte destes assinantes foram obtidos através de operadores de telecomunicações, como a Bouygues Telecom e a Free, que oferecem o acesso a alguns dos seus clientes.

Isto permitiu à empresa aumentar o seu volume de negócios, que quintuplicou em três anos.

Em breve deverão ser anunciadas parcerias internacionais.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
A “tabloidizacão” dos media portugueses parece imparável, com as televisões na dianteira, privadas e pública, sejam os canais generalistas ou temáticos. A obsessão pelos “casos” que puxem ao drama, ao pasmo ou à lágrima, tomou conta dos telejornais e da Imprensa. A frenética disputa das audiências nas TVs e a queda continuada das vendas nos jornais são, normalmente, apontadas...
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
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