Quinta-feira, 17 de Janeiro, 2019
Media

RSF revela 57 jornalistas mortos no mundo em 2016

De acordo com o relatório anual da Organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), pelo menos 57 jornalistas morreram este ano, enquanto exerciam a sua profissão, principalmente em países em cenário de guerra.

Dessa lista, fazem parte 19 profissionais que morreram na Síria, dez no Afeganistão, nove no México e cinco no Iraque. Quase todos eram jornalistas locais. Nove “blogers” e outros oito “profissionais de meios de comunicação social” morreram também este ano, enquanto trabalhavam.

Entre os 57 jornalistas assassinados, cinco são mulheres, incluindo as afegãs Mariam Ebrahimi, Mehri Azizi e Zainab Mirzaee, que desapareceram em Janeiro, em Cabul, vitimas de um atentado suicida.

O número de jornalistas mortos é inferior ao registado em 2015, ano em que houve 67 mortes, situação que a RSF atribui a "muitos jornalistas terem abandonado os países que se tornaram perigosos, em especial a Síria, Iraque, Líbia, Iémen, Afeganistão e Burundi".

Este abandono de repórteres, saidos das zonas de conflito, criou "buracos negros nas notícias e na informação onde a impunidade reina".

A RSF afirma, ainda, que "os dados alarmantes traduzem uma violência cada vez mais deliberada e o fracasso de iniciativas internacionais a favor da protecção dos jornalistas”.

A organização juntou-se a outras instituições para apresentar um pedido "solene" de criação de um lugar na ONU, que seja responsável pela protecção dos jornalistas.

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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